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Banco de dados autônomo: o que é e como funciona

A automação chegou aos bancos de dados; veja como a tecnologia funciona e como você será impactado

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20 semanas atrás
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Em 2017, a Oracle anunciou o primeiro banco de dados autônomo do mundo. Com a novidade, o administrador de banco de dados (DBA) passa a se concentrar em outras tarefas que agregam valor à empresa, em vez de investir tempo com rotinas que poderiam ser feitas pelas próprias máquinas, com maior eficiência e sem intervenção humana.

Mas o que exatamente é um banco de dados autônomo? E como ele funciona? Será que o seu emprego no setor de TI está ameaçado? Calma que a gente explica.

O que é um banco de dados autônomo

A analogia mais fácil é com um carro autônomo. Eles ainda não estão prontos (há um longo caminho até chegarmos ao nível 5 de autonomia veicular) e não podem ser adquiridos pelos consumidores, mas pense no funcionamento da tecnologia: uma vez que você define o que precisa (ir até um determinado local), o veículo faz sozinho o trabalho de acelerar, frear, virar nas ruas corretas, olhar os semáforos e ficar atento ao trânsito. O motorista humano só é acionado quando estritamente necessário.

No banco de dados autônomo, várias tarefas que eram realizadas manualmente, como otimização, reparação e até instalação de patches de segurança, deixam de existir para o DBA, porque isso é feito pela própria database. Por melhor que seja o profissional, humanos podem cometer erros. Em uma operação autônoma, com inteligência artificial e machine learning, os erros humanos são drasticamente reduzidos.

E a tecnologia autônoma é importante para as empresas por vários motivos: além de melhorar a eficiência dos profissionais de TI, ela pode aumentar o desempenho do banco de dados e o tempo de disponibilidade (uptime). No caso da Oracle Autonomous Database Cloud, a garantia é de 99,995% (!), o que significa que a inatividade planejada e não planejada fica em menos de 30 minutos por ano.

Como funciona um banco de dados autônomo

Aqui, é importante diferenciar automatização de automação. Muitas tarefas de rotina, de tanto serem realizadas, já foram automatizadas pelos DBAs por meio das ferramentas de administração lançadas nos últimos anos. A automação leva isso para um novo nível: se houver alguma tarefa a ser executada ou um erro a ser corrigido, o banco de dados faz o trabalho sozinho. O DBA nem precisa saber o que aconteceu.

Isso porque, após a modelagem e implementação do banco de dados, o sistema consegue se virar sozinho. Existem três recursos principais na database autônoma:

  • Autoexecução: com base em machine learning, faz otimizações de desempenho de forma contínua, com processos de cache automático, indexação adaptável e compressão avançada. Também ajusta instantaneamente os recursos de processamento e armazenamento de dados.
  • Autoproteção: instala atualizações de segurança sem intervenção humana e sem que o banco de dados saia do ar. Protege e criptografa os dados da empresa contra ataques cibernéticos, tanto internos quanto externos.
  • Autorreparação: proteção autônoma contra tempos de indisponibilidade, com SLA (Service Level of Agreement) de 99,995% de confiabilidade. As tarefas de manutenção são executadas automaticamente pelo banco de dados, sem downtime.

Então como fica o trabalho do DBA?

Falaremos mais sobre isso na semana que vem, mas vamos adiantar uma informação: calma, a profissão de administrador de banco de dados não será extinta. Em vez disso, o DBA deverá passar por uma mudança gradual de perfil nos próximos anos.

Como o banco de dados autônomo vai passar a fazer sozinho as tarefas de rotina chatas (mas necessárias), o DBA ficará em uma posição mais estratégica dentro do negócio. Ou, para explicar melhor, os profissionais poderão utilizar suas habilidades para gerar mais valor para a empresa em que eles estão, já que o tempo que anteriormente era gasto em trabalho manual (e com muito café) ficará disponível.

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A melhor parte de tudo é que, diferente dos carros autônomos, os bancos de dados autônomos já estão completamente testados, prontos e disponíveis para empresas de todos os tamanhos. Estes textos no blog da Oracle mostram os benefícios de um banco de dados autônomo e o impacto da automação para os DBAs.