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EUA investigam operadoras por se unirem contra evolução do chip de celular

Victor Hugo Silva Por

O eSIM é a futura geração dos chips de celular tradicionais. Ele vem embutido nos dispositivos e pode assumir o número de uma linha nova ou já existente, facilitando a portabilidade. Isso traz vantagens para os usuários, mas não está sendo bem recebido pela AT&T e Verizon, duas das maiores operadoras do mundo.

As empresas teriam atuado para permitir que os aparelhos com eSIM saíssem de loja bloqueados com apenas uma operadora. O objetivo seria impedir que os clientes optassem pelas concorrentes. A medida iria dificultar a portabilidade, justamente uma das principais vantagens do novo modelo.

Após queixas da Apple e de outras fabricantes, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação antitruste contra as duas operadoras. Juntas, AT&T e Verizon concentram cerca de 70% do mercado nos EUA, segundo o New York Times. Elas seriam as maiores beneficiadas pelo bloqueio do eSIM.

Foto: Petr Kratochvil

Responsável por definir o padrão do eSIM, a GSM Association também está sendo investigada. A associação de operadoras é suspeita de atender aos interesses das duas empresas. Em nota publicada no sábado (21), a GSMA admitiu que o modelo teria a opção de bloqueio.

No entanto, seria necessário o consentimento explícito dos clientes em acordos com a operadora, como a compra de um aparelho em um programa de fidelidade. A associação disse que irá interromper os trabalhos envolvendo o eSIM durante as investigações do governo americano.

Ao Ars Technica, a AT&T diz que forneceu todas as informações solicitadas pelo governo. A operadora afirmou que seguirá trabalhando dentro da GSMA, inclusive com quem discorda de suas propostas.

A Verizon disse que a investigação causa "muito barulho por nada". Para a empresa, tudo se resume a "uma diferença de opiniões com algumas fabricantes em relação ao desenvolvimento do padrão do eSIM".

O avanço do eSIM é de grande interesse de empresas como Apple, Samsung, Google e Microsoft. Usado em aparelhos como Apple Watch Series 3, Gear S3, Pixel 2 e Surface, o modelo ajuda as fabricantes a liberarem espaço dentro dos dispositivos. Com isso, é possível oferecer baterias e processadores mais avançados.

Com informações: ReutersEngadget.

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ricms

Pois é, a realidade dos serviços públicos mudava muito de estado para estado. No RS pelo fato da cia telefônica ser uma das únicas que eram estaduais e não pertenciam a Telebrás tinha uma política diferente. Mas mesmo assim continuo afirmando que o problema era concorrência e regulação.

Valentina ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

Eu vejo falar bem da Nextel, eles tem uns planos legais e, quando falta de rede própria, usam a rede da vivo. Eu acho uma boa pra quem mora nas áreas atendidas e que viaja ocasionalmente, mas esse "acho" aí é bem acho mesmo, porque nunca usei hahah só conheço pessoal que usa e gosta.

Tiago Menezes

E a Nextel? kkkkkkk

O fantástico senhor raposo

A ideia é ter um menu no celular pra trocar. Não ligar pra operadora.

Walter Junior

Bom tem um ponto que deve ser levado em consideração, sempre existiu programas de fidelidade no qual dependendo do pacote de ligações e dados que vc pegar o aparelho pode sair de graça, dependendo da pessoa isso pode ser vantagem, e nesse período de fidelidade creio que seja justo a operadora manter o celular bloqueado, claro sendo depois do tempo de fidelidade o bloqueio desfeito, não ha nada de errado com isso pq, oq pode ser errado é que TODOS os modelos de celulares vendidos pela operadora sejam bloqueados mesmo sem estar no plano de fidelidade, simples assim.

Marcos Guilherme

Pelo menos lá o governo investiga, aqui os órgãos controladores são unidos com os monopólios de mercado.

Diego Rocha

Me lembra a época do CDMA onde não havia SIM, e era preciso "ativar a linha no aparelho" na loja da operadora.

Fernando Val

Primeiro que há 20 anos a telefonia já estava privatizada. Eu mesmo já tenho celular há pelo menos 19 anos.

Seu exemplo é uma exceção à regra.

No Rio de Ja

Caleb Enyawbruce

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ricms

comparar uma realidade de 20 anos atrás com a atual dificulta muito o compreendimento da situação. Não morava no Rio, mas posso dar o exemplo do RS:
- Telefone custava caro porque era um bem, não um serviço. Para ter a linha vc precisava comprar ações da cia telefônica, mas o bem estava aí, poderia revender sem perder dinheiro.
- O "morto" do telefone custava R$ 4,00. A CRT só emitia conta se o valor atingisse 10 reais. Ficávamos meses sem receber a conta.
- Logo após a privatização o custo do telefone disparou, batendo cerca de R$ 35,00 no final dos anos 90. O telefone da minha família custou R$ 1070,00 em 95. Com isso, em pouco mais de 3 anos só em serviço básico já tínhamos pago outro telefone.
- A CRT antes de ser vendida fez inúmeras melhorias em sua rede, disponibilizou fibra para várias localidades e modernizou sua infra. Se vai vender, para que melhorar para o privado?

Por isso digo que a melhor situação seria ter aberto o mercado para os players competirem com as estatais, porque o principal problema era o monopólio e falta de regulação.
O único case que sobrou foi em Londrina, com a Sercomtel, que quem tem elogia, e a entrada da COPEL com a fibra, também muito elogiada.
A fartura de serviços de telefonia que temos hoje é devido a popularização do serviço e sua regulação, e pelo incremento da tecnologia. Hj vc não fala ilimitado pq as operadoras são boazinhas, e sim pq o foco mudou para dados.

Valentina ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

hahahah
pior que eles tem uns planos decentes, mas essa cobertura herdada da antiga Tess Celular não serve mais :(

CtbaBr©

Mas ha 5 anos estão com a rede ha duas quadras de onde moro, ou seja, na ultima gestão do atual governo não houve ampliação da rede, apesar do meu insistente apelo (anual).

Fábio

Livre mercado não é sinônimo de anarquismo, amiguinho. A existência de um Estado ultra mínimo se faz necessária para corrigir pequenas distorções.

LekyChan

o registro no eSIM será via QRCode de uso unico, sempre que vc quiser colocar sua linha em um novo aparelho terá de pedir um novo QRCode para a operadora.

Fernando Val

Anacronismo? Ah claro! O brasileiro não podia reclamar do serviço que tinha porque realmente havia um anacronismo tecnológico grande. 25 anos atrás a tecnologia em telefonia no Brasil era 20 anos atrasada em relação a países do "primeiro mundo".

Acho que você precisa se informar melhor.

Enquanto o resto do mundo já tinha centrais telefônicas digitais e discagem por tom, o Brasil continuava preso à centrais telefônicas analógicas e discagem por pulso.

Isso se dava por falta de investimento por parte das operadoras ESTATAIS.

Não interessava (e continua não interessando) ao ESTADO o investimento em novas tecnologias.

Meu comentário se deu para demonstrar que estatizar não significa melhorar e, muito menos, ter melhor atendimento e serviço.

Quer um exemplo atual? Programas da SRF. A maioria escrita para rodar em Windows 98.

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