O Google opera diversos cabos submarinos ao redor do planeta. É a maior rede privada do mundo, por onde passam 25% do tráfego de internet — e ela vai ficar ainda maior.

Até 2019, o Google terá três novos cabos subaquáticos de fibra óptica, ligando áreas do Oceano Pacífico até o Mar do Norte, onde os concorrentes não têm projetos similares.

Foto por Global Marine Photos/Flickr

Estes são os projetos:

  • o Curie terá 10 mil km e vai conectar Los Angeles ao Chile, onde o Google construiu um data center em 2015;
  • o Havfrue (dinamarquês para “sereia”) terá 7 mil km, vai ligar a costa leste dos EUA até a Dinamarca e a Irlanda, e terá capacidade compartilhada com o Facebook;
  • o HK-G terá cerca de 4 mil km e vai conectar Hong Kong a Guam, ilha americana no Oceano Pacífico, integrando-se a outros sistemas de cabo que ligam Austrália, Ásia Oriental e América do Norte.

O objetivo não é apenas acelerar a transferência de dados; é redirecionar usuários para servidores em outros locais do mundo, caso uma região fique sobrecarregada ou sofra algum problema.

O Google diz que os investimentos devem custar centenas de milhões de dólares, mas valem a pena: é a melhor forma de concorrer no mercado de computação em nuvem, que rende bilhões de dólares.

“Eu preferiria não ter que estar no ramo de construção de cabos”, diz Ben Treynor, vice-presidente da plataforma de nuvem do Google, ao Wall Street Journal. No entanto, “não havia muitas opções boas” para avançar em cloud computing na Austrália e América do Sul.

Vale lembrar que o Google está preparando três cabos no Brasil:

  • o Monet tem mais de 10 mil km e conecta as cidades de Santos (SP) e Fortaleza a Boca Raton, na Flórida (EUA);
  • o Tannat tem 2 mil km e liga Santos a Maldonado (Uruguai);
  • o Júnior tem 390 km e vai do Rio de Janeiro até Praia Grande.

Na última década, o Google ajudou a construir oito cabos submarinos no total, e está preparando mais três. Eles querem ampliar sua presença em computação na nuvem; Amazon e Microsoft estão na frente em se tratando de receita.

Com informações: Google, Wall Street Journal.

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ochateador
1 fibra submarina pode transmitir dados na casa dos Terabits por segundo e com latência abaixo de 100 mili-segundos. 1 satélite se conseguir oferecer velocidade de 100 Megabits com latência inferior a 10 segundos é muito.
johndoe1981

Comentarista de G1 nem é gente...

Cássio Amaral
Comentarista de G1 nem é gente...
Se Pita?

Satélites tem alta latência não serve pra isso.

maisum
Satélites tem alta latência não serve pra isso.
Valmir Moura
Cadê os satélites?
Wellington Gabriel de Borba
Eu acho graça são os comentaristas do G1 debochando dos cabos submarinos para fazer os serviços nas nuvens do Google funcionar. É sério, o pessoal lá acredita mesmo que internet nas nuvens quer dizer que tem um computador, um balão, um satélite no céu.
Wellington Gabriel de Borba
O Brasil África se não me engano tá sendo bancado praticamente que todo pela Angola Telecom.
Anderson Silva
Sem esquecer dos meios aéreos, como os Satellites - é realmente impressionante como os caras conseguem ligar tudo isso e funcionar ao mesmo tempo.
Diego F. Duarte
BR > Africa sai em 2020. Vai ligar ambos a Europa tb. E sim, tem participação da Telebrás
ochateador
Taí uma chance da Telebrás e do BNDES fazerem algo que preste. Só montar e botar os seguintes cabos para funcionar: - Brasil > Africa do Sul (com uma extensão até moçanbique > india). - Brasil > Angola (aproveitando o idioma portugues). - Brasil > Portugal. - Brasil > Inglaterra.
Matheus Alexandre
Pensei a mesma coisa. A maioria não sabe que por trás dos cliques há uma imensidão de cabos extremamente complexos.
Dener
As vezes eu esqueço como a internet é um troço fascinante