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Apple Watch Series 4: focando mais em saúde

Nova geração do smartwatch da Apple possui tela maior e mudanças no design, mas as maiores novidades são ligadas à saúde

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13/09/2018 às 03h24
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Direto de Cupertino — Além de apresentar os novos iPhones XS, XS Max e XR, a Apple atualizou seu relógio inteligente. O Apple Watch Series 4 tem uma tela maior, um hardware mais potente e otimizações na bateria, mas o foco mesmo é em saúde: ele chama a emergência quando você cai, te ajuda a respirar melhor e faz até eletrocardiogramas.

E o que mais tem de novo? Eu fui conhecer o smartwatch de perto e conto todos os detalhes nos próximos parágrafos.

Em vídeo

Novidades do Apple Watch Series 4

Diferente dos iPhones, que ganharam apenas mudanças pequenas em relação à geração anterior, o Apple Watch Series 4 recebeu boas novidades. Só de olhar, dá para encontrar a primeira: o tamanho físico do relógio não mudou tanto, indo de 38 mm para 40 mm e de 42 mm para 44 mm, mas a tela está notavelmente maior, o que permite exibir informações mais detalhadas nos mostradores.

Apesar do aumento no tamanho, todas as pulseiras continuam compatíveis com todas as gerações de Apple Watch, o que é ótimo principalmente para quem gastou dinheiro com as mais sofisticadas, como as metálicas com estilo milanês (as mais bonitas, na minha opinião) ou as de couro, que custam mais de mil reais no Brasil.

A coroa digital, que não tem mais aquela verruguinha vermelha na versão com 4G, agora traz um feedback háptico: ela dá uns “cliques” à medida que você gira o botão. E também serve para outro recurso muito destacado pela Apple: o eletrocardiograma.

O funcionamento é simples: basta abrir o aplicativo de eletrocardiograma, colocar o dedo indicador na coroa digital e esperar cerca de 30 segundos. O Apple Watch mede os impulsos elétricos do seu coração, gera o eletrocardiograma e pode identificar uma possível fibrilação atrial, uma arritmia que está associada a um risco maior de acidente vascular cerebral.

A Apple diz que este é o primeiro dispositivo com eletrocardiograma vendido ao consumidor com autorização da FDA, o equivalente à nossa Anvisa. Por enquanto, isso é só uma promessa: o recurso não estava disponível nas unidades que eu testei e deve chegar só aos Estados Unidos até o final do ano. Mas mostra que a Apple ensaia planos mais ambiciosos na área médica, com funções que podem causar impacto até no mercado de planos de saúde, por exemplo.

Também existem outras tecnologias relacionadas à saúde. Quando o Apple Watch detecta uma queda, por exemplo, ele te manda um alerta, meio que perguntando se está tudo bem. Caso você não interaja com a notificação e fique imóvel por 60 segundos, o relógio se encarrega de avisar os contatos mais próximos e ligar para o serviço de emergência, o que pode ser útil especialmente com pessoas de idade mais avançada.

Para quem corre, o Apple Watch se tornou bem mais interessante. Com o watchOS 5, é possível ver a cadência de passos e configurar alertas de ritmo — um recurso que sempre esteve disponível em relógios de corrida, mas que por algum motivo não existia no smartwatch da Apple. Outra notícia boa é que a Apple melhorou a bateria: agora dá para monitorar uma atividade com o GPS por até seis horas, o que já é suficiente para registrar uma maratona e continuar usando o relógio por mais um tempo.

Quando chega?

Nos Estados Unidos, o Apple Watch Series 4 começa a ser entregue no dia 21 de setembro com preços a partir de US$ 399 — ou seja, ele é mais caro que as gerações anteriores, que iniciavam em US$ 349. Quem quiser a versão com 4G integrado não vai gastar menos de US$ 499, além da taxa adicional mensal para ativar o serviço na operadora.

O preço no Brasil ainda não foi divulgado, mas a Apple seguiu por caminhos inversos com a geração anterior: lá fora, o Apple Watch Series 3 teve o valor reduzido para US$ 279; por aqui, onde a cotação do dólar deu uma guinada nos últimos meses, o preço inicial subiu de R$ 2.599 para R$ 2.899.

Paulo Higa viajou para Cupertino, Estados Unidos, a convite da Apple.