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Reconhecimento facial em aeroporto dos EUA flagra primeiro impostor

Sistema de reconhecimento facial apontou que passageiro de 26 anos usava passaporte de outra pessoa e, portanto, não era quem dizia ser

Emerson Alecrim Por

O Aeroporto Internacional Washington Dulles, nos Estados Unidos, começou a testar uma tecnologia de reconhecimento facial nesta semana. Demorou apenas três dias para o primeiro resultado aparecer: no dia 22, o sistema apontou que um rapaz de 26 anos de um voo vindo de São Paulo não era quem ele dizia ser.

reconhecimento facial

De acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, o indivíduo havia conseguido enganar autoridades aeroportuárias até se apresentar a um oficial do Aeroporto de Dulles, que usou o reconhecimento facial para validar a identidade do passageiro. No procedimento, o sistema apontou que o rosto dele não batia com a foto do passaporte.

Os agentes levaram o rapaz para uma verificação secundária e, nesse processo, perceberam que ele ficou bastante nervoso. Na inspeção realizada na sequência, os agentes encontraram um documento de identidade dentro do sapato do sujeito que indica que ele é do Congo. O rapaz chegou ao aeroporto usando o passaporte de um homem francês.

 O documento verdadeiro estava no sapato

O documento verdadeiro estava no sapato

A CBP explica que o principal objetivo do sistema de reconhecimento facial é "proteger os Estados Unidos de todos os tipos de ameaças". Ele consegue combater um truque muito usado por quem tenta entrar ilegalmente no país: apresentar o passaporte legítimo de uma pessoa com fisionomia parecida à sua. Foi justamente o caso do congolês.

Mas a CBP também espera que a tecnologia ajude a agilizar os procedimentos de verificação de passageiros nos aeroportos. Em uma fase futura, há planos inclusive de permitir que os trâmites sejam realizados sem necessidade de cartão de embarque.

Quanto ao rapaz, os Estados Unidos tratam o uso de documentos de outra pessoa como uma violação grave de suas leis de imigração, portanto, ele poderá responder criminalmente. O congolês ficou detido durante a investigação do caso e, depois, deportado.

Além do Washington Dulles, a CBP está testando o sistema de reconhecimento facial em outros treze aeroportos norte-americanos.

Com informações: Engadget.

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ToLima Duarte
Essa tecnologia NeoFace da NEC já em uso pela Receita Federal em alguns aeroportos do Brasil.
Caio Everton
Voltei de Chicago esses dias e todos os passageiros pareciam muito confusos com o procedimento. Apesar de ser meu primeiro voo internacional, pareceu meio overkill 8 agentes da CBP nos colocando pra passar por uma webcam na porta do terminal. Pelo menos agora sei o que era. Hahahaha
Caleb Enyawbruce
quem nao deve nao teme... mandem ver
Internet
Vale lembrar que o passaporte eletrônico (emitido no Brasil desde dezembro de 2010) tem informações biométricas (incluindo foto) salvas no microchip localizado dentro da capa.E é comparando com essa foto que e-gates liberam (ou não) a entrada do portador num país, por exemplo.
Trovalds
Just before departure, each international traveler’s photo is taken, by either CBP-owned cameras or equipment provided by the airlines or airport authority. CBP compares the photo with existing images from passports, visas and other travel documents, as applicable, in a secure environment using the Traveler Verification Service (TVS). These images include photographs taken by CBP during the entry inspection, photographs from U.S. passports and U.S. visas, and photographs from previous DHS encounters. See the TVS Privacy Impact Assessments (PIA) for more information.https://www.cbp.gov/travel/...
Emerson Alecrim
É, eu já modifiquei o texto. Valeu o feedback.
Ed. Blake
Eu fiquei confuso nessa parte também mas acho que a chave está aqui: "apresentar o passaporte legítimo de uma pessoa com fisionomia parecida à sua."Provavelmente o rosto do documento legítimo já estava numa base de dados usada para comparação do software.
Trovalds
Eles conseguem fazer escaneamento 3D de uma foto e comparar com o rosto da pessoa, é isso?
Harry Specter
Fica melhor se colocar "que vinha de". Linguagem menos rabuscada, texto mais claro. Também pensei que o rapaz era paulista, tive que voltar o texto depois de ler que ele veio do Congo.
Gabriel Naldis
Ficou meio confuso mesmo.
tuneman
“proteger os Estados Unidos de todos os tipos de ameaças”até mesmo de seus proprios cidadãos.
CaioWzy
Também entendi a mesma coisa, que era alguém de SP que havia fraudado a identidade.
joaofla123
Eu achava que proveniente ou procedente era alguém nascido em algum lugar. Falha minha!
Emerson Alecrim
Por que a confusão? Eu troquei porque acho que soa melhor, mas são sinônimos.
joaofla123
Não questionei a rota! O que me confundiu foi a palavra proveniente. A princípio pensei que se tratava de um paulista. Agora trocaram por procedente.
Bruno Feliciano
Ele pode muito bem ter vindo de algum país Africano até SP e depois seguido viagem para os EUA, já que o único país africano com voos diretos para Washington é o Marrocos.
joaofla123
O congolês viajou de São Paulo até lá, é isso?