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Openbook quer ser alternativa ao Facebook sem anúncios e sem rastreamento

O concorrente do Facebook tem apoio de Philip Zimmermann, criador do PGP para criptografia de e-mail

Felipe Ventura Por

O Facebook sofreu alguns arranhões em sua imagem após o escândalo Cambridge Analytica. No entanto, as ações da empresa chegaram a um patamar recorde em poucos meses; Mark Zuckerberg é a quarta pessoa mais rica do mundo. Será que existe demanda para uma alternativa? O Openbook espera que sim.

O Openbook quer ser um concorrente do Facebook livre de propagandas e de rastreamento, conectando pessoas sem colocar em risco a privacidade. O projeto tem apoio de Philip Zimmermann, criador do PGP, conhecido software para criptografia de e-mail.

A nova rede social foi idealizada por Joel Hernández, engenheiro de segurança cibernética. Ele promete “código aberto, rastreamento zero, espionagem zero, anúncios zero”, segundo o Financial Times, e vai doar 30% da receita para a caridade.

O Openbook pretende ganhar dinheiro com “transações de bens físicos e digitais dentro da rede”, como um marketplace; e ajudando outras empresas a criarem redes sociais internas e auto-hospedadas com recursos adicionais.

Outras alternativas — como Ello e Diaspora* — tentaram concorrer com o Facebook, mas acabaram caindo no esquecimento. Hernández espera atrair usuários oferecendo uma ferramenta para migrar fotos, vídeos e conversas. Isso é possível graças ao GDPR, lei da União Europeia que obriga a portabilidade de dados.

O Openbook está arrecadando fundos através de uma campanha no Kickstarter. Este crowdfunding só receberá o dinheiro se atingir a meta inicial de € 100 mil (cerca de R$ 450 mil). Atualmente, ele está em pouco mais de € 12 mil; o prazo vai até meados de agosto.

Não é um início explosivo, especialmente porque muitos usuários preferem permanecer no Facebook. São 2,2 bilhões de pessoas acessando a rede social todo mês, e o número continua subindo — apesar de campanhas como #deletefacebook.

O Openbook planeja lançar sua primeira versão alpha em março de 2019.

Com informações: Financial Times.

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Daniel Alves Dias

Antigamente, mesmo nos tempos do orkut, as pessoas interagiam tanto virtual como real, no orkut vc tinha mais amigos que realmente conhecia que amigos que nunca viu pessoalmente, hoje, com o facebook, você tem um milhão de amigos, mas talvez conheça pessoalmente 25 delas.

Jackson R. Savage

Não custa nada dar uma chance á ela! Ou continuar no comodismo de sempre. Vocês decidem! (:

marcos_5000

Paradoxo de qualquer aplicativo/serviço/rede social... Já que isso acontece desde sempre. haha

Lisa

sempre existiram idiotas e sempre existirão

leoleonardo85

Por ai, as pessoas sempre foram como são hoje em dia, uma rede como FB só mostra isso de forma mais explicita.

leoleonardo85

Daqui um ano teremos uma matéria "Lembram do Open Facebook?"

Lisa

Não acho que o fb esteja diluindo o cérebro das pessoas, o fb é só a válvula de escape pro esgoto aparecer

Tori

Ótimo, mais um pra cair no esquecimento.

Ed. Blake

Touché.

Fábio Valentim

Continuo no twitter firme e forte, como twitteiro de raiz

Rod

Benefício da dúvida.

Mario Bros

Muitos tentaram, mas só VK conseguiu.

Daniel Alves Dias

Se não tenho mais nem interesse no facebook, quem dirá em outra "rede social". A bo$&* do fb tem diluído o cérebro das pessoas a anos, e a mídia ficou tão viciada nela que muitas vezes nos obrigam a logar no fb pra poder comentar em uma matéria, detesto essas redes sociais que nos tornam produtos.

Baidu feat MC Brinquedo

Paradoxo do Telegram! :)

Renan Alves

se eu nao confio em empresas que ganham dinheiro com meus dados e deixam isso explicito eu lá vou confiar em empresa que gasta e nao tem lucro

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