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Navegador Brave dará criptomoeda para quem visualizar anúncios

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O Brave, navegador que bloqueia anúncios por padrão, passará a dar criptomoeda para usuários que… virem anúncios. O objetivo é dar uma recompensa para quem ajudar a manter o modelo de negócios que está sendo implementado.

Quem aceitar participar do programa, receberá os valores por meio do token de atenção básica (BAT, na sigla em inglês). Ele não poderá ser transformado em dinheiro, mas servirá para você apoiar os criadores de conteúdo que você acompanha e liberar o paywall de alguns sites.

A Brave diz que o modelo beneficiará anunciantes, produtores de conteúdo e usuários. “Quando o sistema de anúncios do Brave se tornar amplamente disponível, usuários receberão 70% da receita bruta de anúncios, preservando sua privacidade”, diz o comunicado.

A principal diferença do sistema de anúncios do Brave é que seus dados não ficarão sob o controle da empresa. O navegador fará downloads recorrentes de catálogos de publicidade baseados na região e no idioma. A partir da sua navegação, ele exibirá os melhores anúncios desse catálogo no momento apropriado.

“Em vez de enviar e expor dados para terceiros em leilões baseados na nuvem, a abordagem da Brave permite uma oportunidade mais eficiente e direta de ter a atenção do usuário sem as responsabilidades e riscos inerentes à coleta de dados em grande escala”, diz a empresa.

O sistema ainda está em testes e será expandido aos poucos nos próximos meses. Na primeira etapa, o navegador acompanhará um grupo de usuários para entender como eles interagem com 250 anúncios pré-selecionados.

Eles usarão uma versão especial do programa que registrará dados sobre a navegação com detalhes – algo que o navegador padrão não faz. As informações não serão compartilhadas com terceiros e servirão apenas para treinar o sistema de aprendizado de máquina responsável por exibir os anúncios.

O modelo do Brave aparenta já ter o interesse do mercado. No ano passado, sua oferta inicial levantou US$ 35 milhões. Além disso, veículos como Washington Post e o Guardian já aderiram à proposta do navegador.

Com informações: Brave, Engadget.