A Anatel vem realizando nesta terça-feira (22) uma operação em sete estados e 15 distribuidores para combater produtos piratas. De acordo a agência reguladora, denúncias indicam que grandes grupos estão distribuindo equipamentos não homologados, o que gera vantagens competitivas indevidas.

A fiscalização, que conta com 78 fiscais da Anatel e com o auxílio da Receita Federal, está ocorrendo nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Nessas unidades da federação, 14 municípios estão recebendo as equipes — a lista das cidades será divulgada somente após o término da operação.

Foto por Jason Howie/Flickr

O objetivo é combater produtos considerados piratas, com foco em roteadores e cabos utilizados para ofertar serviços de internet, bem como conversores de televisão por assinatura importados de maneira ilegal. Denúncias recebidas pela Anatel sugerem que até 70% dos equipamentos de rede em uso nas empresas, especialmente em pequenos provedores, não são homologados.

Os equipamentos ilegais que forem encontrados em distribuidores e lojas serão lacrados ou apreendidos e não poderão mais ser comercializados no Brasil.

A ação da Anatel chega no mesmo mês em que a agência começou a bloquear celulares piratas. O órgão diz que esses terminais podem causar congestionamentos nas redes das operadoras e podem ser perigosos por apresentarem grande quantidade de chumbo e cádmio, e não terem garantias em relação a limites de radiações eletromagnéticas. Mais de 37 mil aparelhos foram bloqueados nos primeiros nove dias.

Com informações: Convergência Digital, TeleSíntese.

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Caipiroto, o capeta caipira 😈

Um exemplo é a Algar (que não é tão pequena, mas também não é uma Vivo da vida). Quando tinha internet deles no meu escritório, o equipamento era um TP-Link barato, mas muito bom.

Tem que saber separar, a Anatel divulga a nota como se estivessem fazendo um bem ao consumidor tirando equipamento vagabundo do mercado, mas te garanto que no mínimo metade (pra ser bem otimista) do que eles prenderam, é equipamento de boa procedência, só não homologado.

jacob

Não duvido. Quando eu era cliente da Oi, sempre fiz questão de usar meus próprios equipamentos, usava um modem da D-Link em bridge com um roteador da TP-Link, era só maravilha, nem parecia que eu tava usando internet da Oi. Em contrapartida, todo o pessoal que eu conhecia e que assinava o serviço, reclamava constantemente, culpa do modem porco da Technicolor que sofre também desse mesmo problema de resetar as configurações por conta própria.

Dei sorte do meu provedor atual permitir que eu use meu próprio roteador em PPPoE (bridge) para gerenciar a minha conexão, eu estaria na merda se eu tivesse que depender de um daqueles modem/roteadores da Oi/NET/Vivo/etc, ou até mesmo da COPEL, que tanto falam bem aqui, mas o equipamento também é uma bela de uma porcaria,

Marcus Araújo

Exato, muito dos problemas de conexões que muitos acham que é lentidão da operadora se dá pelo uso de modem/roteadores de péssima qualidade, porém equipamentos homologados para a Oi/Vivo/NET de marcas como essa Zyxel 🤷‍♂️

Por isso separo bem as coisas, ser homologado não é bem garantia de que opera com qualidade. As pequenas operadoras, pelo menos na maioria das que conheço, fornecem equipamentos de marcas como D-Link e TP-Link, que podem não ser os modelos mais tops dessas marcas, mas possuem funcionamento satisfatório.

Caipiroto, o capeta caipira 😈

Você precisa ver o roteador Zyxel que a Oi mandou pra mim então (e eu ainda paguei por aquela porcaria). O roteador reinicia do nada, apaga as configurações, inicia com uma configuração inicial de fábrica totalmente diferente da que está na etiqueta/manual.

Chegou num ponto que tive que pegar um TP-Link e configurar as informações do PPPoE no braço, porque pra variar a Oi se recusou a me fornecer tais informações e queria cobrar por uma visita de um técnico pra "configuração opcional de roteador" ou me vender um roteador novo, achando que eu ia cair nessa de novo.

jacob

O tanto de lixo que eu vejo com homologação da Anatel... Roteador com firmware bugado, cabo de rede com PVC de péssima qualidade, dentre outras coisas. Realmente é só uma burocracia besta, porque tá milhas longe de ser qualquer coisa parecida com um atestado de qualidade.

Inclusive os provedores locais daqui só conseguem fornecer um preço competitivo com as grandes teles justamente porque as ONUs e roteadores que fornecem não possuem homologação alguma, o que não os impedem de fornecer um serviço bem melhor.

Marcus Araújo

Então a gente precisa separar o que é homologação e o que é qualidade técnica para não achar que são sinônimos. A homologação é necessária sim, mas é ato puramente burocrático com a finalidade de permitir a comercialização de produto em território nacional, garantindo que aquele equipamento funciona de acordo com as normas vigentes no país.

O que o texto deu a entender é que há venda de produto não homologado, que eles estão considerando como pirata, mas não necessariamente esclareceram se possuem ou não procedência de fabricação. Pelo que deu a entender do texto, celulares legítimos da Xiaomi, por exemplo, que são originais, poderiam ser apreendidos simplesmente porque não foram homologados por aqui. E muitas vezes não há essa homologação simplesmente porque a fabricante não possui interesse em trazer o produto para o país ou porque não possui representação comercial aqui (caso do exemplo da Xiaomi).

Alguns provedores menores, na intenção de economizar, distribuem roteadores originais para clientes de marcas como TP-Link que não foram lançados no Brasil e, portanto, não foram homologados aqui. Estes roteadores, que possuem procedência e certamente funcionam sem infringir normas brasileiras se corretamente configurados, estão na mira desta tal operação por conta de uma papelada, não porque são necessariamente inferiores tecnicamente. Quem vai ser atingido indiretamente com essa operação, como se pode ver até pelo texto, são provedores menores, que concorrem com as grandes e muitas vezes fornecem serviços melhores do que empresas como NET e Vivo. No caso dos de decodificadores de TV por assinatura, tem que coibir sim esta importação e venda, mas a gente sabe também de quem parte o maior interesse para que isto aconteça. Daí se conclui de onde parte o interesse disso tudo.

Se isto vai se refletir em melhoria da qualidade, quem garante? Fato é que há inúmeras queixas contra as grandes teles nos inúmeros canais de atendimento consumidor e a Anatel faz TACs questionáveis nestes casos em que há comprovação de péssima prestação de serviço.

Marcus Araújo

Tem que justificar o uso da verba que recebem, não é mesmo? Já que acompanhar e tratar de cobrar das operadoras melhorias de qualidade nos serviços porcamente oferecidos aos consumidores aparentemente não é o foco desta agência.