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Facebook vai combater notícias falsas compartilhadas em imagens e vídeos

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1 ano e meio atrás

O Facebook vem tentando combater notícias falsas de diferentes formas, algumas mais eficientes que outras, como penalizar sites específicos e oferecer outros pontos de vista em links relacionados.

No entanto, os parceiros do Facebook só ficavam de olho em links externos com informações enganosas. Daqui em diante, eles também vão analisar imagens e vídeos.

Tessa Lyons, gerente de produto do Feed de Notícias, disse em evento nesta quinta-feira (29) que o Facebook está lançando novos esforços para combater fake news durante eleições.

Os parceiros especializados em checagem (fact-checking) passaram a analisar fotos e vídeos, além de links. Isso começou na França com a AFP, e será ampliado “para mais países e parceiros em breve”.

O Facebook reduz o alcance de domínios que costumam divulgar notícias falsas, e impede que páginas relacionadas ganhem dinheiro com anúncios.

No entanto, isso não é o bastante. No tempo que leva para desmentir uma notícia falsa, ela pode ter viralizado — aí questioná-la ou removê-la não adianta muito.

Por isso, o Facebook também usa aprendizado de máquina para detectar páginas enganosas e “evitar que memes enganosos ou divisivos se tornem virais”. Elas são enviadas para a equipe de segurança e, se violarem as regras, podem ser removidas com rapidez.

Dessa forma, por exemplo, a rede social encontrou um grupo de spammers políticos da Macedônia tentando interferir na eleição para senador do Alabama no ano passado. Eles foram bloqueados da plataforma. Isso também foi usado na Itália, e será implementado para as eleições ao redor do mundo.

Além disso, o Facebook bloqueia milhões de contas falsas todo dia, logo após serem criadas, “antes que possam causar algum dano”.

Facebook - smartphone

O número de pessoas que trabalham em questões de segurança em geral vai dobrar de 10.000 para 20.000. Isso inclui revisores de conteúdo, engenheiros de sistemas e especialistas em segurança.

O diretor de segurança Alex Stamos lembra que, durante a eleição presidencial de 2016 nos EUA, russos “tentaram minar a integridade do processo”. Ele completa: “somos todos responsáveis ​​por garantir que o mesmo tipo de ataque não aconteça novamente”.

Com informações: Facebook, TechCrunch.