Mark Zuckerberg prometeu que seu desafio pessoal para 2018 será consertar o Facebook. Ele planeja fazer isso mudando o Feed de Notícias para trazer mais conteúdo da sua família e amigos, e menos posts de páginas.

E para combater as fake news, a rede social tentará identificar e destacar fontes confiáveis com base no feedback dos usuários. Zuckerberg escreveu na sexta-feira (19) que o objetivo é evitar “sensacionalismo, desinformação e polarização”.

Mark Zuckerberg - people first

Como isso vai funcionar? Basicamente, o Facebook vai perguntar se o usuário está ou não familiarizado com a fonte da notícia, e se confia nela. “A ideia é que algumas fontes são confiáveis apenas para seus leitores, e outras são amplamente confiáveis na sociedade, mesmo por aqueles que não as acompanham diretamente”, explica Zuckerberg.

Para evitar que esse ranking seja influenciado por bots, ou por esforços coordenados de vários usuários, o Facebook diz ao Engadget que consultou “uma vasta gama amplamente representativa de pessoas” antes de implementar essas mudanças.

Além disso, este é um dos muitos sinais que entram no ranking do Feed de Notícias, diminuindo o potencial de manipulação. O Facebook não vai revelar quais fontes são consideradas mais confiáveis, “porque isso representa uma imagem incompleta de como é determinada a posição de cada notícia no Feed de cada pessoa”.

Atualmente, o feed do Facebook exibe cerca de 5% de notícias. Após as mudanças, isso deve cair para 4%, priorizando fontes que “foram consideradas confiáveis pela comunidade”.

Zuckerberg diz que pensou em consultar especialistas externos para definir as fontes mais confiáveis, ou até mesmo deixar o Facebook tomar a decisão por conta própria. No entanto, ele preferiu deixar isso nas mãos da comunidade… o que pode não dar muito certo.

O Facebook vem testando, há alguns meses, seu novo feed de notícias com mais posts de amigos e familiares. Uma notícia falsa se espalhou rapidamente na Eslováquia justamente por causa dessas mudanças. Pior: quando a polícia local desmentiu o caso, isso não apareceu no feed dos usuários — afinal, o comunicado saiu em uma página, e páginas ficam separadas no Feed de Exploração.

Com informações: Facebook, Engadget.

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Porto Velho

Outros exemplos são as decisoes judiciais e projetos de lei que são completamente deturpados pela mídia e, por mais que praticamente todos os comentários nas notícias explique que não é aquilo, ficam feito papagaios repetindo a mesma coisa.

São jornais, sites e portais tradicionais que fazem isso, não o blog da Mariazinha da esquina.

Emanuel Schott
Outros exemplos são as decisoes judiciais e projetos de lei que são completamente deturpados pela mídia e, por mais que praticamente todos os comentários nas notícias explique que não é aquilo, ficam feito papagaios repetindo a mesma coisa. São jornais, sites e portais tradicionais que fazem isso, não o blog da Mariazinha da esquina.
Marcus Araújo
E você acha mesmo que o pessoal, que não foi pouca gente, que saiu distribuindo essa corrente no WhatsApp não está no Facebook e não vai interferir na escolha dessas sites? O ponto que venho sempre criticando nessas medidas do Facebook é que eles escolheram dar poder às pessoas de determinarem o que é ou não fake news, quando essas mesmas pessoas o tempo inteiro se submetem a divulgar fake news voluntariamente por tendência ideológica.
Alexandre Roberto
Ele nao pode de cara fazer o que sugeriu em outras "apresentacoes" que e definir o que e valido ou fake com base da fonte reconhecida por ele como confiavel.. Vai fazer uam firula para dizer que tentou outros meios e nao encontrou solucao melhor do q pre aprovar os conetudos q eles acham interessante... E asism voltariamos a divulgacao apenas pelos meios confiaveis e relevantes de sempre
Dayman Novaes
Não se trata de dar certo ou de dar errado, o mundo não é dicotomizado assim. Se trata da medida que dá mais certo ou, a medida que evita o maior porcentual possível de notícias falsas. É realmente bem improvável que esse percentual seja 100%, como o seu próprio exemplo mostra. Seu argumento de 1 exemplo apenas prova que é improvável chegar em uma medida com uma eficiência de 100%, mas não prova que é a medida em questão é ruim ou pouco eficiente. Pra provar ou desprovar isso, é necessário uma amostragem um pouco maior do que 1 datapoint.
Marcus Araújo
Vai dar muito certo, sim, e o Jélysson do WhatsApp aprova. Tomando como exemplo o Brasil, dias atrás estavam todos os jornais divulgando que havia um brasileiro preso na Venezuela porque foi ao país realizar ajuda humanitária. Ato comovente e necessário num país em recessão por conta de um governo controverso, uma história muito bonita que envolvia uma certa ONG, mas que não sobrevivia a uma única googlada e a uma única visita ao Instagram do rapaz. Precisou o próprio admitir que foi à Venezuela e fez de tudo para ser preso para que a verdade viesse à tona. Dito isso, notícias falsas não são só problemas de blogs obscuros compartilhados por grupos de interesse ainda mais obscuros.
Marcus Araújo
http://g1.globo.com
Alex Augusti Baptista Passos
marck zuckerberg é um maucaratismo impressionante o canalha teve a coragem de dizer que,as redes sociais podem não ser boas para a democracia por que? eu sei por que por que as redes sociais ajudaram a eleger trump ,e não hillary como este canalha,comunista caviar queria agora o canalha fica se metendo na política brasileira tentando boicotar bolsonaro fora zuckerberg o brasil não é sua casa,meta-se com vida,e com seu país.
Carlin
E no fim vai acabar acontecendo o que aconteceu na Eslovaquia, o algoritmo precisa ser ainda mais lapidado.
Dayman Novaes
Antes que comece o mimimi de especialistas sobre como isso é uma péssima medida e que vai dar errado, só pensem em quantas notícias vemos nesse ano de 2017 sobre confiabilidade de notícias. Só com isso dá pra se ter uma ideia de que é um problema extremamente difícil de se resolver, e a única forma é testando várias soluções e ver quais funcionam a longo prazo, e é exatamente isso que o Facebook está fazendo. E eu particularmente fico feliz de ver o esforço do Facebook em resolver esse tipo de problema. Não importa o motivo, se é por dinheiro ou por bondado do Marquinhos, o que importa é que é vai ser um benefício pra sociedade.