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Uma olhada de perto no Moto Z3 Play

Felipe Ventura Por

A Motorola convidou a imprensa nesta quarta-feira (6) para anunciar seu mais novo smartphone, o Moto Z3 Play. Ele se encaixa na categoria de intermediário premium, e mantém suporte aos módulos, ou snaps. No entanto, o aparelho traz algumas novidades interessantes no design e na interface. Vamos a elas.

Eu venho usando um Moto Z2 Play nas últimas semanas, então as diferenças do Z3 Play ficaram mais perceptíveis. Tudo começa pela tela, que agora tem 6 polegadas, proporção 18:9 e resolução 2160 × 1080.

Ela mantém o painel Super AMOLED, com cores tão vibrantes quanto antes, e é protegida por vidro Gorilla Glass 3. O logotipo da Motorola na parte inferior é bem menos visível no aparelho em si que nas renderizações, então não deve incomodar.

Enquanto isso, a traseira agora é de vidro, em vez de alumínio. Ela ficou menos escorregadia — a pegada é mais firme — porém acumula marcas de dedo facilmente. A estrutura lateral é de alumínio, e também escorrega menos, mas também ficará marcada com suas digitais.

O Moto Z3 Play ficou ligeiramente mais grosso, com 6,75 mm de espessura (contra 6 mm no Z2 Play). Não é algo perceptível. Ainda assim, a bateria mantém os 3.000 mAh, e o conector 3,5 mm para fones de ouvido foi removido. Como eu vinha usando o Moto Z há mais de um ano, já estou acostumado a usar o adaptador para porta USB-C, mas certamente alguns sentirão mais falta.

Adeus, P2

Como a tela aumentou, o leitor de digitais precisava ir para algum lugar. Geralmente ele é migrado para a traseira, algo impossível aqui devido aos Moto Snaps. Por isso, o sensor foi deslocado para a lateral direita, bem onde ficava o botão liga/desliga.

Eu cadastrei minhas digitais, e o leitor desbloqueou o aparelho quase que instantaneamente. Foi fácil pegar o aparelho da mesa e liberá-lo ao mesmo tempo com o dedo indicador. É possível cadastrar até cinco digitais, tal como antes.

O leitor de digitais agora fica na lateral direita...

... e o botão liga/desliga foi para a lateral esquerda

No entanto, não é possível bloquear a tela tocando no leitor, tal como em outros aparelhos da linha Moto Z. Para tanto, é preciso usar o botão liga/desliga na lateral direita, o que eu achei meio desajeitado — talvez seja questão de costume.

E os gestos no leitor de digitais? Eles foram adaptados para um botão virtual na parte inferior. É uma barra alongada como no iPhone X, mas que funciona diferente: você toca nela para voltar à tela inicial; desliza para a direita para ver os apps abertos; desliza para a esquerda para voltar; e segura nela para ativar o Google Assistente.

A barra fica oculta nos apps em tela cheia; é preciso deslizar a partir das bordas para exibi-la.

Não adianta deslizar essa barra para cima, como no iPhone X, pois isso não fará nada. Ela fica oculta em apps de tela cheia: você precisa deslizar a partir das bordas para exibi-la, e então tocar nela para voltar à tela inicial. Vale notar que essa novidade é opcional: por padrão, você verá os clássicos botões Voltar/Home/Multitarefa.

Isso faz parte da experiência Moto, que modifica o Android bem de leve. Outro recurso bacana é um editor de prints, que aparece logo após você fazer uma captura de tela — você segura o botão liga/desliga mais o botão de reduzir volume, tal como antes.

Nova ferramenta embutida para editar prints

Os mesmos gestos de girar o smartphone para ativar a câmera, e chacoalhar para ligar a lanterna, continuam disponíveis. O filtro de luz azul, que pode ser ativado automaticamente à noite, também está aqui.

No geral, a Motorola mantém a experiência pura do Android 8.1 Oreo. As novidades dessa versão ficam mais nos bastidores: por exemplo, o sistema avisa o motivo pelo qual um app consome muita bateria — como solicitar sua localização com frequência. A mudança mais visível está no ajuste em alguns emojis.

Os emojis de cerveja e hambúrguer foram "corrigidos" no Android 8.1

Por dentro, temos aqui um processador Snapdragon 636 com oito núcleos. Ele não apresentou nenhum engasgo, e rodou Asphalt 8 nas configurações máximas sem problema, mas isso em um teste rápido.

Há duas versões do Z3 Play: uma delas tem cor índigo (azul escuro), 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento; a outra tem cor ônix (preto), 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. Ambos possuem suporte a microSD de até 400 GB.

A câmera traseira agora é dupla. O sensor principal é o mesmo do Z2 Play: 12 megapixels, abertura f/1,7 e pixels de 1,4 mícrons. O sensor secundário, por sua vez, tem 5 MP. Ela parece funcionar bem em desfocar o plano de fundo, e reconheceu uma pessoa corretamente em relação ao que estava atrás.

Além do modo retrato, temos aqui uma forma de gravar "cinemagraphs", que são GIFs nos quais você pode escolher qual parte se movimenta — por exemplo, uma bandeira balançando.

O app da câmera traz integrado o Google Lens, que usa inteligência artificial para identificar objetos, marcas e texto. Ele abre e funciona rápido: mirei o aparelho em um logotipo da Motorola, toquei nele, e ele recomendou buscas sobre a empresa e o Moto Z Play.

Enquanto isso, a câmera frontal tem 8 megapixels, o que deve resultar em selfies mais nítidas que no Z2 Play (com sensor de apenas 5 MP). Há apenas um sensor aqui, mas o app oferece um modo retrato que desfocou bem o plano de fundo no meu teste rápido. No entanto, você não poderá ajustar o efeito blur após tirar a foto (isso é possível com a câmera traseira).

Por fim, ele é compatível com todos os snaps já lançados até agora. Segundo a Motorola, 40% dos brasileiros na linha Z têm um desses acessórios, especialmente de bateria e música.

O Moto Z3 Play está à venda por R$ 2.299 na cor índigo, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento. Há também kits com capinha, módulo de TV digital ou projetor. A versão ônix, com mais RAM e espaço, será lançada futuramente no Brasil.

Moto Z3 Play nas cores ônix (à esquerda) e índigo

Comentários

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Marco Martins

to achado ate que a bateria esta visiada por todo dia tenho que recarregar enquanto outros celulares que tive, tambem da motorola ficavam varios dias sem precisar recarregar comprei sababo, ele chega rapído aos 100 por cento, mas no momento que tiro da tomada baixa para 99 por cento, e todo o dia tenho que recarregar, decepção

Marco Martins

comprei sababo, ele chega rapído aos 100 por cento, mas no momento que tiro da tomada baixa para 99 por cento, e todo o dia tenho que recarregar, decepção

Johnson Rodrigues

Firme e forte com meu Z2 play... O lance da bateria ser menor é que a Motorola/Lenovo precisa vender Snaps de bateria... Isso é óbvio. Para mim não compensa o Z3 do jeito que está. Odiei esse lance que estão falando da digital não desbloquear o celular, o chip hibrido e a retirada do flash frontal... Sem falar da retirada da entrada do fone de ouvido. Não vou trocar de celular só para ter mais tela e câmera dupla traseira. Por que Lenovo? Por que? Quem sabe eles cancelem o cancelamento do Moto X5 e ele saia esse ano ainda com os recursos que a gente quer...

Igor

Qual a logica de ele custar mais para ter a mesma configuração que o G6 Plus?!

https://www.tudocelular.com...

Gabriel Brito

Todos os três modelos foram lançados numa mesma faixa de preço, mas sobre a bateria, tem uma coisa interessante:

Z Play - R$ 2199 - 3500mAh
Z2 Play Power Edition - R$ 2199 - 5220mAh (ou seja: o snap compensou a perda)
Z3 Play - R$ 2299 - 2000mAh

Em outras palavras, o preço subiu muito mais do que parece.

Gabriel Brito

É porque a turma do Z Play tá começando a considerar opções pra troca, priorizando a Motorola. O problema é que simplesmente não vale a pena.

João Paulo Barbosa

Exatamente... Eu tô falando do Top, não do intermediário.
Acho muito estranho isso que a Motorola/ Lenovo faz de apresentá-los separados... Se não me engano, o Z2 foi a mesma coisa.

Geancarlo Nascimento

Bonito, mas continuo com meu Z play de primeira geração... Não vi nada de interessante nos 2 novos modelos após o meu, então não justifica a troca no momento. A bateria continua boa, igual quando eu tirei da Caixa, me atende bem em tudo que faço, e o snaps da JBL funciona bem que é uma beleza...

Gabriel Naldis

O meu também tá um lixo. Vou ter de mandar pra autorizada, pois em menos de 1 ano, tá desligando sozinho, toques fantasmas na tela, bateria drenando absurdos... Tá um lixo!

Huan Oliveira

Tenho um Z1 play penso o mesmo que todo mundo abaixo, a Motorola ta piorando os aparelhos com o passar dos anos.
Como assim engrossar o aparelho e remover a entrada P2? Tirar flash frontal?
Para mim a tela ficou ótima, levando em consideração que o aparelho mantem o mesmo tamanho do Z1 e Z2, porém era melhor ter esperado desenvolver a tecnologia do leitor na tela do que fazer aquela gambiarra lateral, complicado ein motorola....
Agora só falta eles alterarem o tamanho do aparelho na próxima geração, e perder a compatibilidade com as Snaps anteriores, ai sim vai ser um retrocesso total!

Lincoln Setter

Visual retro, tijorola estaiul de padroes atuais. Continuarei com meu z2play obg.

liliandarocha

Só faltou dizer que a linha Z tem o seu calcanhar de Aquiles: bateria vicia rápido demais. Se você quer um celular, compre outro que não exija tomada 3 vezes por dia. O meu moto z de quase 4k virou peso de papel. Os snaps são ótimos e agora são enfeites de mesa. Um lindo projetor e uma caixa de som que servem somente num moto z. Ódio define. E não foi Só comigo. O reclame aqui tá lá pra isso.

Valter Del-Rios

Na verdade o Z3 play é um intermediário premium, intermediário mesmo é a linha G. Mas por esse preço o Z3 Play deveria ter uma configuração mais interessante!

Vinicius Morais

Preços ridículos!
Desde quando 2k é valor de intermediário???
Galera tá se descolando da realidade.

letvpmw

a promessa inicial é manter suporte de snaps até o Z3.
Então se continuar a ideia da família Z, é possível que altere tamanho sim.

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