Direto de Barcelona — Demorou, mas a Sony finalmente veio com um design novo de verdade em seus smartphones. O Xperia XZ2 e o Xperia XZ2 Compact possuem traseira com lateral curvada para melhorar a ergonomia, uma tela com proporção 18:9 que domina a parte frontal e um ponto muito controverso: o leitor de impressões digitais sumiu da lateral e foi parar na traseira. Vamos conhecê-los?

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Xperia XZ2

O Xperia XZ2 tem menos bordas que os antecessores, mas a moldura ainda possui um tamanho suficiente para colocar a marca da Sony embaixo da tela. A Sony diz que adotou novas linhas de design, chamadas de “ambient flow”, com “curvas e arcos dinâmicos”. Na prática, ele está mais confortável de segurar, se encaixando melhor na mão.

A traseira de vidro, claro, acumula um monte de marcas de dedo e acrescentou um peso e uma espessura extra ao corpo do aparelho. Agora, ele tem 198 gramas e uma espessura de 11,1 mm. Eu não vejo esse número desde os tempos de Nokia Lumia 800; foi uma decisão bem arriscada da Sony fazer um aparelho relativamente grosso em 2018. Mas, na mão, ele não é desconfortável de segurar; muito pelo contrário.

Com o design novo, sem metal na traseira, a Sony traz carregamento wireless por indução e permanece destacando a certificação IP68 para resistência contra água e poeira.

O hardware é tudo o que a gente espera de um topo de linha. Ele tem processador octa-core Snapdragon 845, o mais recente da Qualcomm; 4 GB de RAM; 64 GB de espaço com possibilidade de expansão por microSD; e uma tela LCD de 5,7 polegadas com resolução de 2160×1080 pixels. É um painel que agrada bastante à primeira vista, com cores mais saturadas e um contraste mais forte que o de costume na Sony.

Uma coisa que eu realmente não gostei foi o novo posicionamento do leitor de impressões digitais. A Sony era uma das poucas empresas que colocava o sensor biométrico na lateral; para mim, esse era o melhor local possível, porque fica sempre acessível tanto para quem costuma manter o celular no bolso quanto para quem deixa o smartphone sempre em cima da mesa.

Oficialmente, a Sony diz que colocou o leitor de impressões na traseira do Xperia XZ2 porque não há mais espaço na lateral: o aparelho é espesso, mas ele tem cantos mais pontudos, por assim dizer. Sendo verdade ou não, isso acabou trazendo um efeito colateral nos Estados Unidos, já a empresa sempre removia o sensor biométrico dos topos de linha por uma questão de patente da localização lateral. Agora, como ele não está mais na lateral, os americanos terão esse recurso.

No Xperia XZ2, a Sony tenta apostar as fichas no fator imersão. Tanto é assim que ele traz um recurso de vibração dinâmica, que basicamente faz o aparelho vibrar de acordo com o som do conteúdo que está sendo exibido na tela. Então, quando tiver uma cena de muita ação em um filme, você consegue sentir a emoção na sua mão. O recurso é ajustável (você pode aumentar ou diminuir a vibração), mas eu tenho dúvidas se as pessoas realmente vão usá-lo.

Pena que você terá que, dependendo do seu fone de ouvido, utilizar um adaptador para curtir seus filmes, já que a Sony removeu o conector padrão de 3,5 mm. A empresa diz que, nos topos de linha, boa parte do público já migrou para o Bluetooth. Para mim, de novo, é mais uma decisão controversa, porque a Sony é uma marca conhecida em áudio e muito do público que compra smartphones caros também compra fones de ouvidos caros (inclusive da própria Sony) que muitas vezes não têm variante sem fio.

Claro que, sendo um flagship da Sony, existe um foco muito grande em câmera. A Sony manteve o sensor de 19 megapixels do Xperia XZ1, mas agora ele tem o diferencial de filmar em super slow motion de 960 quadros por segundo em Full HD (os antecessores e mesmo o novo Galaxy S9 só chegam a HD). A abertura foi mantida em f/2, e ele possui estabilização eletrônica de imagem.

Estranhamente, a câmera frontal chegou com uma resolução bem menor do que a Sony costuma colocar nos topos de linha: no Xperia XZ2, temos um sensor de 5 megapixels e uma lente com abertura f/2,2. Nos meus testes rápidos, até que a definição ficou decente, mas parece que realmente faltou alguma coisa — isso certamente não é o melhor que a empresa pode fazer.

Xperia XZ2 Compact

Eu gosto muito dos modelos Compact, que não são lançados no Brasil há muito tempo: o último foi o Xperia Z3 Compact, em 2014, que era um aparelho que encaixava muito bem na mão em um momento em que todas as fabricantes já estavam apostando em telas gigantes, acima de 5 polegadas, nos smartphones mais caros. As duas opções de aparelhos com hardware poderoso e tela pequena estavam na Apple e na Sony. Só.

A tela do Xperia XZ2 Compact cresceu para 5 polegadas (contra os displays de 4,6 polegadas dos anteriores), mas agora temos uma proporção 18:9 e uma resolução Full HD, de 2160×1080 pixels (normalmente a Sony apostava em tela HD nos modelos Compact). Como ela ocupa boa parte da frente do aparelho, o Xperia XZ2 Compact ainda é um aparelho compacto, que permite fazer tudo com apenas uma mão.

O ponto mais legal do Compact é que ele mantém praticamente todo o hardware do irmão maior, mas em um corpo bem menor. Não é um aparelho com processador mais fraco, menos RAM ou menos espaço. Ele traz a potência do Xperia XZ2 para uma tela que cabe na mão; é um aparelho praticamente único no mercado. Mas claro que há algumas diferenças:

  • O recurso de vibração dinâmica não está presente;
  • Ele não suporta carregamento wireless;
  • A traseira é de plástico, não é de vidro;
  • A bateria é ligeiramente menor, indo de 3.180 mAh para 2.870 mAh.

De resto, o Xperia XZ2 Compact é igual ao Xperia XZ2, mantendo o leitor de impressões digitais na traseira, removendo o conector de fone de ouvido e trazendo o novo design da Sony, com mais tela e menos bordas.

Infelizmente, a Sony não costuma trazer seus modelos compactos ao Brasil, porque eles possuem hardware caro, mas não chamam a atenção na prateleira da loja por serem pequenos demais. Aos olhos do consumidor comum, são como aparelhos de entrada que custam muito caro; é um produto extremamente nichado e difícil de vender no Brasil. Por isso, eu não teria muitas esperanças em vê-los por aqui.

Quando chega?

Tanto o Xperia XZ2 quanto o Xperia XZ2 Compact não tiveram os preços divulgados, nem no mercado brasileiro e nem globalmente, mas é seguro afirmar que eles terão valores próximos aos topos de linha dos concorrentes, na faixa dos US$ 700 ou R$ 4 mil. No mundo, eles começam a ser vendidos em março, e a Sony ultimamente tem sido bem rápida para levar seus produtos ao Brasil. Menos o Compact.

Paulo Higa viajou para Barcelona a convite da Samsung.

Comentários

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Filho Ancap do Makarov

Adorei o Xz2 compact, se fosse mais barato com certeza eu compraria sem pensar duas vezes!

Eduardo Augusto

vcs sao um bando de fdp que so reclamam, reclamavam do design, das bordas, agora muda tudo e ainda reclamam e pior, nao compram porra nenhuma seus putos do caralho! sahushuahsua

Luiz Fernando Koch

Perdeu toda a essência da Sony, desta vez pisaram feio na bola #demiteodesigndasony

Luiz Fernando Koch

Verdade

Clebson Aviz

Acho que a Sony tem que demitir alguém porque não é possível.
pois os Xperia anteriores sao muito mais bonitos Q isso aí

nao trocaria meu xz1 compact por esse. vejo mais downgrade que upgrade...

Claudio Ventura

Sony já foi boa, está em queda livre. Benq a Lenovo podia comprar.

Artur Domingues

A Sony foi contratada por traficantes, com 11mm de espessura é possível mandar o celular e droga junto pras prisões.

Claudio Ventura

Não gostei nada disso!

Claudio Ventura

Eu tenho um Z1 e não quero mais saber de Sony tão cedo. Já escolhi o meu próximo da Samsung, Galaxy Edge S7.

Mateus B. Cassiano

Por conta da curvatura, creio eu. Ele possui 11mm se medido no centro, nas extremidades a medida cai pra cerca de 6mm...

André G

Se pelo menos tivesse mais bateria...

Alexandre Barreto

Que telefone feio da porra hein !?

DeadPull

Parece que é proibido dizer o que realmente se pensa nesse blog, mesmo que não xinguemos ninguém. Vou repetir meu comentário, mas agora sem foto.

Ficou ó: uma bosta.

Obs. Espero que não apaguem esse comentário também.

Alexandre Roberto

Foi exatamente este o caminho que segui...

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