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Telegram desiste de vender sua criptomoeda para o público em geral

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1 ano atrás

Existem diversas formas de uma empresa arrecadar dinheiro. Ela pode fazer um empréstimo, levantar recursos com investidores, ou abrir capital na bolsa de valores. O Telegram decidiu seguir um caminho menos convencional e lançar sua própria criptomoeda.

Através da oferta inicial de moedas, ou ICO, o Telegram arrecadou US$ 1,7 bilhão de cerca de 200 investidores convidados de forma exclusiva. A ideia era expandir isso para o público em geral.

No entanto, segundo o Wall Street Journal, a empresa já conseguiu tanto dinheiro que desistiu de vender sua criptomoeda — chamada Gram — para mais pessoas.

Não é por falta de demanda: existem até golpes na internet prometendo acesso “oficial” ao Gram. Segundo a Bloomberg, a moeda foi vendida para grandes investidores “com desconto de mais de 50% em relação ao preço inicial de venda”, e teria um forte potencial de valorização, tal como aconteceu com o bitcoin.

Pode haver outro motivo, no entanto: os EUA estão dificultando a venda de criptomoedas para investidores individuais. A comissão de valores mobiliários SEC vem acompanhando os ICOs bem de perto.

Seu presidente, Jay Clayton, disse em fevereiro que muitas ofertas iniciais de moeda “estão sendo conduzidas ilegalmente”. Em março, descobriu-se que a agência tem dezenas de investigações abertas sobre criptomoedas.

Enquanto isso, há menos regras para investidores credenciados, com renda anual superior a US$ 200 mil, ou patrimônio líquido superior a US$ 1 milhão.

Em relatório enviado à SEC, o Telegram diz que levantou US$ 850 milhões de 81 investidores em fevereiro. No mês seguinte, a empresa disse que arrecadou mais US$ 850 milhões de 94 investidores.

Eles só terão acesso ao Gram em dezembro, com o lançamento da Telegram Wallet. A moeda será listada em casas de câmbio no primeiro trimestre de 2019, quando será possível vendê-la.

O dinheiro servirá para desenvolver a blockchain TON (Telegram Open Network), que será usada para serviços descentralizados como armazenamento distribuído de arquivos, proxy para VPN e micropagamentos. Além disso, os recursos vão para o Telegram em si, que ultrapassou 200 milhões de usuários.

Com informações: Wall Street Journal, The Verge.

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