As distribuidoras, fornecedoras e importadoras de aparelhos piratas estão no alvo da Anatel. A agência realizou nesta terça-feira (22) uma operação para fiscalizar empresas que atuam no comércio de equipamentos de telecomunicações e apreendeu 10,2 mil produtos irregulares.

Entre os produtos confiscados pela Anatel, estão decodificadores de TV por assinatura, roteadores, antenas, telefones IP e cabos de rede. A operação foi realizada em sete estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia.

A Anatel abriu a investigação após denúncias e reclamações feitas por associações e fabricantes de produtos de telecomunicações. Após verificar a consistência das informações recebidas, a agência decidiu fiscalizar 30 endereços.

Os fiscais da Anatel visitaram galpões e escritórios de grandes distribuidoras. Em alguns locais, o trabalho foi realizado em conjunto com a Receita Federal, que já atua em portos e aeroportos para verificar produtos importados.

Além de dificultarem uma competição justa entre as empresas, os produtos irregulares podem ser prejudiciais à saúde. Segundo a Anatel, eles utilizam materiais de baixa qualidade e não passaram por testes mecânicos e elétricos. Além disso, eles não respeitam os limites de radiação eletromagnética definidos em regulação.

Os equipamentos serão destruídos e as empresas serão alvo de processos administrativos que poderão resultar em multas.

Segundo Juliano Stanzani, superintendente de fiscalização da Anatel, a ação será realizada ao longo do ano. Para ele, a operação sinaliza que a agência “está atenta a esse assunto e adotará providências para coibir a comercialização de produtos de telecomunicações sem a devida certificação”.

Com informações: Anatel.

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Alexandre Roberto

Essa noticia significa que receberemos atraves de doacao para a instituicao boa parte destes produtos...
Todo ano e assim...

X-Tudãoᴳᴼᵀ

Falou tudo, custo elevado e burocracia são os maiores incentivadores do mercado cinza.

Astolfinho o porco abiguinho

A pirataria ganha mais força em países onde o acesso a bens de consumo ou mesmo cultura / entretenimento é difícil e enfrenta dificuldades de alta tributação e distribuição, além de claro o poder de compra menor do brasileirinho médio.

Mas mudando de assunto, em relação a música por exemplo, parei de baixar ilegalmente devido a facilidade de consumir música através de serviços de streaming via assinatura mensa / anual.

Em relação a filmes segue o mesmo raciocínio, mas quanto a celulares e outros aparelhos, é bem possível que a homologação junto a Anatel custa caro e novos competidores relatam diversas barreiras para comercializar seus produtos aqui no BR, falta de incentivos fiscais e a obrigação de serem montados parcialmente por aqui no BR por exemplo e outras dificuldades financeiras devido ao câmbio com moeda estrangeira e outras coisas.

E o que acontece? Se tem alguém querendo comprar e outro querendo vender, acha-se um jeito de isso acontecer, mercado cinza ta aí pra isso ./

Jean Marcel Portilho

Aposto que os próprios fiscais utilizam o equipamento em casa.

Georges Costaridis

Isso aí Anatel! Continua levando um por fora e fazendo o jogo das operadoras! Mais um lixo do governo que não presta para nada a não ser encher o rabicó de dinheiro. Tem muito lixo que vem de fora mas tem também muito aparelho que custa menos e vale mais que esses defasados que produzem aqui.

Lineu Camargo

heil hydra

Arley Martins

A pirataria existe no mundo todo, porem no brasil é uma exagero devido aos impostos abusivos. Eles podem fiscalizar o quanto quiser, mais a pirataria vai continuar a todo vapor por culpa do governo que finge não ver o real motivo por causa que eles ganham os salários altíssimos fora os caixa 2,3,4....., assim podem ir em outros países comprar e quem não pode fazer isso vai de pirata mesmo.

Braguinha

O maior incentivo à pirataria é o preço abusivo e a má qualidade das operadora.

Eric Viana

mercado livre em luto...