Início » Mobile » iPhone trava devido a código de censura que Apple fez para a China

iPhone trava devido a código de censura que Apple fez para a China

Por
10/07/2018 às 17h37
Já conhece a nova extensão do Tecnoblog? Baixe Agora

A Apple lançou o iOS 11.4.1 esta semana para bloquear acessórios USB usados na invasão de iPhones, além de corrigir alguns bugs. Um deles envolve o código de censura que a Apple adicionou para agradar o governo da China.

O pesquisador de segurança Patrick Wardle explica o caso à Wired. O iPhone de uma amiga dele tinha um bug estranho: toda vez que aparecia o emoji da bandeira de Taiwan, os apps travavam instantaneamente.

No GIF abaixo, o teclado tenta sugerir o símbolo, mas o app fecha por causa disso. O local está definido como “EUA”, mas os idiomas ativos incluem o inglês e o mandarim.

O que aconteceu

Depois de alguma investigação, Wardle descobriu que havia um erro no código que censura o emoji de Taiwan. Ele é ativado quando o local está definido como “China”, ou quando um dos idiomas ativos é o mandarim.

Em casos extremos, o iOS não tratava o emoji como ausente. Em vez disso, ele era interpretado como uma entrada inválida, o que é pior: isso fazia cada app fechar, ou o iPhone inteiro travar.

O pesquisador informou a Apple sobre a falha em junho; ela foi corrigida no iOS 11.4.1. A empresa diz apenas que “um problema de negação de serviço foi resolvido com melhorias no uso da memória”.

Desde 2017, o iOS deixou de exibir a bandeira do país caso o local esteja configurado como “China”. O símbolo não aparece no teclado de emojis, nem nas mensagens — você vê apenas um ☒. Essa censura permanece em vigor.

Taiwan vem funcionando desde 1945 como uma nação soberana: ela tem sua própria moeda, um sistema de governança multipartidário, e uma bandeira. No entanto, a China não reconhece sua independência.

A Apple já fez outras concessões para continuar operando na China. Ela transferiu os dados de usuários chineses para servidores localizados no país; e removeu aplicativos de VPN da App Store que não foram autorizados pelo governo.

Com informações: Wired, Ars Technica.