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Openbook quer ser alternativa ao Facebook sem anúncios e sem rastreamento

O concorrente do Facebook tem apoio de Philip Zimmermann, criador do PGP para criptografia de e-mail

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43 semanas atrás

O Facebook sofreu alguns arranhões em sua imagem após o escândalo Cambridge Analytica. No entanto, as ações da empresa chegaram a um patamar recorde em poucos meses; Mark Zuckerberg é a quarta pessoa mais rica do mundo. Será que existe demanda para uma alternativa? O Openbook espera que sim.

O Openbook quer ser um concorrente do Facebook livre de propagandas e de rastreamento, conectando pessoas sem colocar em risco a privacidade. O projeto tem apoio de Philip Zimmermann, criador do PGP, conhecido software para criptografia de e-mail.

A nova rede social foi idealizada por Joel Hernández, engenheiro de segurança cibernética. Ele promete “código aberto, rastreamento zero, espionagem zero, anúncios zero”, segundo o Financial Times, e vai doar 30% da receita para a caridade.

O Openbook pretende ganhar dinheiro com “transações de bens físicos e digitais dentro da rede”, como um marketplace; e ajudando outras empresas a criarem redes sociais internas e auto-hospedadas com recursos adicionais.

Outras alternativas — como Ello e Diaspora* — tentaram concorrer com o Facebook, mas acabaram caindo no esquecimento. Hernández espera atrair usuários oferecendo uma ferramenta para migrar fotos, vídeos e conversas. Isso é possível graças ao GDPR, lei da União Europeia que obriga a portabilidade de dados.

O Openbook está arrecadando fundos através de uma campanha no Kickstarter. Este crowdfunding só receberá o dinheiro se atingir a meta inicial de € 100 mil (cerca de R$ 450 mil). Atualmente, ele está em pouco mais de € 12 mil; o prazo vai até meados de agosto.

Não é um início explosivo, especialmente porque muitos usuários preferem permanecer no Facebook. São 2,2 bilhões de pessoas acessando a rede social todo mês, e o número continua subindo — apesar de campanhas como #deletefacebook.

O Openbook planeja lançar sua primeira versão alpha em março de 2019.

Com informações: Financial Times.