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Apple e Samsung lideram mercado de tablets, que continua em queda

O mercado vendeu 5 milhões de tablets a menos no segundo trimestre; Apple e Huawei cresceram

A cada dia, os tablets parecem estar ficando menos atrativos para os usuários. A categoria apresentou uma nova queda no segundo trimestre de 2018, segundo o IDC, e vendeu 5,2 milhões de unidades a menos que o mesmo período do ano passado.

Entre abril e junho, as empresas venderam somente 33 milhões de tablets, o que representa uma queda de 13,5%. E, nesse cenário, Apple e Samsung seguem como as líderes do mercado, ainda que com avaliações bem distintas.

iPad Pro deverá ser lançado em evento da Apple em setembro

A fabricante do iPad tem larga vantagem para suas concorrentes, com 34,9% do mercado. Em relação ao segundo trimestre de 2017, a companhia teve um ligeiro crescimento, ao vender cerca de 100 mil tablets a mais.

Por outro lado, a Samsung vendeu menos aparelhos. Na comparação com o segundo trimestre de 2017 e o mesmo intervalo de 2018, a empresa comercializou 1 milhão de dispositivos a menos. O desempenho indesejado representa uma queda de 16,1%.

Para os analistas, a Apple e a Samsung deverão impulsionar suas vendas com a chegada do novo iPad Pro, previsto para o terceiro trimestre, e do Galaxy Tab S4, lançado na quarta-feira (1º)

Veja o ranking de venda de tablets, segundo a IDC:

  1. Apple: 34,9% (em 2017, 29,%);
  2. Samsung: 15,1% (em 2017, 15,6%);
  3. Huawei: 10,3% (em 2017, 8,2%)
  4. Lenovo: 6% (em 2017, 5,7%);
  5. Amazon: 4,9% (em 2017, 6,4%);
  6. Outras marcas: 28,8% (em 2017, 34,2%)

Enquanto a Samsung cai, a Huawei se aproxima da segunda posição. A companhia chinesa foi a que mais cresceu entre as cinco primeiras do ranking, ao comercializar 300 mil unidades a mais que o registrado no segundo trimestre de 2017. A alta foi de 7,7%.

Segundo a IDC, a companhia vendeu quase metade de seus tablets na região da Ásia-Pacífico (exceto o Japão) e triplicou seu tamanho entre os tablets dois-em-um. A categoria, inclusive, poderá ser a responsável por um crescimento da categoria, segundo a IDC.

"Embora consumidores e empresas tenham mostrado interesse no modelo dois-em-um, aqueles que operam em orçamentos mais apertados tiveram poucas opções disponíveis", avalia Lauren Guenveu, analista de pesquisa sênior na IDC.