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O sucessor do JPEG vai ocupar 60% menos espaço trazendo recursos adicionais

Felipe Ventura Por

O JPEG é um dos formatos de imagem mais utilizados no mundo. Esse padrão está comemorando 25 anos de existência e vai receber um sucessor, chamado JPEG XL, que deve resultar em arquivos 60% menores na mesma qualidade.

Segundo a CNET, o Joint Photographic Experts Group pediu que organizações interessadas enviem suas propostas de melhorar o JPEG até 1º de setembro.

Há outros objetivos além de reduzir o tamanho do arquivo. Isso inclui suporte a transparências e HDR; animações feitas a partir de múltiplos quadros, como o Live Photos da Apple; e ferramentas para adaptar uma imagem sob demanda, dependendo da velocidade da conexão e tamanho da tela.

Imagem via raphaelsilva/Pixabay

Já existe uma concorrência entre formatos de imagem. Talvez você tenha ouvido falar do HEIF (High Efficiency Image Format), suportado no iOS e macOS desde o ano passado, que ocupam menos espaço que o JPEG. Ele ganhou uma versão simplificada, o MIAF (Multi-Image Application Format), apoiada por Apple e Microsoft.

Há também o AVIF (AV1 Image Format), inspirado em codecs para vídeo, que está em desenvolvimento pela Mozilla, Google, Netflix e outras. Assim como o HEIF, ele tem suporte a transparências, HDR e fotos animadas.

E temos alguns formatos mais antigos: o WebP foi criado pelo Google em 2010; é o que usamos no Tecnoblog. Há ainda o JPEG XR, antes chamado de Windows Media Photo, criado pela Microsoft em 2009.

O excesso de formatos poderia se tornar um problema no futuro. Processar imagens via hardware consome menos energia que via software, e sabemos como a duração da bateria é importante em smartphones e laptops. No entanto, seria necessário convencer empresas de processadores — como ARM, Qualcomm, Apple e Intel — a embutir suporte.

Daí a importância de se escolher apenas um padrão. Felizmente, o MIAF ou o AVIF podem se tornar a base para o JPEG XL. A Microsoft e a Apple são participantes ativas do Joint Photographic Experts Group; e os engenheiros por trás do AVIF não descartam a ideia.

O JPEG sobreviveu por 25 anos porque é compatível com todo tipo de hardware (câmeras, celulares) e software (sistemas operacionais, navegadores web). Seu sucessor precisa atender ao mesmo requisito — e ocupar menos espaço.

À medida que migramos para telas com resoluções maiores, as empresas procuram formas de reduzir o tamanho de fotos e vídeos, para economizar espaço em servidores, poupar sua franquia de dados, e exibir tudo o mais rápido possível. O JPEG XL pode ajudar nisso.

Com informações: CNET.

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