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Intel promete lançar GPUs dedicadas em 2020

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13/06/2018 às 12h33
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Quando o assunto é GPU dedicada, você vai de Nvidia ou AMD, só tendo o trabalho de escolher entre os modelos oferecidos por ambas. Mas, tarde ou não, um terceiro jogador quer entrar nessa briga: Raja Koduri, vice-presidente sênior da divisão Core and Visual Computing da Intel, confirmou os planos da companhia de lançar placas de vídeo a partir de 2020.

Intel

Não é uma notícia inesperada. Estamos falando de um nome que liderou o desenvolvimento da linha Radeon por muito tempo. A Intel “roubou” Koduri da AMD em novembro de 2017. Na ocasião, a companhia deixou claro que o recém-chegado cuidaria justamente de “soluções gráficas dedicadas high-end”.

Fazer mistério não faria sentido. Koduri não precisaria ser contratado se a Intel decidisse continuar focada apenas em GPUs integradas. Apesar disso, havia certo ar de incredulidade sobre a entrada da companhia no nicho de chips gráficos dedicados. Nesta semana, porém, a Intel voltou ao assunto para dizer que as suas primeiras GPUs chegam em 2020.

A ideia é mesmo enfrentar Nvidia e AMD no segmento de placas de vídeo para jogos, mas a Intel também está de olho em outras aplicações que se beneficiam de GPUs de alto desempenho, como inteligência artificial, aprendizagem de máquina, datacenters e simuladores — quem sabe até mineração de criptomoedas entre nessa conta.

O que chama atenção é a ousadia do plano, digamos assim: especialistas apontam que, tipicamente, o ciclo de desenvolvimento de uma arquitetura gráfica de alto desempenho é de pelo menos três anos, o que indica que a Intel está sendo bastante otimista com a proposta de lançar a primeira solução em 2020.

Por conta disso, um pensamento que pode surgir é o de que a primeira leva de lançamentos será composta por GPUs de desempenho mediano ou que terão como base a arquitetura de chips integrados da Intel. Porém, a companhia ressaltou que pretende mesmo ter produtos para jogos, inteligência artificial e afins, aplicações que exigem soluções gráficas avançadas.

Se vai ser assim, o desafio da Intel será lançar GPUs capazes de fazer frente às tecnologias da Nvidia e AMD logo de cara. Desafio de verdade: contratar Koduri foi uma jogada inteligente, mas não dá para menosprezar os anos de experiência que as rivais acumularam nesse mercado tão complexo.

Há outro fator que pesa bastante: a briga entre Nvidia e AMD. Esta última está determinada a aumentar a sua fatia de mercado, tanto que pretende anunciar até o fim do ano as primeiras placas Radeon Vega de 7 nanômetros. Já a Nvidia está em situação tão confortável que até deixou claro que não tem nem um pouco de pressa para lançar a linha GeForce GTX 11.

Com informações: Engadget, MarketWatch.

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