Início » Gadgets » Google lança Android Things 1.0 e promete três anos de atualizações para qualquer dispositivo

Google lança Android Things 1.0 e promete três anos de atualizações para qualquer dispositivo

Paulo Higa Por

O Android Things, sistema operacional do Google para gadgets conectados, chegou à versão 1.0 nesta segunda-feira (7). Voltado para internet das coisas, ele poderá estar dentro de quase qualquer dispositivo, como alto-falantes, telas inteligentes ou, sei lá, torradeiras. E as atualizações de segurança serão garantidas por três anos, pelo próprio Google.

Diferente do Android para smartphones, o Android Things é um sistema operacional que nasce com código fechado. As fabricantes não podem modificar o sistema, nem controlam as atualizações de segurança: tudo isso fica a cargo do Google. As marcas poderão gerenciar novas versões de aplicativos e monitorar o desempenho dos dispositivos, mas não terão muita liberdade para modificar o Android Things.

Lenovo Smart Display: um concorrente para o Amazon Echo Show com Android Things

Por enquanto, o Android Things é certificado para os SoMs (sistemas em módulos) NXP i.MX8M, Qualcomm SDA212, Qualcomm SDA624 e MediaTek MT8516. Como explica o Ars Technica, um SoM é basicamente um SoC (sistema em um chip), só que maior e mais barato: ele traz CPU, RAM, armazenamento e outros chips em uma única placa (em vez de um chip). O SDA212, por exemplo, tem o mesmo poder do Snapdragon 212.

Também será possível rodar o Android Things no NXP i.MX7D e no Raspberry Pi 3 Model B, mas só em ambientes de desenvolvimento (o que também significa que eles não terão atualizações garantidas).

E o que dá para fazer com Android Things? Ele é um Android simplificado ao extremo: é feito para rodar um aplicativo por vez, tem acesso à internet e pode ou não executar uma interface gráfica. Um gadget basicão talvez só tenha alguns sensores cujos dados são enviados constantemente para a nuvem, mas já existem produtos mais complexos, como o Lenovo Smart Display, um concorrente do Amazon Echo Show.

Todos os detalhes do Android Things estão nesta página.

Tecnocast 009 – A internet das coisas

A essa altura do campeonato você provavelmente já ouviu falar de internet das coisas, certo? Mas qual o real significado desse conceito? Estamos falando de novos gadgets? De geladeiras que fazem compras e acessam o Facebook? Será que eu preciso disso, mesmo?

Na verdade, apesar de gerar uma certa confusão, o conceito é relativamente simples. A internet passou pela era dos computadores e das pessoas (redes sociais, e-commerce etc.), mas agora será “utilizada” pelos objetos. Eles foram pensados para entender o nosso comportamento, se comunicar entre si através da rede e assim facilitar o nosso cotidiano, automatizando tarefas e algumas tomadas de decisão.

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

zoiuduu .

translação= volta em torno do sol, lol

Eric Viana

Toda vez que leio, em alguma matéria de IOT, embutir "inteligência" em coisas como eletrodomésticos só consigo lembrar daquele case da Juicero, a prensa de suco mais cara do universo conhecido que só prensava suco deles e que depois que a empresa faliu não funciona mais pois perdeu a conexão com o servidor....

Alessandro

Hahahaha

ʞǝʌǝɥs
ʞǝʌǝɥs
ʞǝʌǝɥs

rotação = volta
translaçao NÂO = volta

ʞǝʌǝɥs

fedora USA linux, não é O kernel linux
ubuntu USA linux, não é O kernel linux
debian USA linux, não é O kernel linux
.......
android USA linux, não é O kernel linux

em outras palavras, android é apenas mais uma distribuição Linux, para desespero dos haters :)

Trovalds

Não encontrei essa informação.

ʞǝʌǝɥs

errado, roda kernel Linux :)

mariombn

Pois é. E outro ponto. Ninguém disse que Android Things é baseado no kernel Linux

Trovalds

Não sou hater de Linux mas acredito que seja algo nesse sentido. Se rodasse kernel Linux teria que ter código aberto por obrigação da GPL.

Trovalds

Android USA kernel linux, não é O kernel linux. E tem boas porções do Android que não são diretamente ligados ao kernel e por isso não são abertas e nem sujeitas à GPL.

ricms

Hardware atrelado a um serviço online ou nuvem = peso de papel. Tenho um monitor cardíaco e GPS da Nike e ela me informou q não dará mais suporte, com isso não posso mais salvar meu monitoramento da corrida. E também não vai disponibilizar o acesso off-line. Funciona perfeitamente, uso direto, mas agora virou um peso de papel. Ou só um relógio feio.

Carlin

O maior ponto positivo é não permiti muito acesso ao sistema por parte das fabricantes!

ʞǝʌǝɥs

android = kernel linux, gpl

Exibir mais comentários