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Uma olhada de perto no Motorola One

Motorola One é um smartphone não tão caro com atualizações garantidas de Android

Paulo Higa Por

O Motorola One é o primeiro aparelho com Android One a chegar ao Brasil. Lançado nesta quinta-feira (4) com preço sugerido de R$ 1.499, ele tem hardware de celular intermediário e uma tela de 5,9 polegadas com notch, em um formato e tamanho que lembra muito um certo smartphone.

A principal característica é o fato de ele fazer parte do programa Android One, que garante atualizações de Android por dois anos e correções mensais de segurança por três anos. Isso significa que o Motorola One vai receber o Android 9.0 Pie e também o Android Q. Eu fui conhecer o produto de perto e conto minhas impressões nos próximos minutos.

Em vídeo

Primeiras impressões

O Motorola One é um típico celular intermediário de 2018: ele é bem acabado, tem uma traseira de vidro e adora impressões digitais. Goste você ou não, há um entalhe na tela para abrigar a câmera frontal e o alto-falante, mas a Motorola manteve uma espécie de “queixo” na parte inferior para estampar sua marca.

A tela é uma LCD de 5,9 polegadas com resolução HD+ (1520×720 pixels). A definição é bastante satisfatória, mas é claro que fica abaixo de alguns concorrentes do mesmo segmento, notavelmente o Zenfone Max Pro (que já entrega um painel Full HD+) e até dentro da própria Motorola: mesmo o Moto G6 tem um display com resolução melhor. As cores agradam, mas o brilho parece não ter tanta força quanto deveria.

Apesar de fazer parte do Android One, o aparelho não roda exatamente um Android puro. A Motorola inclui alguns recursos conhecidos da linha Moto, como o Moto Tela, que mostra prévias de notificações com o aparelho em standby; o Moto Ações, que permite abrir a câmera ou ligar a lanterna chacoalhando o celular; e um aplicativo da Dolby com efeitos de som.

A câmera frontal é de 8 megapixels e tem um flash LED pra tirar selfies em ambientes com pouca luz. A câmera traseira é dupla, com um sensor principal de 13 megapixels e abertura f/2,0 e um secundário de 2 megapixels. Essa câmera secundária serve para capturar retratos com fundo desfocado — e vale um teste mais aprofundado do recurso, já que alguns aparelhos da Motorola não eram bons nesse quesito.

O hardware fica dentro do esperado para um celular dessa categoria, embora decepcione devido ao Snapdragon 625, um processador com dois anos de mercado (e adotado exaustivamente por aparelhos de 2016 e 2017). Embora seja melhor que o Snapdragon 450 do Moto G6, fica a impressão de que a Motorola poderia ter caprichado mais. O conjunto é acompanhado de 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento com possibilidade de expansão e bateria de 3.000 mAh.

Por fim, o preço de R$ 1.499 do Motorola One me surpreendeu positivamente: esse é quase o valor do produto na Europa, onde o smartphone foi lançado por 299 euros (R$ 1.433 em conversão direta). No evento de lançamento, funcionários da Motorola negaram que esteja havendo qualquer tipo de subsídio do Google — que sediou a coletiva de imprensa em seu escritório em São Paulo.

Considerando que os preços dos smartphones aumentaram significativamente em 2018 devido à disparada do dólar e que o valor deve cair no varejo com o tempo, é provável que estejamos diante de um custo-benefício interessante no segmento de celulares intermediários.

Review completo

O review completo do Motorola One será publicado nas próximas semanas. O que você quer saber sobre ele?

Ficha técnica do Motorola One

  • Tela: 5,9 polegadas, HD+ (1520×720 pixels), 287 ppi, proporção 19:9, LCD IPS LTPS
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 625, chip gráfico Adreno 506
  • RAM: 4 GB
  • Armazenamento: 64 GB expansível por cartão microSD de até 256 GB
  • Bateria: 3.000 mAh com carregamento rápido 15 W
  • Câmera traseira dupla: sensor principal de 13 MP, pixels de 1,12 μm, autofoco por detecção de fase (PDAF), abertura f/2,0 + sensor de 2 MP para detecção de profundidade com abertura f/2,4
  • Câmera frontal: 8 MP, abertura f/2,0, pixels de 1,12 μm
  • Sistema operacional: Android 8.1 Oreo com atualização garantida para Android 9 Pie e Android Q
  • Portas: USB-C, entrada de 3,5 mm para fones de ouvido
  • Conectividade: Wi-Fi 802.11a/b/g/n dual-band, Bluetooth 4.2, NFC, localização (GPS, AGPS, GLONASS, Galileo), dual SIM
  • Sensores: leitor de digitais na traseira, acelerômetro, bússola, giroscópio, proximidade, luz ambiente
  • Dimensões: 150x72x7,97 mm, 162 gramas

Comentários

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Ricardo Miguel Voss

Realmente meu amigo, MOTOROLA NUNCA MAIS!
Tenho um Moto Z1, a bateria descarrega em 4 horas, problema na placa principal, desliga sozinho a cada meia hora e só serve de peso para papel visto que o wi-fi e Bluetooth pararam de funcionar também.
Infelizmente ainda comprei fora do brasil, e a motobosta do brasil disse que não me atende, fazem de conta que são de outra empresa. NEM COMIGO PAGANDO O CONSERTO, não querem por a mão por já conhecerem o erro de projeto. Então dizem que foi fabricado fora do brasil e não podem fazer nada.
Motorola nunca mais!

Celso
Apesar de fazer parte do Android One, o aparelho não roda exatamente um Android puro. A Motorola inclui alguns recursos conhecidos da linha Moto, como o Moto Tela, que mostra prévias de notificações com o aparelho em standby; o Moto Ações, que permite abrir a câmera ou ligar a lanterna chacoalhando o celular; e um aplicativo da Dolby com efeitos de som.

Esse ponto de vista está um tanto equivocado.
Não é que o aparelho é do programa Android One, que o Android é igual o de um Google Pixel.
Não é exclusividade da Motorola o app de Câmera ser o dela e não o Google Camera.
Não é exclusividade da Motorola o app Moto Ações estar incluído.
Não é exclusividade da Motorola ter um widget proprietário num aparelho do programa Android One.
Todas as OEMs que lidam com um aparelho nesse programa ainda tem que colocar algo que é delas no software, pra novamente seguir alguma resolução da Open Handset Alliance ou da própria Google de que nenhuma compilação do Android em um smartphone de uma fabricante é igual a outra, por mais que o Android utilizado siga as diretrizes da Google e do AOSP (que é o que chamam de Android Puro).
Porque, afinal, o One é mais aparelho da Motorola do que da Google, diferente dos Google Pixels, que são mais aparelhos da Google do que da HTC.

Quem tem um Xiaomi Mi A1, Xiaomi Mi A2 ou Nokia 7 Plus não percebeu que o app de Câmera é o da própria fabricante, e ainda tem um app de Suporte da própria fabricante incluído?
Então porque estão atacando a Motorola?

Celso

A Google desenvolverá a atualização junto com a Motorola.
Não é a Google que vai fazer tudo sozinha.

Talhes Djain

Sem brigas o europeu ganha em Euro então 299 euros é bem mais fácil até para se pagar que os 1499 reais de quem ganha em reais.
Neste caso creio que você Higa deveria levar em conta sem avaliar câmbio, poxa você um cara mega inteligente agindo como a maioria que converte sem imaginar moeda e gastos locais.

Gesonel o Mestre dos Disfarces

Só peca por não ter NFC, entrada usb antiga e vidro facilmente arranhável.

Jarbas Coqueiro

Por metade do preço seria interessante

Jhefferson Riddle

Eu sei que é vacilo da Motorola ter colocado Snapdragon 625, tela HD+ e apenas 3.000 mah, mas já notaram que o preço é quase o mesmo lançado lá fora em uma conversão direta. Então tal vez teria sido interessante a Motorola ter trago o Moto One Power que esse sim compete com outros.

Eduardo

Motorola já se perdeu faz tempo

Zé Colmedia

1319,00 hoje.

Zé Colmedia

Eu não diria vergonha mas tá recebendo o destaque que não merece.

Zé Colmedia

Top! Espero em breve ter um desse.

Zé Colmedia

Aguarda uns 3 meses, acompanha reviews e comentários de quem comprou, além de você pegar ele mais barato terá uma real noção se o aparelho é bom ou não.

Zé Colmedia

Concordo plenamente com você. Expus apenas minha preferência.

Vitor

Um celular que todos esperavam vir como um top de linha e simplesmente apareceu algo pior que o Moto G4.

A pessoa que autorizou o lançamento dessa joça deveria ser demitida.

R0gério

O que me deixa mais impressionado é que o estoque do SD625 nunca acaba. :D

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