O WhatsApp é usado para realizar os mais diversos golpes, desde os que oferecem descontos em lojas até os que prometem benefícios do governo. Uma prática que tem se tornado comum envolve a clonagem do número do celular para criminosos se passarem por outras pessoas.

O método é mais sofisticado e tem atingido até mesmo integrantes do alto escalão do governo federal. Entre eles, estão os ministros Carlos Marun (Secretaria de Governo), Osmar Terra (Desenvolvimento Agrário) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Foto por Álvaro Ibáñez/Flickr

Um levantamento do UOL aponta que mais de 20 políticos já foram afetados, sendo a maioria deputados federais. Para serem bem-sucedidos, os cibercriminosos precisam ter acesso a sistemas das operadoras de telefonia que permitem transferir o número para um chip ao qual eles têm acesso.

Em seguida, a conta do WhatsApp é migrada para o novo aparelho. Como o aplicativo recupera seu nome e sua foto, é possível manter conversas com seus amigos e familiares. Em alguns casos, os fraudadores têm acesso até mesmo às mensagens antigas, o que facilita o golpe.

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Com a posse da conta, eles perguntam qual aplicativo de banco às pessoas próximas a você utilizam. Na conversa, os criminosos explicam que precisam fazer um pagamento com urgência, mas já esgotaram o limite de transferências.

Eles, então, pedem para a pessoa fazer o pagamento e prometem devolver o dinheiro no dia seguinte. Para seus amigos, trata-se realmente de você, já que o histórico da conversa no smartphone deles permanece inalterado. Ao atenderem o pedido, estão transferindo o dinheiro para as contas dos fraudadores.

Infiltrados

Para a Polícia, o golpe conta com o apoio de pessoas que estão dentro das operadoras. Em março deste ano, a governadora do Paraná, Cida Borghetti, também foi vítima do golpe. As investigações mostraram que criminosos no Maranhão tinham acesso a um login administrativo da Vivo em São Paulo.

Com ele, puderam transferir o número de Cida para um novo chip. A prática, que não se restringe a uma operadora, já atingiu também usuários de TIM e Oi. Com foco nas pessoas com mais dinheiro, os fraudadores se baseiam em informações como o valor do plano.

Caso a pessoa pague um plano família de R$ 600, por exemplo, eles pressupõem que seus amigos terão uma condição financeira parecida e poderão realizar os pagamentos.

Para diminuir o risco de sua conta ser clonada, o WhatsApp liberou em 2017 a verificação em duas etapas. A opção permite que você cadastre uma senha de seis dígitos que será exigida sempre que houver uma tentativa de login.

Com informações: Brazil Journal.

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marcos_5000

Acontece principalmente com a Vivo... Por que não estou surpreso? u.u

Jordan Pablo

Roubando deles tô nem aí. Se bem que eles roubam de nós aí phudeu tudo

Eric Viana

Apenas quero registrar que em caso de fraude as operadoras tem que ser responsabilizadas. Os tais logins administrativos precisam de mais controle, não cabe a nós usuários ter que saber sobre essa parte de gerenciamento da rede. Operadora, se for um funcionário seu, que usar informações sob sua responsabilidade, você paga.

Caleb Enyawbruce

Realmente essa (in)segurança aí é algo que precisa ser melhorada, tanto por parte do app, quanto das operadoras

johndoe1981

Ladrão que rouba ladrão...

John Smith

Cabe à polícia em conjunto com as operadoras investigar e identificar os responsáveis pelo vazamento dos dados de acesso, pois esse é o ponto chave de toda a história.
Mas é incrível como um golpe tão "sofisticado" poderia ser facilmente evitado se esses políticos soubessem pelo menos usar a verificação em duas etapas. Fala sério.

Abraão Caldas

O Pin deveria se tornar obrigatório para evitar esse tipo de situação.