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Instapaper volta a ser um serviço independente

Um dos mais conhecidos serviços para salvar conteúdo e ler depois, o Instapaper estava nas mãos do Pinterest, mas agora volta a ter autonomia

Emerson Alecrim Por
1 ano atrás

O Instapaper é uma das mais conhecidas ferramentas de leitura do tipo "salve agora e leia depois". Tamanha popularidade fez o serviço ser comprado pelo Pinterest em 2016. Mas esse casamento acabou: nesta semana, o Instapaper anunciou que vai voltar a ser independente.

Em nota divulgada em seu site oficial, o Instapaper revelou que o Pinterest fechou um contrato para transferir a propriedade sobre o serviço para a Instant Paper, companhia recém-criada que pertence a um grupo de pessoas que cuidava do aplicativo desde 2013.

Via Twitter, Marco Arment manifestou contentamento ao saber que o Instapaper vai voltar a ser dono do próprio nariz. O desenvolvedor é conhecido por ter sido um dos fundadores do Tumblr, mas o Instapaper também é criação sua: ele montou o serviço em 2008 e, em 2013, o vendeu a Betaworks. Três anos depois, o Instapaper foi repassado ao Pinterest.

Instapaper

Note que o Instapaper está indo para as mãos de pessoas que o mantinham desde a época da Betaworks. O que levou o Pinterest a praticamente devolver o negócio? Não está claro, mas, aparentemente, a companhia nunca teve planos realmente grandes para o Instapaper. Tudo indica que o principal objetivo da compra era o de absorver tecnologia, como os algoritmos de recomendação de conteúdo do serviço.

Não que o Instapaper tenha ficado à deriva nos últimos anos. A própria nota oficial destaca que o Pinterest promoveu avanços significativos no serviço, como um novo sistema de busca, a criação de uma extensão para Firefox (movimento importante, pois a Mozilla controla o rival Pocket) e otimizações em plataformas móveis. Mas não houve nada muito além disso.

A transferência para a Instant Paper vai demorar três semanas. Esse período de espera foi estabelecido para que todos os usuários sejam notificados sobre a mudança. O valor do negócio não foi informado por nenhuma das partes.

Em termos funcionais, pouco ou nada vai mudar no curto prazo. Mas há grandes expectativas de que uma das primeiras providências dos novos donos seja a de restabelecer o Instapaper na Europa: o serviço deixou de ser oferecido em países da região em maio por não ter se adaptado ao GDPR.