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Facebook é processado por usuários após caso Cambridge Analytica

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21 semanas atrás
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Os primeiros processos contra o Facebook por conta do caso Cambridge Analytica começaram a aparecer. A rede social foi acionada na terça-feira (20) em tribunais dos Estados Unidos, sob acusações como violação de leis federais, competição desleal e negligência.

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Uma das ações foi iniciada por Lauren Price, uma usuária do Facebook que afirma ter visualizado anúncios políticos durante a campanha presidencial dos EUA em 2016 e acredita ter sido afetada por conta do uso de informações pessoais.

No processo, Lauren diz querer representar “todas as pessoas que se registraram no Facebook nos EUA e aqueles cujas informações pessoais foram obtidas sem autorização ou em excesso de autorização”. Apesar disso, ela não especifica no processo por que acha que suas informações foram realmente usadas pela Cambridge Analytica.

A segunda ação foi aberta por Fan Yuan, que afirma ser um investidor que comprou ações da rede social em fevereiro de 2017. Ele argumenta que a companhia não foi transparente sobre a violação de dados, e defende que ele e outras pessoas foram prejudicados com a queda no valor das ações nos últimos dias.

Desde a última sexta-feira, quando o escândalo foi revelado, o valor das ações da empresa caiu de forma considerável. Em poucos dias, a empresa chegou a perder US$ 60 bilhões em valor de mercado.

Enquanto o valor na bolsa de valores cai, as buscas por formas de excluir a conta do Facebook crescem. O Google Trends mostra que a busca “delete facebook” teve um crescimento significativo nos EUA desde o domingo (18).

O gráfico mostra a proporção de buscas (e não o número absoluto) por esse termo nas últimas duas semanas, com uma normalidade no início e um “boom” depois da publicação das matérias de New York Times e The Observer.

O CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, se posicionou publicamente pela primeira vez somente na quarta-feira (21). Em entrevista à CNBC, a COO da empresa, Sheryl Sandberg, admitiu que a lentidão em dar mais detalhes sobre o caso foi um erro.

“Algumas vezes, nos pronunciamos devagar”, disse. “Olhando para trás, faria Mark e eu falarmos antes”. Ela também afirmou que o Facebook está aberto para uma regulação do governo que, realmente poderá acontecer caso haja uma pressão de autoridades e cidadãos dos EUA.