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Como a autorreparação torna o banco de dados autônomo mais confiável

Bancos de dados autônomos podem garantir 99,995% de tempo de atividade

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18 semanas atrás
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Bancos de dados precisam de manutenção. Procedimentos do tipo vão desde otimizações do desempenho até correções de erros. O problema é que, frequentemente, isso leva a uma paralisação da aplicação. Mas em um banco de dados autônomo é diferente: graças à autorreparação, o tempo de indisponibilidade nele, quando existe, não passa de alguns poucos minutos.

Servidor de storage - imagem por grover_net

Serviços de comércio eletrônico, sistemas bancários, plataformas de redes sociais e tantas outras aplicações funcionam 24 horas por dia, portanto, todo minuto poupado em rotinas de manutenção faz diferença. Mas como a autorreparação consegue ser tão eficiente? É o que você vai descobrir a partir de agora.

O banco de dados não pode parar

Bom, esse é o cenário ideal. Mas bancos de dados param, às vezes mais, outras vezes menos. As razões são as mais variadas: problemas no servidor, falha de conectividade, falta de energia elétrica no datacenter, incidentes de segurança e assim por diante.

Note que esses problemas podem ser evitados com um planejamento adequado. Infraestruturas com geradores, nobreaks e baterias impedem paralisações em caso de interrupção no fornecimento de energia, só para dar um exemplo.

Já a instalação de correções de software, procedimentos de monitoramento e mecanismos de mitigação de ataques estão entre as ações que previnem problemas de segurança. É neste ponto que a gente começa a perceber como a automação faz diferença em uma base de dados.

HD - interno

Mostramos aqui o que é um banco de dados autônomo, mas segue uma breve explicação: com auxílio de inteligência artificial e machine learning, databases do tipo lidam de modo automatizado com várias tarefas até então realizadas diretamente por um administrador de banco de dados (DBA), permitindo que o profissional cuide de outras atividades tão ou mais importantes.

Para tanto, o banco de dados autônomo precisa ter capacidade de autoexecução, ou seja, deve cuidar de otimizações, provisionamento de carga de trabalho, monitoramento de processos, criação de índices e por aí vai.

A autoproteção é outra parte essencial. Ela é responsável por instalar todas as atualizações de segurança, aplicar criptografia de dados e ativar mecanismos de prevenção a ataques, tudo em tempo hábil e sem interferência humana, ajudando a prevenir incidentes de segurança que paralisam aplicações.

Mas ainda falta uma peça-chave para assegurar que o banco de dados tenha índices de indisponibilidade próximos de zero: a autorreparação.

Autorreparação: até 99,995% de tempo de atividade

Como a própria denominação indica, a autorreparação é a capacidade do banco de dados de executar por si só tarefas de manutenção ou correção. No caso do Oracle Autonomous Database Cloud, os procedimentos de autoexecução, autoproteção e autorreparação conseguem oferecer 99,995% de disponibilidade (uptime) da base de dados. Essa porcentagem corresponde a menos de 3 minutos de inatividade por mês!

Para você ter noção, a autorreparação permite que o banco de dados se recupere automaticamente de uma falha física no servidor. Isso pode ser feito retrocedendo os dados a um momento anterior ao incidente, acionando uma máquina que opera em redundância com a que falhou ou recuperando um backup, tudo depende da aplicação ou das circunstâncias.

Outro exemplo: se o banco de dados detectar um erro iminente, ele poderá reunir estatísticas e outras informações para que um mecanismo de inteligência artificial determine a causa e, se for o caso, execute procedimentos de prevenção ou reparação.

Inteligência artificial - ilustração

Em bancos de dados convencionais, é comum que essas e outras atividades relacionadas sejam executadas manualmente. Mas há pelo menos duas desvantagens nisso: risco de erro humano durante os procedimentos e, frequentemente, necessidade de interromper as atividades do banco de dados até que todas as etapas sejam concluídas.

Já em databases autônomas, a autorreparação conta com recursos que permitem que os procedimentos sejam realizados sem interrupção (downtime), tanto em situações de manutenção planejada quanto em não planejada.

Não vai demorar muito para que soluções autônomas também possibilitem que cargas de trabalho completas sejam reproduzidas em ambientes de teste paralelos no intuito de assegurar que uma correção ou atualização funcione como o esperado em um sistema de missão crítica (sistemas desenvolvidos para evitar paralisação de serviços).

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Os recursos provenientes de um banco de dados autônomo são tão avançados que, mesmo entre profissionais da área, existe a sensação de que o assunto remete a uma tecnologia futurista. Mas soluções do tipo são realidade: empresas de diversos setores já conseguem aumentar a segurança e disponibilidade de seus sistemas graças aos benefícios das bases de dados autônomas.