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Oi e TIM estão autorizadas a ampliar compartilhamento de infraestrutura de 4G

Agora, as operadoras poderão compartilhar os espectros de frequência e até o núcleo da rede móvel

Paulo Higa Por

A Oi e a TIM já podem ampliar seus acordos de compartilhamento de infraestrutura de telefonia celular, após uma autorização emitida nesta quinta-feira (12) pela Anatel. Com a novidade, as operadoras poderão compartilhar os espectros de frequência e até o núcleo da rede móvel.

Oi e TIM

As duas empresas já tinham um acordo de compartilhamento de rede, mas havia limitações: a TIM podia disponibilizar os equipamentos eletrônicos, como as estações rádio base, para a Oi (e vice-versa), mas todo o resto da infraestrutura de rede deveria ser própria.

Agora, a Oi e a TIM estão autorizadas a compartilhar suas faixas de frequência, tanto em 1,8 GHz quanto em 2,5 GHz, o que pode melhorar a oferta do 4G e tornar as operadoras mais competitivas: em 2,5 GHz, as duas só possuem bandas de 10 MHz cada uma, enquanto as concorrentes Claro e Vivo arremataram espectros de 20 MHz no leilão de 2012.

Além disso, o núcleo (core) da rede também poderá ser compartilhado entre as operadoras. Como explica o Teletime, a vantagem é que “além de poderem otimizar ao máximo as frequências oferecidas, fica muito mais fácil transferir os clientes de uma operadora para outra no caso, por exemplo, de uma consolidação”.

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Felipe Medeiros

Exato eu pago hoje menos de 50 reais no mês tenho ligação a vontade (uso isso no celular do escritório) acabei com fixo, no meu pessoal pago 40 reais) e tenho quase os mesmos benefícios

Yago G. Oliveira

Cara, a gente pagava 35 reais por 200mb. Hoje isso são 4GB.
Eu não sei onde vocês andam, mas eu não tenho tanto problema com rede. Aqui no Piauí até mesmo nos interiores de 7 mil habitantes já tem 4G.

Giovanni Lemos

2011 ~ 2013 não tinha nem smartphone direito. Então era um grande "que se lixe". Hoje temos internet expandida pra quase todos, smartphones mais potentes, mas as operadoras congelaram lá. serviços ruins, planos caros, e muita dor de cabeça pra um consumidor quue só tem quatro escolhas.

E há presidente de telecom *cof cof* como o da Claro Brasil *cof cof* que ACHA QUE TEM MUITA CONCORRÊNCIA

Macgyver Freitas

Isso aí, e tbm a Tim onde a Oi tem antena, além de agora os usuários usufruírem de maior largura de banda, logo maior velocidade

Yago G. Oliveira

Eu só vi melhorar. Quem usou celular em 2011~2013 é que era ruim.

Felipe Silva

Talvez o maior espectro compense a quantidade de clientes.

Felipe Silva

É bem possível, e em troca a Tim vai poder aumentar o espectro nas torres de 10 para 20 MHz, tento a mesma capacidade técnica da Claro e Vivo.

Felipe Silva

Acho que essa é a ideia, usar o que a Oi tem de valor sem assumir a divida, isso salva a Oi e melhora a competitividade da Tim, já que ela tem mais espectro e um parceiro de investimento.

Danillo Campos

Mas me responde uma coisa, o que muda de fato?
A Oi vai adentrar nas cidades que a TIM já tem cobertura via suas antenas?

Macgyver Freitas

Com o compartilhamento de infraestrutura e espectro, além de garantir sinal pra ambas nos locais q só uma tem sinal, estão autorizadas a usar o espectro uma da outra, logo 10+10 com 10+10 = 20+20 e isso é possível pq os espectros estão em sequência, tipo da Tim de 2.650-2.660 e da Oi de 2.660-2.670

Jarbas Coqueiro

10+10
Só claro e vivo possuem 20 mhz

João

Coitada da TIM se ela comprar, haja dinheiro pra pagar o rombo da oi.

Danillo Campos

Mas me responde uma coisa, o que muda de fato?
A Oi vai adentrar nas cidades que a TIM já tem cobertura via suas antenas?

Wellington Gabriel de Borba

Já houve boato de que a Oi compraria a TIM, a TIM compraria a Oi, a Claro compraria a TIM. A TIM e a Oi iria se fundir, a Vivo, a Claro e a TIM iria comprar juntas a Oi e cada uma ficaria com um pedaço em uma região.

Mas sério mesmo, o povo fica bravinho com operadora e fica comemorando A comprando B, como se monopólio fosse vantagem para o consumidor e como se isso fosse vingança. Cara, nem a Vivo comprando a Nextel pode ser bom para quem é consumidor.

Wellington Gabriel de Borba

Lembro de 2006 quando a Vivo contratou o Roberto Lima como novo presidente da operadora para construir a rede GSM sobre a CDMA. Lembro do Roberto Lima falar em criar uma VisaNet, hoje Cielo, das redes móveis. A ideia dele era que as operadores criassem uma empresa que construiria toda a rede em todo o Brasil e qualquer operadora poderia usar. A remuneração ficava na forma de uma participação em cada serviço tarifado, igual acontece hoje com as maquininhas de cartões.

Obviamente não houve esforço por parte da Anatel e nem das outras cia, na época.

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