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SpaceX recebe autorização para fornecer banda larga de alta velocidade com 4.425 satélites

Paulo Higa Por

Elon Musk recebeu sinal verde para fornecer serviço de banda larga por satélite. Nesta quinta-feira (29), a Comissão Federal de Comunicações (FCC), órgão americano equivalente à nossa Anatel, publicou um documento autorizando a SpaceX a construir, implantar e operar um sistema de 4.425 satélites de internet ao redor do mundo, o Starlink.

O TechCrunch lembra que a aprovação era esperada, uma vez que Ajit Pai, chairman da FCC, havia solicitado publicamente que seus colegas “apoiassem esse pedido e trabalhassem para revelar o poder das constelações de satélite no fornecimento de internet de alta velocidade para os americanos em áreas rurais”.

A FCC autoriza a SpaceX a lançar os satélites e utilizar as frequências das bandas Ka (20 a 30 GHz) e Ku (11 a 14 GHz) para fornecer internet globalmente. A expectativa é que isso aumente a competição e disponibilidade de serviços de banda larga nos Estados Unidos: existem mais de 10 milhões de residências no país sem acesso a conexões de pelo menos 25 Mb/s.

Como já explicamos, o plano da SpaceX é fornecer conexões de até 1 Gb/s e latência de até 25 milissegundos, bem abaixo dos 600 ms das operadoras por satélite atuais. Isso será possível porque haverá uma rede enorme: a SpaceX planeja lançar sozinha 4.425 deles, mais que o triplo de todos os satélites que orbitam a Terra (eram 1.459 até o final de 2016).

Além disso, os satélites da SpaceX orbitarão a altitudes mais baixas, entre 1.110 km e 1.325 km. Para fins de comparação, a operadora de banda larga HughesNet, por exemplo, opera seus satélites a 35.400 km. Cada um dos satélites do Starlink terá velocidade de download de 17 a 23 Gb/s, e a rede pode contar com até 7.500 satélites adicionais no futuro.

A SpaceX já começou a lançar satélites de banda larga de testes. A expectativa do Starlink é alcançar 40 milhões de assinantes até 2025, gerando um faturamento de mais de US$ 30 bilhões.

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