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MinC terá R$ 100 milhões para fomentar a indústria brasileira de games

Na Game XP, o ministro da Cultura afirmou que o governo também deseja promover a diversidade no segmento

Victor Hugo Silva Por

O Ministério da Cultura (MinC) pretende lançar em breve uma política nacional de fomento à indústria de games. O anúncio foi feito neste domingo (9) durante a Game XP pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Segundo ele, serão investidos R$ 100 milhões para fortalecer a produção de jogos e de conteúdo em realidade virtual e aumentada. O valor também será usado para a aceleração de empresas, a formação de profissionais e a expansão da infraestrutura, bem como a realização de eventos ligados a games.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (Foto: Ronaldo Caldas/MinC)

Para isso, o MinC criou um grupo de trabalho no Conselho Superior de Cinema. O assunto foi levado para esta área porque o governo trata os jogos como produtos audiovisuais. No anúncio, Leitão defendeu o projeto por considerar o mercado de games uma “alternativa criativa e atraente” aos jovens com idade entre 18 e 24 anos.

Ele afirmou que o governo deseja não apenas fomentar a criação de games, mas promover a diversidade no setor. Financiado pelo MinC, o 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais indicou que as mulheres representam apenas 20,7% do total de trabalhadores da indústria digital.

De acordo com o ministro, algumas medidas já têm sido tomadas para alcançar maior equidade de gênero. Alguns editais já incluem, por exemplo, a exigência de que 50% dos projetos premiados sejam criados por mulheres. Além disso, há recortes étnicos e regionais.

A mesma pesquisa também apontou que as empresas do setor de games estão presentes em todo o país. No entanto, elas estão concentradas em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados que somam 41,6% do total.

O objetivo do programa, segundo Leitão, é que o incentivo ao setor digital se torne “uma política de Estado, não de governo” e que se consolide nas próximas gestões.

Com informações: Folha de S. Paulo, The Enemy.

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Diogo Vale

O pessoal está comentando que é uma coisa ruim, mas se eles fossem desenvolvedores de games eu queria ver se iriam reclamar.

Poderiam muito bem olhar o lado dos produtores , pois querendo ou não, desenvolvedores de games que atuam no Brasil estão conseguindo melhorar as coisas de alguma forma por aqui.

Leiam mais em : http://comofazerumjogo.com.br/ caaso queiram entender melhor como funciona.

Felipe Costa Gualberto

Oba! Muito melhor 100 milhões em jogos que em saúde!

Vitor Hugo

(mas eu já esperava que você ficasse argumentos mesmo, acontece quando você tá errado)

Vitor Hugo

KKKKKKKKKKKKKK olha o que tu tá falando. quem tá sem argumentos? e tu correu pro "lacração" bem mais rápido que eu esperava rsrs

johndoe1981

Lixo ideológico lacrador.

johndoe1981

Hahaha, jogou a carta coringa do "cheque seu privilégio", até que demorou rsrs
Geralmente quando se joga essa carta, é porque os argumentos acabaram aí tem que apelar pro vitimismo e pro emprego de falácias. Quando reencontrar argumentos e não basear o seu raciocínio unicamente em vitimismo, coitadismo e lacração, quem sabe não possamos retomar a discussão.

Fábio Silva De Souza Filho

Gente do céu... quanta coisa... olha só, se o produto final for bom, o gamer mesmo ta pouco se lixando se o criador é homem/mulher/cachorro/gato. Ponto final, o resto é discussão irrisória nesse campo.

johndoe1981

Sem mais, Meritíssimo.

Vitor Hugo

Chorou muito, mas chorou feio, melhore!

PS: realmente dói tanto perder o privilégio? kkkkkkkkkkkkk

johndoe1981

Lacrou pouco mas lacrou bonito, isso aí!

Christian_Silva

Vc discursou sobre aumentar participação das mulheres na área de exatas, mas nada disso garante aumento de qualidade de jogos. Não há relação. O que existe é competência, não importa em que área seja ou o que a pessoa tenha entre as pernas.

Vitor Hugo

Sou da área de exatas sim. Sou bacharelando em Ciência da Computação pela UFRJ. Só que além de ver a sala com menos mulheres, eu também tento entender no porquê disso. Não é só questão de "aptidão, vocação, satisfação ou como você queira chamar". É uma área que as mulheres procuram menos simplesmente pq é mais difícil pra elas serem aceitas. E não digo de entrar na faculdade, mas de serem aceitas pela sociedade nesse campo mesmo.

Nesse período eu tive no máximo 10 calouras e TENHO CERTEZA que elas vão ouvir gracinhas durante a graduação e até depois de formadas que eu nunca ouvirei pq não sou mulher. Eu vejo professores e outros alunos subestimando a capacidade delas. Eu tive alguns professores e colegas de curso machistas e assediadores, o que OBVIAMENTE contribuiu pra evasão das mulheres que entraram no meu período e nos outros antes e depois do meu.

Além disso, como eu disse, elas são desde sempre ensinadas (talvez não diretamente, mas também por coerção social) a simplesmente não irem por esse caminho. Ainda é visto como "coisa de homem". Não caia no discurso simplista de dizer que elas "tem mais vocação pra ciências sociais ou da natureza". Saímos do racismo biológico pra cairmos no "machismo biológico"?

Só se muda esse cenário com estímulos para atrair mulheres para a área. Por isso empresas/editais que promovem a diversidade são importantes, entende? Então a longo prazo, essa proposta vai sim melhorar a qualidade dos jogos produzidos no Brasil, e ainda vai trazer mais estímulos para a participação de mulheres na área.

Eduardo Costa

Não é questão de desigualdade colega, acredito que você não seja da área de exatas, porque se fosse talvez soubesse que em qualquer turma de engenharia elétrica, engenharia mecânica, computação e afins, 10% dos estudantes são do sexo feminino. Minha turma de computação na faculdade no PRIMEIRO semestre tinham 5 mulheres em uma sala com 60 alunos. Não sei exatamente o motivo, mas poderia supor que a maioria das mulheres tem uma vocação maior para ciências humanas e de saúde, sei lá, enfim, ninguém estava lá obrigado, escolheu a área que tinha maior aptidão, vocação, satisfação ou como você queira chamar.
Você não vai estimular o mercado de games OBRIGANDO que 50% das premiações sejam para mulheres pelo simples motivo que não tem mercado pra isso! O que vai acontecer é que jogos bem qualificados que poderiam ser premiados ficarão de fora porque a premiação TEVE que ser dada para um outro jogo possivelmente de pior qualidade por falta de concorrente! "Prêmio" por definição indica merecimento, você ganha porque fez melhor, independente de sua raça, gênero, escolha sexual, religião ou o que quer que seja, se começarem a criar "cotas de prêmios", que mudem o nome e chamem de "subsídio", "incentivo as minorias", "cota social", "cota racial" ou o que quer que seja, não se premia ninguém por obrigação.
Concordo com o amigo de cima, meteu o MinC na história, começa o mimimi e lacração, só quem perde é o usuário final.

Vitor Hugo

ingenuidade é pensar que essa tua forma de imaginar o mundo não é o que causa boa parte do atraso de hoje em dia. ao ser contra as tentativas de equiparação das desigualdades, você está sendo a favor da manutenção das mesmas. simples, não?

johndoe1981

Diversidade não pode ser simplesmente forçada, é ingenuidade demais achar que isso se resolve com cotas, na base do decreto. Deviam selecionar os jogos exclusivamente pela qualidade, pelo mérito, independente do gênero, etnia ou região dos desenvolvedores.

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