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A tecnologia do árbitro de vídeo usada nos jogos da Copa do Mundo na Rússia

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22 semanas atrás
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A Copa do Mundo na Rússia é a primeira a contar com o VAR (“video assistant referee” ou “árbitro assistente de vídeo”). A medida deve ajudar a reduzir a quantidade de erros durante os jogos e depende muito da tecnologia para funcionar corretamente.

Para esta Copa, a FIFA criou uma central de operações em Moscou que auxilia os árbitros em momentos difíceis das partidas. Com a ajuda de fibra ótica, o local consegue receber imagens captadas durante o jogo e se comunicar com o árbitro.

Além do VAR, que atua como chefe da equipe de vídeo, há outros três assistentes. Eles terão tarefas individuais, como acompanhar lances de impedimento e verificar o que está acontecendo enquanto um lance é analisado pelo árbitro principal.

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A equipe também tem quatro operadores de replay: dois deles selecionam os melhores ângulos e os outros dois reúnem as imagens usadas em cada análise para a divulgação no site e no aplicativo da FIFA após o jogo. Para evitar que algum lance passe despercebido, o gramado será cercado por uma série de dispositivos.

São 33 câmeras acompanhando o jogo, além de duas voltadas para situações de impedimento que são exclusivas da equipe de vídeo. A sala de operações também conta com duas câmeras direcioandas para os árbitros. A ideia é fazer com que o processo de tomada de decisão seja público.

Em campo, quatro câmeras filmam em ultra câmera lenta, e oito em super câmera lenta. Elas servem para identificar o contato em uma possível falta, mas podem distorcer a interpretação em lances subjetivos. Neste caso, são usadas câmeras em velocidade normal que ajudam a indicar se um jogador teve ou não a intenção de colocar a mão na bola, por exemplo.

Na Copa do Mundo, o árbitro de vídeo só poderá interferir em situações de “erros claros e óbvios”, como aponta a FIFA. No restante do jogo, o árbitro em campo só pode solicitar uma ajuda em lances capitais da partida, como faltas que podem impedir ou levar a um gol.

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O árbitro também será ajudado em lances de pênalti e de cartão vermelho, ou caso precisar identificar algum jogador. Nessas situações, ele deve se dirigir até a lateral do gramado e rever o lance para tomar suas próprias decisões, já que em muitos casos a decisão é subjetiva.

Linha de impedimento

Por não serem interpretativos, os lances de impedimento não exigem que o árbitro de campo vá até a tela para analisar o lance. Neste caso, a equipe de vídeo conta com a ajuda de linhas geradas por computador.

Segundo a FIFA, o resultado fica mais preciso graças à calibragem de vários ângulos de câmera sincronizados, um processo que é realizado antes de cada partida. Para definir a posição, o computador é capaz de considerar fatores relacionados às câmeras, como distorção da lente e curvatura de campo. Com todo esse equipamento, a FIFA espera que a Copa do Mundo de 2018 possa “oferecer justiça” dentro de campo.

Com informações: FIFA, CNET.