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EUA vão se reunir com indústria de videogames sobre jogos violentos

Felipe Ventura Por

Em fevereiro, os EUA passaram por um dos tiroteios em massa com maior número de mortes em sua história recente. 17 pessoas morreram e vários ficaram feridos em uma escola na Flórida. O governo americano está se perguntando: será que a culpa é... dos videogames?

Diversos estudos apontam que jogos violentos não se traduzem em agressão no mundo real. Em alguns casos, a violência juvenil pode cair graças a videogames. A Associação Americana de Psicologia diz que não existe conexão entre tiroteios em massa e videogames violentos.

Ainda assim, o presidente Donald Trump planeja se encontrar com membros da indústria de videogames na próxima semana para "ver o que eles podem fazer" sobre a questão da violência armada.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, explicou na quinta-feira (1) que essa reunião fará parte de vários outros encontros que Trump está fazendo sobre violência armada. "Este será um processo contínuo... continuaremos a procurar as melhores maneiras possíveis de proteger escolas em todo o país", segundo ela.

Na semana passada, Trump disse: "estou ouvindo mais e mais pessoas vendo que o nível de violência nos jogos realmente está moldando a mente dos jovens. E então você avança um passo, e temos os filmes… eles são tão violentos, com matanças e tudo mais, e talvez devêssemos pensar sobre isso".

Existem outros políticos americanos que também querem culpar a violência real nos videogames. E não é a primeira vez que isso acontece. Em 2012, após o massacre da escola Sandy Hook, uma equipe de Barack Obama recebeu pesquisadores e executivos da indústria de videogames para discutir a relação entre jogos e a violência do mundo real.

Na época, essa reunião gerou críticas por medo de transformarem videogames em um bode expiatório para tiroteios reais.

A Entertainment Software Association, que representa a indústria de videogames nos EUA, diz ao Ars Technica que ela e seus membros ainda não foram convidados para se encontrar com Trump.

E em comunicado, a ESA diz:

Os mesmos videogames jogados nos EUA são jogados em todo o mundo; no entanto, o nível de violência armada é exponencialmente maior nos EUA que em outros países. Diversas autoridades analisaram estudos científicos e descobriram que não existe nenhuma ligação entre jogos e a violência da vida real.

A indústria de videogames dos EUA tem uma longa história de parceria com os pais, e mais de 20 anos de classificação de videogames através do Entertainment Software Rating Board.

Com informações: Ars Technica.

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