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YouTube decide que Logan Paul não fez nada para ser banido

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13/02/2018 às 10h53
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Logan Paul, um YouTuber com mais de 16 milhões de inscritos, se envolveu em uma polêmica após publicar um vídeo na “floresta da morte” no Japão. Desde então, ele continuou produzindo conteúdo de mau gosto, incluindo aplicar choque em um rato morto — mas não espere que ele seja banido do YouTube.

Susan Wojcicki, chefe do YouTube, diz que Logan Paul não fez nada para ser banido da plataforma. “O que você acha que é de mau gosto não é necessariamente o que alguém pensaria ser de mau gosto”, ela argumenta na conferência Code Media.

Logan Paul

Para ser banido, um canal precisa receber três avisos em um período de três meses. Entre as violações das diretrizes, o YouTube lista “vídeos que apresentem nudez ou conteúdo sexual, violento ou explícito, nocivo ou perigoso, de incitação ao ódio, ameaças, spam, metadados enganosos ou golpes”.

Paul “não fez nada que causasse esses três avisos”, diz Wojcicki. “Não podemos simplesmente tirar as pessoas da nossa plataforma… Elas precisam violar uma política. Precisamos ter regras consistentes.”

Ainda assim, o YouTube foi forçado a tomar outras atitudes para restringir as formas em que Paul ganha dinheiro com a plataforma. “Nós tomamos duas ações — a remoção de nossa monetização premium, e uma suspensão de conteúdo original com ele”, diz Wojcicki. “E devido a um padrão de comportamento problemático, decidimos suspender a monetização”.

O YouTube cancelou um filme protagonizado por Paul, e retirou o canal do Google Preferred, plataforma de anúncios mais rentáveis devido ao engajamento maior.

Paul retornou ao YouTube com um vídeo sobre prevenção ao suicídio, mas logo voltou aos hábitos antigos, fazendo respiração boca-a-boca em um peixe, e dando choque em um rato morto. No Twitter, ele fez uma piada sobre ingerir Tide Pods, cápsulas de sabão líquido.

Na semana passada, o YouTube também suspendeu temporariamente os anúncios nos canais dele. A justificativa: “acreditamos que ele exibiu um padrão de comportamento em seus vídeos que torna seu canal não apenas inadequado para anunciantes, mas também prejudicial para a comunidade de criadores em geral”.

Grandes anunciantes, como a Unilever, ameaçaram retirar anúncios de plataformas online que promovem conteúdo “tóxico”. A empresa gastou US$ 9,4 bilhões em marketing no ano passado, e um terço disso foi em publicidade digital.

Com informações: TechCrunch, Engadget.