Há cerca de um ano, o Uber chegou a uma parceria com a Embraer e outras quatro fabricantes para viabilizar o plano de oferecer táxis voadores. O projeto teve um avanço nesta terça-feira (8), com um conceito do veículo apresentado pela empresa brasileira.

Batizado de eVTOL (Vertical Take-off and Landing), o veículo voador da Embraer será bem parecido com um helicóptero. No entanto, em vez de uma hélice no topo e outra na cauda, ele teria quatro hélices menores no topo e uma maior na cauda para a propulsão na horizontal.

Além disso, o veículo usará eletricidade no lugar de combustível fóssil. Ele será capaz de transportar quatro passageiros mais um piloto por meio de um serviço chamado UberAir. A ideia é que o eVTOL chegue a 600 metros de altura e realize viagens com velocidade de até 320 km/h.

Uma recarga daria autonomia de cerca de 96 quilômetros, capaz de realizar uma viagem entre Campinas e São Paulo, por exemplo. O trajeto levaria 18 minutos e sairia pela metade do preço de um Uber Black.

O projeto da Embraer foi apresentado durante a Uber Elevate, conferência voltada para tratar dos avanços do transporte aéreo. O evento também foi usado para o Uber apresentar seu próprio conceito de veículo voador:

A empresa desenvolveu uma versão em miniatura do veículo, mas não vai fabricá-lo; a ideia é que ele sirva como um modelo para as parceiras do Uber.

O desafio do Uber não está somente no desenvolvimento do veículo, mas também na regulação. A empresa trabalha com a agência americana (Federal Aviation Administration) e a europeia (European Aviation Safety Agency), que respondem por 80% da atividade global no setor.

A ideia é ter uma comunicação mais próxima com as autoridades para agilizar a certificação de um novo produto. Ao mesmo tempo, a empresa participa de uma corrida pela criação de veículos voadores em que há participantes como Boeing, Airbus e Kitty Hawk, do cofundador do Google, Larry Page.

Com informações: Reuters, Fast Company, The VergeO Globo.

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Ramiro Carvalho

Quem é do ambiente de engenharia já vê que o veículo de pequeno porte mostrado na figura não faz sentido. Para aquela asinha ter uma eficiência mínima que seja, a velocidade de vôo tem que ser consideravelmente alta e então aqueles rotores apontando para cima vão gerar um arrasto enorme e não vão contribuir com sustentação suficiente para compensar esta perda (traduzindo para o jargão, o L/D de cruzeiro vai ser muito baixo).
Pensando em falhas, imaginem se o rotor da ponta na frente perde uma pá. As vibrações decorrentes vão destruir o veículo pois esta configuração estrutural não vai ter rigidez para lidar com isto.
Espero que o projeto da Embraer seja bem melhor que o desta figurinha ou vai morrer a seu devido tempo.

Tychus

Sem dúvida, os carros elétricos são a solução definitiva para a mobilidade. O Brasil hoje tem a oportunidade de acessar essa tecnologia com facilidade. Para que os custos sejam razoáveis, a melhor opção é converter carros convencionais em carros elétricos e, para isso, os especialistas são Organización Autolibre. Desde 2002, mais de 2.000 conversões já ocorreram na América Latina e na Espanha. Com o melhor conselho para empresas e clientes particulares.

Marcos Oliveira

Moro na Itália e aqui o Uber é proibido.
E tem mais: numa cidade de médio porte como Pádua (200 mil hab, universitária) os apps de táxi e de horários de ônibus são uma piada.
Resumindo: o Brasil dá um banho na Itália em termos de uso da tecnologia. E é bem mais ágil também nas regulamentações

ial

Mais hélices para falharem.

Caleb Enyawbruce

Acho que é um bom começo. Isso vai evoluir muito ainda

ʞǝʌǝɥs

"O estado brasileiro é um dinossauro"

tá bom, já que você diz...
mas seria bom ter números, índices, metodologias, parâmetros de comparação, etc, pra fundamentar esse tipo de "argumentação"...por que opinião por opinião, sacumé, todo mundo tem a sua...

e como disse antes, apesar do mimimi de muita gente, praticamente todas as empresas importantes de tecnologia operam no Brasil, algumas delas faz muito tempo já, como a IBM...a Microsoft pelo que me lembro está aqui acho que desde o início dos anos 90...quer dizer, o Brasil não deve ser tão ruim assim pros negócios como certo tipo de pessoas diz...

Gabriel B.R.

O estado brasileiro é um dinossauro. Até hoje não tem regulação própria para serviços como o Netflix. Já em setores mais tradicionais como saúde, transporte e energia o estrago é grande. Mas o pior mesmo é que não existe um gráfico de "quantas empresas deixam de operar no Brasil por conta da burocracia", apenas indicativos de que não devem ser poucas, como o índice Doing Business do Banco Mundial. No fim só quando uma Nintendo da vida sai do país é que o problema ganha algum destaque.

ʞǝʌǝɥs

uber continua gastando em dinheiro em bobagem

ʞǝʌǝɥs

quais ? praticamente todas as empresas importantes de tecnologia estão no Brasil...inclusive, a Netflix chegou ao Brasil antes que no Japão...aliás, a IBM deve estar no Brasil, sei lá, há uns quase 100 anos

Gabriel B.R.

Agora imagine o tanto de empresa que "desiste" de operar aqui e a gente nem percebe.

Daniel Ribeiro

Já ficou estabelecido que esse tipo de transporte não terá "piloto". Ele tem que ser 100% autônomo desde a concepção. Primeiro porque o custo de manter um piloto para cada veículo inviabilizaria a adoção em massa (da mesma forma que o helicóptero não é um veículo de uso massivo). Depois que o próprio tráfego aéreo tem que ser orquestrado por sistemas computadorizados, e não pode depender das ações de um piloto humano.

Jonas S. Marques

Acho difícil, é mais pelo tipo de combustível, tipo de modelo, etc. As baterias atuais não foram feitas pra levantar algo ao ar.

Neo_One

Todos os renders que achei desse projeto não estão em um ângulo muito favorável, mas, se assumirmos que o bichinho é simétrico, a vista superior dele formaria uma espécie de "H" e consequentemente temos 8 hélices superiores e não 4. Faz mais sentido para mim que ele seja sim simétrico. Ter hélices elevadas neste tipo de veículo faz uma baita diferença também. Existem protótipos de outras empresas que possuem a hélice na parte de baixo do veículo, o que não é muito seguro visto que passageiros vão entrar e sair com muita frequência deste tipo de veículo.

Renan Alves

existe inúmeras razoes para não dar certo, comparado com o modo que conhecemos como "viagem pelo ar'', a uber teria que mudar completamente desde marcos regulatórios até o modo que as pessoas veem viajar ou se deslocar de um trajeto a outro.

Trovalds
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