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5 tarefas do dia a dia que já têm automação e você não percebeu

Cinco exemplos de automação na sua vida: elevador, banco, telefone e mais

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1 ano atrás

Quando se fala em automação, muita gente logo pensa em carros autônomos, sistemas complexos com inteligência artificial ou robôs que estão substituindo os humanos em fábricas. A verdade é que ela está em todos os lugares, nas tarefas mais simples do dia a dia. E ela facilita tanto a nossa vida que, muitas vezes, nem notamos que algo já foi automatizado.

Eis uma lista de 5 tarefas cotidianas que já foram automatizadas e você nem deu muita bola:

Pegar o elevador

Este talvez seja um dos mais fáceis de notar, até porque algumas cidades ainda possuem leis que exigem a contratação de ascensoristas. Mas todos os elevadores novos funcionam de maneira autônoma.

Primeiro, você aperta um botão em qualquer andar, então um computador entende o comando e direciona um elevador especificamente para o lugar em que você está (uma automatização). Você entra e, depois, a porta se fecha sozinha assim que todos já estão no elevador (outra automatização). As pessoas apertam o botão do andar desejado e o elevador para no lugar certo, sem necessidade de manobras manuais (mais uma).

Na verdade, nos prédios comerciais mais modernos, esses passos nem existem mais: assim que sua entrada é autorizada pela recepção e você passa o crachá, uma telinha na catraca indica em qual elevador você deve entrar, com o andar já pré-definido. E alguns elevadores vão além na automação, contando com sistemas de manutenção preditiva baseados em inteligência artificial, que preveem falhas com antecedência.

Transações bancárias e pagamento de contas

Sacar dinheiro no caixa eletrônico é uma tarefa tão natural que nem percebemos as automações envolvidas no processo. Uma máquina conectada à rede do banco lê as informações da sua conta e confirma que você é você mesmo, por meio do cartão e de uma senha ou biometria. Então, você digita em um teclado a quantidade de dinheiro que quer. Se houver saldo na conta (espero que sim), a máquina faz os cálculos e cospe as cédulas de dinheiro no valor e na quantidade certinha.

Tem também o pagamento de contas. Se você é uma pessoa mais prática, já deixa tudo no débito automático. Mas se ainda faz o processo manualmente, saiba que ele também foi automatizado: hoje, você pode pegar a conta, escanear o código de barras e pagar pelo celular, sem sair de casa e sem tocar em dinheiro. E agradeça por não precisar ir até a uma agência da sua companhia de energia elétrica para ter um carimbo na sua conta preenchida com uma máquina de escrever como era antigamente.

Andar de transporte público

Grande parte das cidades brasileiras adota um sistema eletrônico de pagamento de passagens. Em São Paulo, o Bilhete Único, que funciona no ônibus, trem e metrô, é um cartão de plástico (ou o relógio de pulso Watch2Pay) com tecnologia NFC que pode ser carregado pelo smartphone. Se você não tiver um aparelho compatível, há máquinas automáticas de recarga espalhadas pela cidade que aceitam cartões de débito.

Isso significa que as pessoas não precisam ir até a uma bilheteria do metrô e conversar com um humano para comprar um pedaço de papel magnético. E, quando estão indo de ônibus para o trabalho, não ficam mais carregando bilhetes de vale transporte que sumiam misteriosamente do seu bolso.

E, claro, se o transporte público em questão for o metrô paulista, a viagem também é automatizada. Isso fica mais claro na Linha 4-Amarela, em que os trens não possuem operadores, mas outras linhas também já possuem sistemas autônomos que controlam a movimentação do trem, alinhamento em estações e abertura e fechamento das portas (apesar de ainda haver um humano para intervir caso algo dê errado).

Telefonar para alguém

Ok, talvez você nem utilize mais o telefone com tanta frequência. Mas hoje é possível simplesmente discar o número desejado e fazer uma ligação, sem nenhuma interferência humana no meio do processo. Para entender o que significa isso, é só explicar a origem desses dois termos que são adotados até hoje:

  • “discar”, porque os aparelhos telefônicos de não muito tempo atrás (muitos que estão lendo este texto já tiveram contato com eles) exigiam que você girasse o número correspondente em um disco;
  • “ligação”, porque em uma antiga central telefônica de comutação manual (antes mesmo de surgirem os telefones com discagem), uma telefonista humana ligava fisicamente duas linhas de telefone por meio de um cabo que era conectado aos pontos apropriados.

Atualmente, claro, todas as centrais telefônicas são automatizadas e processam as informações de forma digital.

Assistir a um filme no cinema

Em muitas salas de cinema no Brasil e no mundo, ainda existe a profissão de projecionista. Essas pessoas são responsáveis por carregar manualmente os rolos de filmes nos projetores (uma obra de duas horas pode ser dividida em cinco ou seis rolos, você sabia?). Rodas dentadas puxam em alta velocidade as películas de filmes pelos furos laterais, normalmente a 24 quadros por segundo, para dar a sensação de movimento.

Só que boa parte das redes de cinemas já digitalizou suas salas. Então, é só dar o play no arquivo digital (ou melhor, programar o sistema para dar o play automaticamente no horário da sessão) e deixar que as pessoas comam a pipoca. Os custos são menores, a probabilidade de um filme embolar no projetor é zero e a película não se desgasta, porque nem existe mais.

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Como vimos, já existem muitas tarefas que foram automatizadas no nosso dia a dia. Mas como usamos as tecnologias de forma tão natural, elas simplesmente somem do nosso campo de visão. Você conhece mais alguma ação que passou por processos de automação ao longo dos últimos anos e nem percebemos?