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Reconhecimento facial em aeroporto dos EUA flagra primeiro impostor

Sistema de reconhecimento facial apontou que passageiro de 26 anos usava passaporte de outra pessoa e, portanto, não era quem dizia ser

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47 semanas atrás

O Aeroporto Internacional Washington Dulles, nos Estados Unidos, começou a testar uma tecnologia de reconhecimento facial nesta semana. Demorou apenas três dias para o primeiro resultado aparecer: no dia 22, o sistema apontou que um rapaz de 26 anos de um voo vindo de São Paulo não era quem ele dizia ser.

reconhecimento facial

De acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, o indivíduo havia conseguido enganar autoridades aeroportuárias até se apresentar a um oficial do Aeroporto de Dulles, que usou o reconhecimento facial para validar a identidade do passageiro. No procedimento, o sistema apontou que o rosto dele não batia com a foto do passaporte.

Os agentes levaram o rapaz para uma verificação secundária e, nesse processo, perceberam que ele ficou bastante nervoso. Na inspeção realizada na sequência, os agentes encontraram um documento de identidade dentro do sapato do sujeito que indica que ele é do Congo. O rapaz chegou ao aeroporto usando o passaporte de um homem francês.

 O documento verdadeiro estava no sapato

O documento verdadeiro estava no sapato

A CBP explica que o principal objetivo do sistema de reconhecimento facial é “proteger os Estados Unidos de todos os tipos de ameaças”. Ele consegue combater um truque muito usado por quem tenta entrar ilegalmente no país: apresentar o passaporte legítimo de uma pessoa com fisionomia parecida à sua. Foi justamente o caso do congolês.

Mas a CBP também espera que a tecnologia ajude a agilizar os procedimentos de verificação de passageiros nos aeroportos. Em uma fase futura, há planos inclusive de permitir que os trâmites sejam realizados sem necessidade de cartão de embarque.

Quanto ao rapaz, os Estados Unidos tratam o uso de documentos de outra pessoa como uma violação grave de suas leis de imigração, portanto, ele poderá responder criminalmente. O congolês ficou detido durante a investigação do caso e, depois, deportado.

Além do Washington Dulles, a CBP está testando o sistema de reconhecimento facial em outros treze aeroportos norte-americanos.

Com informações: Engadget.

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