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Por dentro do MacBook Pro com teclado reformulado e chip Apple T2

Novo MacBook Pro de 13 polegadas tem pequenas mudanças por dentro; iFixit critica dificuldade de reparo

Paulo Higa Por

O MacBook Pro ganhou uma atualização na semana passada, trazendo maiores capacidades de RAM e armazenamento, teclado reformulado que promete ser mais silencioso e processadores Intel Core de oitava geração. Como de costume, o iFixit já tratou de desmontar o notebook para descobrir o que há nele: uma bateria maior, um coprocessador Apple T2 e uma máquina bem complicada de consertar.

Quase não há mudanças no design do novo MacBook Pro de 13 polegadas, nem por fora, nem por dentro. Ele traz uma tela IPS com resolução de 2560x1600 pixels, quatro portas Thunderbolt (nada de USB-A) e parafusos proprietários fixando os componentes, além de várias peças, como processador, RAM e memória flash, soldadas à placa lógica, tornando um upgrade de hardware impraticável.

O teclado, que a Apple afirma ser mais silencioso, agora possui uma barreira fina de silicone em todas as teclas. Isso evita a entrada de resíduos, o que também pode ser uma resposta aos processos que a Apple levou recentemente: usuários reclamaram que o teclado para de funcionar devido ao acúmulo de poeira e acionaram a empresa na justiça.

A bateria está maior: ela tinha capacidade de 49,2 Wh no modelo anterior e era organizada em cinco células; por sua vez, o MacBook Pro de 2018 traz seis células e 58 Wh. O peso também aumentou: foi de 196,7 g para 232,7 g. Apesar disso, a Apple continua prometendo as mesmas 10 horas de duração — provavelmente devido ao aumento no consumo do processador, que agora é quad-core.

E há um coprocessador Apple T2, que foi visto no iMac Pro e ainda não havia sido lançado em um MacBook. A Apple não revela muitos detalhes, mas acredita-se que ele tenha um poder de processamento semelhante ao dos chips para iPhones e assuma inúmeras tarefas, como criptografar todos os dados na memória flash em tempo real (!) e controlar a webcam, o áudio, o sistema de resfriamento e o Touch ID. Ele é acompanhado de uma memória LPDDR4 de 1 GB, segundo o desmanche do iFixit.

O iFixit manteve as críticas sobre a dificuldade de reparo do MacBook Pro: ele possui teclado, bateria e alto-falantes colados, impossibilitando trocas individuais de peças defeituosas; e um sensor biométrico instalado junto ao Apple T2 e ao botão liga/desliga, o que pode exigir a troca de uma placa inteira em caso de um defeito simples. Por isso, o índice de reparabilidade (quanto maior, mais fácil de consertar), foi de apenas 1/10.

Você pode ver todos os detalhes das entranhas do novo MacBook Pro no iFixit.

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Rafael Moreira
O preço não está tão caro. Você acha um 2012 sem ser retina usado bem conservado por 2.500 reais. E ainda faz upgrade a gosto.
Rafael Moreira
Também tenho um mid 2012, comprei no final do ano passado. Fiz upgrade de ram e SSD logo de cara. Ficou show. Vou instalar ate mais 8gb de ram para fechar com 16gb. Conseguiu manter esse Raid no High Sierra ?
bomber jox
Parabéns venceu a argumentação, vamos só fingir que com o mesmo preço vc não monta algo muito melhor no Windows ou ainda faz um hackintosh e móe esse computador "premium"
Leandro Nascimento
Fico pensando se seria possível fazer um upgrade de processador... vou checar com o iFixit hahaha
Trovalds
Esse ainda dava pra fazer upgrade. Daí pra frente... :(Esses MBs são supervalorizados por causa disso.
Leandro Nascimento
o meu Pro Mid 2012 aqui ta com RAID 0 em dois SSDs, um substituindo o HD e o outro o drive de DVD hahaha além do upgrade de RAM...
Matheus Viana
Pelo menos não é o Surface Laptop 0/10. It's a sadly future, mas os notebooks atuais praticamente são feitos sem nenhuma vista a reparabilidade. Querem que você comprou outro em vez de fazer upgrade/reparar. Uma pena, porque note's com chips modernos podem render ainda mais com upgrades de RAM/SSD.
Trovalds
Saudades dos Macbooks modulares (acho que os últimos são de 2011).EDITEI: são de 2011. 7/10 o índice de reparabilidade. No ano seguinte já caiu pra 2/10.