O Ubuntu é uma das distribuições mais populares do Linux. A cada dois anos, ele ganha uma versão LTS (Long Term Support) com suporte prolongado.

Nesta quinta-feira (26), o Ubuntu 18.04 LTS foi lançado com algumas mudanças importantes, tanto na interface como nos bastidores.

Para quem usava a versão 16.04 LTS, lançada em 2016, a maior diferença está na interface. O Ubuntu passou a adotar o Gnome com algumas modificações; o desenvolvimento do Unity foi interrompido no ano passado.

Por isso, após a instalação, o sistema avisa que “funciona de forma diferente que outras versões”. Os botões minimizar/maximizar/fechar ficam do lado direito nas janelas (dá para mudar isso nas configurações).

O dock lateral permite fixar programas, e tem um ícone na parte inferior que abre a lista de aplicativos instalados. Enquanto isso, a barra superior exibe o menu do programa ativo; um widget de relógio e agenda; e um menu de sistema para gerenciar conexões, volume e usuários.

A Canonical também está reforçando seu apoio aos snaps, formato universal para distribuição de software. Para novas instalações, alguns programas (Calculadora, Mapa de Caracteres e Monitor do Sistema) vão adotar esse padrão.

Os snaps podem ser atualizados automaticamente, e são compatíveis com várias distribuições do Linux, incluindo Debian, Fedora e Mint.

O Ubuntu 18.04 LTS tem uma nova opção de instalação “Mínima”, apenas com o navegador web e utilitários básicos. Ela não inclui o LibreOffice, players de mídia e jogos, que podem ser instalados depois. Isso economiza cerca de 400 MB de espaço.

Além disso, há um novo recurso chamado “Canonical Livepatch”, que permite instalar atualizações do kernel do Linux sem reiniciar o sistema. Para ativá-lo, você precisa fazer login com uma conta Ubuntu One.

Esta versão coleta mais dados sobre o seu PC. Isso inclui a fabricante do seu computador, o modelo do processador, seu ambiente de área de trabalho e o fuso horário. Ele também envia automaticamente relatórios de bugs pelo Apport. É possível desativar isso, claro.

O Ubuntu 18.04 LTS usa o servidor gráfico Xorg, com a opção de alternar para o Wayland (ainda sem suporte de drivers da Nvidia) na tela de login.

E o sistema consegue exibir emojis coloridos em quase todo programa, usando a fonte Noto Color Emoji, do Google — a mesma presente no Android 8.0 Oreo. É possível abrir um menu de emojis com os atalhos de teclado Ctrl + . (ponto) ou Ctrl + ; (ponto e vírgula).

Você pode baixar o Ubuntu 18.04 LTS neste link. Ele receberá atualizações de segurança até 2023.

Com informações: How-To Geek, OMG Ubuntu.

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Eduardo Silva

Eu estou com um problema seríssimo, atualizei o meu, porém, ele simplesmente da erro de autenticação ao iniciar... Nem pede pra colocar minha senha nem nada...alguem me ajuda preciso trabalhar

Alexsandro Farias de França

Jamais use ubuntu na última versão. Ainda uso o 16.04. Quando ficar redondo, sem mais problemas graves mudarei para nova versão. Passei muito tempo usando o 14 antes de passar para o 16.

Marcus Araújo

A Canonical quis abraçar o mundo e agora aparentemente estão mais realistas dentro da perspectiva que podem, de fato, atingir. Já destsistiram do mobile (por mais que a ideia fosse boa, a gente sabe que sem o apoio dos desenvolvedores, não adianta que não deslancha) e agora descontinuaram o tão mal falado e regularmente apedrejado Unity; é hora de parar de sangrar dinheiro mesmo. Espero que de fato foquem na melhoria do sistema, pois todo mundo que já testou umas distros sabe que o Ubuntu é realmente prático, mas também bugado.

Cachorro Vadio

Depende muito. Coloquei a versão 16 no notebook da minha esposa desde quando lançou pq tava cansado de ficar resolvendo os problemas que ela arrumava no windows - quase sempre virus - e ele está lá funcionando ate hoje. Tudo o que ela precisa fazer nele ela faz. Raramente pego ele pra ver se ela ta atualizando certinho.

Max Giudice

Na minha opinião o Ubuntu é muito bom! Uso há anos...

wuhkuh

Usei o Ubuntu por mais de um ano e foi um dos melhores sistemas que já usei, pratico, enxuto e faz seu trabalho como ninguém!

Felipe Ventura
felipegcoutinho

Design do Ubuntu fede, nunca mudam.

José Vieira

Nota "nada a ver", não é que o Ubuntu reconheceu o RTL8723BE... rs... Pelo menos no live usb, rs...

Rodrigo Zimmermann

Esse problema já foi corrigido pela Canonical.

Gertrudes, a Lhama Morta

O de abrir com um só clique dá pra mudar pelo tweak-tools. Sim,o elementary tem umas coisas bem chatinhas. É um sistema feito por designers, e meio inspirado no jeito Apple de ser, no sentido de que ELES tomaram uma decisão de como vai ser, e pra mudar é mais complicado. E como tem 3 pessoas só tocando o projeto, ele evolui lentamente.

O AppCenter dele e os apps exclusivos que ele têm são bacanas. Mas exclusividade no mundo Linux não é algo que pega bem.

Luís Felipe

"Grande novidade"....

José Vieira

É o que tenho usado desde que me passaram o note novo aqui no trampo, o Ubuntu não tinha suporte ao driver wi-fi, e resolvi testar outras distros - testei várias, nenhuma suportava o bendito RTL8723BE, a última foi o Elemetary, achei bonitão... foi ficando, ficando, ficando... Mas agora volto pro Ubuntu. Algumas coisas chatinhas do Elementary que nunca quis aprender a resolver motivam a decisão. Acredite, não aceitar o atalho Ctrl+Alt+T para chamar o terminal (sou viciado nisso) e abrir pastas e arquivos com um só clique é o que mais me incomoda... rs

Rafael Moreira

As distros Ubuntu e Mint são ótimas. Possui vários programas essenciais embarcados. Particularmente eu gosto mais do Linux Mint versão Mate. Sistema rápido, interface básica sem muitas firulas como o Windows 10. Atualmente parei um pouco de usar Linux, depois que migrei para o sistema macOS. Mais voltarei a usar um Linux via maquina virtual. Gosto do sistema, é bem seguro e legal de operar igual o macOS.

David R.Jones

Rolling release é vida.

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