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Correção da Intel para as falhas Meltdown e Spectre dá tela azul em alguns computadores

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1 ano e meio atrás

A Intel vem cumprindo a promessa de liberar correções para as falhas Meltdown e Spectre, só que, pelo jeito, esses esforços estão longe do fim: a companhia reconheceu que atualizações disponibilizadas recentemente estão fazendo computadores com chips Haswell e Broadwell exibirem a temida “tela azul da morte”.

Meltdown e Spectre

As unidades em questão fazem parte, respectivamente, da quarta e quinta geração de processadores Intel. São chips mais antigos, justamente aqueles cujos testes de performance após a aplicação da correção ficaram para depois — a Intel avaliou primeiro o impacto no desempenho da sexta (Skylake), da sétima (Kaby Lake) e da oitava geração (Kaby Lake e Coffee Lake).

Não são todos os computadores com processadores Haswell e Broadwell que estão reiniciando com frequência ou exibindo tela azul ocasionalmente após a atualização, mas o número de máquinas afetadas é significativo. O problema atinge chips usados em PCs domésticos e servidores.

Publicamente, a Intel afirma que está investigando a falha e que, se necessário, irá liberar novas atualizações assim que possível. Mesmo assim, a companhia orienta o usuário final a continuar instalando as correções disponibilizadas.

Foto: Flickr/huangjiahui

No entanto, o Wall Street Journal teve acesso a alguns comunicados enviados pela Intel a grandes clientes corporativos em que há recomendação para que as correções atuais não sejam instaladas até que problemas nelas sejam completamente analisados. Sabe-se que três falhas nas atualizações já foram identificadas, embora não haja detalhes técnicos sobre eles.

Ao Engadget, a Intel informou que, na verdade, todos os clientes (não só os grandes) estão sendo orientados a aguardar para aplicar as correções por meio de notificações do mecanismo de atualização. Com o problema, provavelmente a Intel vai ter dificuldades para atingir a meta de corrigir 90% dos processadores lançados nos últimos cinco anos até 15 de janeiro (ou seja, hoje).