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Operadora T-Mobile compra Sprint por US$ 26 bilhões

Terceira e quarta maiores operadoras de telefonia móvel dos Estados Unidos estão se juntando

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1 ano e meio atrás

O final de semana foi agitado no mercado de telecomunicações: a T-Mobile, terceira maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos, anunciou neste domingo (29) a compra da Sprint. O negócio tem o valor de 26 bilhões de dólares.

A aquisição da Sprint traz forças para a T-Mobile enfrentar as duas maiores operadoras de telefonia móvel nos Estados Unidos. No final de 2017, a Verizon era a líder com 35,4% de mercado, seguido pela AT&T com 33,37%, enquanto a T-Mobile tinha 17,11% e a Sprint apenas 12,64%. A fatia de mercado combinada das companhias que estão se juntando alcançava 29,75%.

Com a compra, tanto a Deutsche Telekom quanto a japonesa SoftBank passam a ser donas da nova T-Mobile. O grupo alemão terá 41,7% da empresa, enquanto os japoneses ficam com 27,4%. Os outros 30,9% representam as ações públicas acumuladas de ambas as companhias. O CEO John Legere, da T-Mobile, continuará comandando a empresa, enquanto o CEO Marcelo Claure, da Sprint, passará a ser membro do conselho executivo.

Você pode não conhecer a T-Mobile, mas é uma empresa que ganhou muita importância no cenário de telefonia móvel americano: foi a primeira a abolir contratos de fidelização de seus clientes, trouxe streaming de música e vídeo ilimitado, e logo depois simplificou seus planos a um único com acesso ilimitado à internet móvel. A T-Mobile também permite que seus clientes utilizem roaming internacional em mais de 140 países sem custo extra.

A T-Mobile justifica que o negócio é fundamental para o desenvolvimento da tecnologia 5G nos Estados Unidos. A compra da Sprint traz para a T-Mobile todas as suas licenças e, com isso, o espectro disponível passa a ser maior do que nas companhias concorrentes.

Aos investidores, a empresa informa que fará total migração dos consumidores da Sprint para a rede da T-Mobile nos próximos três anos, com agressiva transição da tecnologia CDMA para VoLTE – muitos clientes precisarão trocar de aparelho para se adequar à nova tecnologia.

A AT&T e a Verizon não devem ter ficado felizes com essa notícia.

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