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EUA vão se reunir com indústria de videogames sobre jogos violentos

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1 ano e meio atrás

Em fevereiro, os EUA passaram por um dos tiroteios em massa com maior número de mortes em sua história recente. 17 pessoas morreram e vários ficaram feridos em uma escola na Flórida. O governo americano está se perguntando: será que a culpa é… dos videogames?

Diversos estudos apontam que jogos violentos não se traduzem em agressão no mundo real. Em alguns casos, a violência juvenil pode cair graças a videogames. A Associação Americana de Psicologia diz que não existe conexão entre tiroteios em massa e videogames violentos.

Ainda assim, o presidente Donald Trump planeja se encontrar com membros da indústria de videogames na próxima semana para “ver o que eles podem fazer” sobre a questão da violência armada.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, explicou na quinta-feira (1) que essa reunião fará parte de vários outros encontros que Trump está fazendo sobre violência armada. “Este será um processo contínuo… continuaremos a procurar as melhores maneiras possíveis de proteger escolas em todo o país”, segundo ela.

Na semana passada, Trump disse: “estou ouvindo mais e mais pessoas vendo que o nível de violência nos jogos realmente está moldando a mente dos jovens. E então você avança um passo, e temos os filmes… eles são tão violentos, com matanças e tudo mais, e talvez devêssemos pensar sobre isso”.

Existem outros políticos americanos que também querem culpar a violência real nos videogames. E não é a primeira vez que isso acontece. Em 2012, após o massacre da escola Sandy Hook, uma equipe de Barack Obama recebeu pesquisadores e executivos da indústria de videogames para discutir a relação entre jogos e a violência do mundo real.

Na época, essa reunião gerou críticas por medo de transformarem videogames em um bode expiatório para tiroteios reais.

A Entertainment Software Association, que representa a indústria de videogames nos EUA, diz ao Ars Technica que ela e seus membros ainda não foram convidados para se encontrar com Trump.

E em comunicado, a ESA diz:

Os mesmos videogames jogados nos EUA são jogados em todo o mundo; no entanto, o nível de violência armada é exponencialmente maior nos EUA que em outros países. Diversas autoridades analisaram estudos científicos e descobriram que não existe nenhuma ligação entre jogos e a violência da vida real.

A indústria de videogames dos EUA tem uma longa história de parceria com os pais, e mais de 20 anos de classificação de videogames através do Entertainment Software Rating Board.

Com informações: Ars Technica.

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