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Táxi aéreo autônomo da Airbus voa pela primeira vez

Emerson Alecrim Por

Estamos um pouco mais próximos do dia em que poderemos pegar um táxi que voa: a Airbus concluiu o primeiro teste do Vahana, aeronave elétrica não tripulada do tipo VTOL (sigla em inglês para veículo que aterrissa e decola verticalmente) que está sendo desenvolvida para fazer transporte individual de passageiros, ou seja, estamos falando de um táxi aéreo autônomo.

Vahana

O projeto está sendo conduzido pela A³, divisão de tecnologia da Airbus localizada no Vale do Silício. O teste foi realizado no último dia 31, em Oregon. A aeronave operou de maneira totalmente autônoma, conseguiu atingir a altura de 5 metros (16 pés) e voou durante 53 segundos.

Só isso?! Só isso. Mas a equipe responsável comemorou: "em pouco menos de dois anos, o Vahana deixou de ser um esboço em um guardanapo e se transformou em uma aeronave completa e autopilotada", diz Zach Lovering, líder do projeto.

Vahana

No dia seguinte, o Vahana fez outro voo em condições similares. Mas esses são apenas os primeiros de numerosos testes. Como há muitos aspectos a serem analisados, ainda não existe prazo para a aeronave ser concluída ou previsão de voos com passageiros (nos primeiros testes a aeronave voou vazia, por razões óbvias).

Mas as metas são audaciosas: a Airbus quer que o Vahana seja uma solução viável de transporte urbano de curto alcance e tenha velocidade de aproximadamente 80 km/h. Como a aeronave não ficará presa no trânsito ou parará em semáforos, o tempo de locomoção do passageiro deverá ser de duas a quatro vezes mais rápido do que carros indo para o mesmo destino.

Além de transporte individual, o Vahana poderá ser usado para entrega de carga, operações de regaste, entre outras atividades.

Curiosamente, este não é o único do projeto do tipo dentro da Airbus: a divisão de helicópteros da companhia vem trabalhando no CityAirbus, aeronave autônoma que poderá transportar até quatro pessoas simultaneamente.

E, sim, eu escrevi "Havana" várias vezes durante a redação deste post.

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rodmalkav
Justo :)
zoiuduu .
se volta no tempo nao é carro é máquina do tempo oras kkk
rodmalkav
:) acho um maximo como essa frase já tá no nível em que precisa completar senão dá agonia. É tipo "International Super Star Soccer... "
rodmalkav
Fala isso aí pro Doc Brown ;)
Programador Front-End
ACHOU ERRADO OTARIO
zoiuduu .
nunca esctei kkk
Marcos Vinícius
Muito relevante seu comentário.
marcos_5000
Uma que ta em tudo que é lugar...
https://www.youtube.com/watch?v=HCjNJDNzw8Y
zoiuduu .
se voa nao é carro oras, aliás pra ser carro tem que ter rodas
zoiuduu .
q musica é esa?
Thiago Mobilon
Drones são elétricos e também fazem um barulho bem chato. Imagine um céu coberto de drones gigantes.
MacTantan
Acho, só acho, que estas superfícies aerodinâmicas formam um conjunto com os motores: se posicionam na vertical durante a decolagem e o pouso. No restante do voo, basculam para a posição horizontal. Podemos dizer que tais superfícies são pequenas asas.
Marcos Oliveira
Não se eles forem elétricos!
marcos_5000
E eu cantei Havana da Camila Cabello todas as vezes que li Vahana. :S
rodmalkav
Achou que não ia ter carro voador?
Renan
Fico triste pelo barulho que eles trariam pra um centro urbano
Rafael Schüng
Acredito que sejam flaps. Eles ajudam no controle da nave.
Programador Front-End
essas aletas (não sei se podemos chamar disto) embaixo das hélices seriam apenas para a sustentação delas, ou teria também uma razão aerodinâmica para estarem ali?
Ricardo - Vaz Lobo
Alô indústria automotiva, fique esperta.