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Uber pagará multa de US$ 148 milhões após encobrir vazamento de dados

Em outubro de 2016, um vazamento afetou a privacidade de milhões de usuários do Uber. Para evitar que o fato se tornasse notícia, a empresa decidiu pagar US$ 100 mil aos invasores. Como consequência do caso, ela terá de arcar com uma multa de US$ 148 milhões.

A decisão faz parte de um acordo do Uber com os 50 estados americanos e o Distrito de Columbia. Com ele, a empresa admite sua responsabilidade pelo vazamento de dados de 50 milhões de passageiros e de 7 milhões de motoristas.

O Uber também se compromete a informar eventuais incidentes que ocorram daqui para frente. Em 2016, ao saber do ocorrido, a empresa não revelou a situação aos usuários e pagou cibercriminosos para que eles apagassem as informações que tinham obtido.

A situação só foi revelada em novembro de 2017 pelo então recém-empossado CEO, Dara Khosrowshahi. Segundo ele, o vazamento envolveu dados como nomes, e-mails e números de telefone. A resposta da empresa foi demitir seu diretor de segurança, Joe Sullivan.

Para Xavier Becerra, procurador-geral da Califórnia e um dos líderes da ação movida contra o Uber, a decisão de encobrir o vazamento de dados de milhões de usuários é uma “violação flagrante da confiança do público”.

“A empresa falhou em proteger os dados dos usuários e notificar as autoridades quanto eles foram expostos. Consistente com sua cultura corporativa na época, o Uber varreu a brecha para debaixo do tapete em deliberada desconsideração da lei”, afirmou.

Segundo Tony West, diretor jurídico do Uber, a empresa tem trabalhado para melhorar a segurança dos usuários. Em nota publicada no site da companhia, ele citou a contratação do diretor de privacidade, Ruby Zefo, e do diretor de confiança e segurança, Matt Olsen.

“Continuaremos a investir em proteção para manter nossos consumidores e a investir em proteção para manter nossos clientes e seus dados seguros”, disse West. “Estamos comprometidos em manter um relacionamento construtivo e colaborativo com governos de todo o mundo”.

O acordo obriga o Uber a oferecer mais informações sobre privacidade em seu aplicativo. Além disso, a cada trimestre nos próximos dois anos, a empresa precisará repassar aos estados qualquer “incidente de segurança de dados”.

Com informações: TechCrunch, Ars Technica.