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Governo adia placas de carro com padrão Mercosul e chip

Ministério Público aponta irregularidades

Felipe Ventura Por

O Brasil estava prestes a implementar placas de carro com novo visual, QR Code e chip. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma resolução para adotá-las a partir de 1º de setembro. No entanto, o prazo mudou.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) suspendeu essa resolução temporariamente, por 60 dias, para atender a uma demanda das empresas estampadoras de placas. O órgão não deixa claro quais são as reivindicações.

Placa brasileira no padrão Mercosul - cores

“Resolvemos criar um grupo de trabalho especificamente para analisar as reivindicações e dar a segurança jurídica para que a categoria continue”, diz Maurício Alves, diretor do Denatran, em vídeo divulgado pelo Ministério das Cidades.

resolução do Contran define que as fabricantes de placas serão escolhidas e credenciadas pelo Denatran com contratos de quatro anos. Se houver algum sinal de irregularidade, a empresa será notificada e poderá ser suspensa temporariamente, ou até ser descredenciada.

O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas abriu inquérito para apurar possíveis irregularidades nas novas placas. O órgão suspeita que isso “resulta em relevantes gastos para os proprietários de veículos e consequente lucro para um seleto grupo de empresas”.

O prazo para implementar as novas placas agora é incerto. A suspensão pode acabar antes, ou pode ser prorrogada por mais 60 dias.

Placa brasileira no padrão Mercosul

(Foto: Ministério das Cidades)

As placas com padrão Mercosul têm quatro letras e três números que não seguem uma ordem fixa — exceto pelo último caractere, que deverá ser um número para os esquemas de rodízio municipal. Além disso, elas têm chip para facilitar a identificação de veículos roubados ou clonados; e QR Code para fiscalização.

As novas placas valeriam primeiro para os carros novos e as transferências; para os usados, seria possível realizar a troca até o final de 2023. Apesar das melhorias, o governo sugeriu que os custos de emplacamento não seriam diferentes dos praticados atualmente, que variam entre R$ 120 e R$ 200.

As placas já são usadas na Argentina e Uruguai, e deveriam ter sido adotadas no Brasil a partir de 2016. No entanto, o prazo foi adiado mais de uma vez.

Com informações: Estadão, G1.

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Fabiano Eckert

Porque não fazer como no USA e Alemanha a placa é do proprietário e não do veículo.

CtbaBr©

É como eu falei antes, baseado no que você citou, reivindique as mudanças nas datas oficiais.

Gabriel Gomes Costa

Ainda havia uma comunidade embrionária, antes de 1957 (1943, para ser mais exato), chamada BENELUX, que foi a base para a Comunidade Econômica Europeia fundada em 57 e renomeada em 1993.

Gabriel Gomes Costa

Meu querido.
O tratado de Roma (que deu inicio à construção do ente supranacional que hoje é a União Europeia) foi assinado em 25 de março de 1957. Não havia nada parecido entre os países fundadores do Mercosul antes de 26 de março de 1991.

CtbaBr©

Pois é rapaz, é que o seu conhecimento deve ser anterior ao fato!
A União Europeia foi fundada em 1 de novembro de 1993.
A Zona do Euro foi implantada em 1 de Janeiro de 1999.
Mas você deveria reivindicar mudanças nos dados oficiais!

Gabriel Gomes Costa

A mesma idade da Eurozona? Tá loco, mano? A União Europeia tá sendo construída há mais de 50 anos e tu vem me dizer que o Mercosul, fundado em 1991 tem quase a mesma idade?

Astolfinho o porco abiguinho

Como o colega acima comentou, o extintor que deixou de ser obrigatório não é efetivo em "qualquer" situação. Se tiver alguma duvida procure no youtube por exemplo, no google.

Incêndios em automóveis perto ou no bloco do motor não são fáceis de apagar, principalmente em carros antigos com problemas na parte elétrica e vazamentos no bloco do motor.

Eu mesmo já vi um Fiat Tempra pegar fogo e nem com 3 motoristas solidários usando o extintor diretamente no fogo, não foi possível apaga-lo. Na avenida principal da cidade vi acontecer a mesma coisa com um Marea.

A maioria das pessoas só percebem algo diferente no motor, quando tem fumaça saindo do capô do carro, e ainda abrem de uma vez pra ajudar a alimentar mais ainda o fogo, e se demorar muito pra tentar apagar o fogo, dificilmente consegue-se apaga-lo sem maiores prejuízos.

William Lima Crisostomo

Não vale a pena perder tempo com trol da internet... Relatei uma ocasião onde o extintor foi relevante, ai vc cria uma situação que talvez ele não fosse eficiente (apensar de ja ter presenciado o extintor funcionando nessa ocasião também). Mas como disse, atualmente, usa quem quer...

Astolfinho o porco abiguinho

paraguai é pequeno né, um fiofózinho, Br é quase continental amigo.

Astolfinho o porco abiguinho

"incêndio" no farol é diferente de "incêndio" no motor né amigo... bora pensar truta!

Astolfinho o porco abiguinho

existem fakes sérios amigo.

Bom dia!

Rmavalli

Com esse modelo a importação de carros vai ficar mais fácil. Que venham os Supras e Skylines!

CtbaBr©

O Mercosul é um fiasco, nunca se avançou nesse projeto, não é integrador, não ha livre comercio, não ha livre circulação de mercadorias, enfim, de bloco econômico não tem nada, ou quase nada!

Geraldo Lopes

Eu já usei o extintor do meu carro para apagar o fogo numa VW Brasília, e posso afirmar por experiência própria que é a coisa mais inútil que existe. Tem carga para 2 (duas) borrifadas pequenas, totalmente insuficiente para exterminar um pequeno incêndio. Juntaram ao meu esforço mais dois motoristas que usaram os seus extintores e não foram capazes de apagar o fogo no motor da Brasília. Só resolveu depois que um lojista usou o seu extintor, daqueles que ficam dependurados na parede, e apagou de vez o incêndio. Outra vez uma Fiat Tempra Perua, pegou fogo em frente da casa de meu vizinho, e diante da gritaria fui ver o que estava acontecendo. Peguei uma mangueira de jardim e acabei com o incêndio num instante...

Vitor Hugo

?

Pessoas compram CARROS desses outros países sem pagar impostos (de importação). Como não existe?

Concordo que estamos longe de ver uma área de livre circulação de pessoas (nem tanto) ou mesmo de uma moeda única (bastante longe), mas isso não significa que a existência do bloco não influência a vida dos brasileiros.

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