Início » Negócios » Autoexecução: uma das partes mais importantes de um banco de dados autônomo

Autoexecução: uma das partes mais importantes de um banco de dados autônomo

No banco de dados autônomo, tarefas antes realizadas manualmente são executadas pela própria database

Por
06/06/2018 às 15h00
Já conhece a nova extensão do Tecnoblog? Baixe Agora

Redes sociais, sites na web, lojas online e transações bancárias são apenas alguns exemplos de serviços que geram enormes quantidades de dados todos os dias. Não estranhe, portanto, se você ouvir falar cada vez mais de bancos de dados autônomos: graças à autoexecução, soluções do tipo podem ajudar aplicações dos mais diversos tipos a lidar de modo mais eficiente com o crescente volume de informações.

Data center

Bancos de dados autônomos são compostos por tecnologias bastante avançadas, mas isso não quer dizer que é difícil entender a ideia por trás da inovação: eles podem realizar tarefas de otimização, proteção e até reparação sozinhos, sem interferência humana. É aqui que o conceito de autoexecução cumpre o seu papel. Você já vai saber o porquê.

Deixem as pessoas cuidarem de outras tarefas

Falando assim, parece até que a proposta é diminuir empregos ou eliminar cargos. Não é. O trabalho de um administrador de banco de dados (DBA) continua importante. Na verdade, a automação visa melhorar aspectos como eficiência, disponibilidade e segurança do banco de dados. Nessa equação, é importante que o trabalho humano seja direcionado a tarefas que agregam valor à aplicação.

Um jeito fácil de entender como a automação pode fazer diferença é olhar para a autoproteção de um banco de dados autônomo. Por meio dela, todas as atualizações de segurança são instaladas pelo próprio sistema, que também pode, entre outras tarefas, criptografar dados automaticamente.

Laptop - banco de dados

Note que essas tarefas costumam ser executadas por pessoas, mas elas são repetitivas e sujeitas a circunstâncias que podem fazer algo não dar certo. É o caso, por exemplo, do funcionário que esquece de atualizar um servidor por conta do aumento repentino de tarefas causado por um incidente de segurança. Enquanto gerencia a crise, as atividades de manutenção vão ficando para depois, o que pode acabar aumentando a vulnerabilidade em um banco de dados tradicional.

Um banco de dados autônomo não está sujeito a esse tipo de pressão e consegue aplicar as atualizações em tempo hábil. Assim, o mesmo funcionário pode se dedicar a outras atividades importantes, como monitorar toda a operação ou atuar com mais dedicação na resolução de um problema muito específico.

Autoexecução: quando o banco de dados sabe o que fazer

Um banco de dados autônomo é uma ideia tão fascinante que pode parecer até que estamos falando de uma tecnologia para um futuro longínquo. Mas é para o presente. Para você ter noção, Arvin Shahidi, cientista de dados da Oracle, explicou no Tecnocast 090 que a automação em um banco de dados já cobre até 80% das tarefas.

De modo simplificado, a gente pode interpretar a autoexecução como a engrenagem que transforma as tarefas necessárias em ações em andamento ou concluídas. A base disso está em avançados algoritmos de inteligência artificial e machine learning que, como tal, ficam melhores com o passar do tempo.

Banco de dados - inteligência

A autoexecução pode provisionar carga de trabalho na medida certa para que a aplicação não seja prejudicada por um aumento de demanda e, ao mesmo tempo, evitar desperdício de recursos. Monitorar processos ou realizar testes para identificar erros é outro tipo de atividade possível. Dá até para criar índices automaticamente no banco de dados para acelerar as aplicações.

Perceba que as tarefas de manutenção, reparação e otimização dos bancos de dados são necessidades permanentes, mas que consomem muito tempo e esforços. A autoexecução não só torna esses procedimentos mais confiáveis, como também mais rápidos, diminuindo sensivelmente o risco de indisponibilidade — via de regra, nem sequer é necessário programar uma interrupção na aplicação.

*****

Organizações de todos os portes lidam com volumes de dados cada vez maiores. Não é por menos que vivemos hoje na era do Big Data. Esse cenário requer não só disponibilidade, mas também que o banco de dados seja ágil. As capacidades de autoexecução, autoproteção e autorreparação não deixam dúvidas de que bases autônomas vão ajudar as empresar a encarar esse desafio.