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O que é bitcoin, como comprar e acompanhar a cotação

Bitcoin é menos complicado do que parece: é possível (com um certo investimento) comprar ou minerar a criptomeda

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10/10/2018 às 15h01
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Muita gente torce o nariz ao ouvir esse nome: bitcoin. Alguns, por não confiarem na criptomoeda, outros por simplesmente não entenderem como ela e outras tantas funcionam. Entretanto, entender o que é bitcoin e sua relação com blockchain não é muito difícil e, além disso, adquiri-la e negocia-la não é nenhum bicho de sete cabeças.

Bitcoin / Andre Francois / Unsplash

Afinal, o que é bitcoin?

O bitcoin é uma moeda, mas não como o dólar ou o real: ela é absolutamente virtual e não possui representação física (as moedas acima são só ilustração). Você não vai pegar sua carteira para pagar o almoço com algumas notas ou cédulas de bitcoin, mas ainda assim poderá efetuar transações. O método só é um pouco diferente.

Assim como litecoin, monero e dogecoin, o bitcoin é uma criptomoeda. Ela não é controlada por nenhum Banco Central ou casa de câmbio tradicional (o que por si só é fonte de muita desconfiança) e é gerada de forma descentralizada, através de milhares de computadores que utilizam o poder computacional para realizar os cálculos.

É o blockchain!

A rede trabalha para resolver uma série de problemas matemáticos, o que no fim leva à criação de um bitcoin. Nessa parte entra em ação o blockchain, uma rede de blocos encadeados que armazenam com extrema segurança (encriptados) todas as transações financeiras do bitcoin e outras criptomoedas. O conceito do blockchain, no entanto, está começando a ser empregado no próprio setor bancário tradicional e em outras áreas.

Blockchain / Bitcoin / Hitesh Choudhary / Unsplash

O blockchain serve para garantir a autenticidade das operações de mineração e evitar que as informações sejam adulteradas ou copiadas. Assim, uma pessoa não terá como, por exemplo, gastar o mesmo BTC duas vezes (visto que o bitcoin não existe fisicamente) ou adulterar valores de transferências, entre outras coisas.

Esse processo de verificação dos blocos válidos (que acontece com as operações matemáticas, quebrando blocos de criptografia) dá origem a cadeia do blockchain e é conhecido como “mineração de criptomoedas”. Os donos dos computadores responsáveis pela criação de uma nova unidade de bitcoin ficam com uma fração dele.

Uma vez de posse dos fragmentos de bitcoin, você poderá gasta-los com quem já aceita a moeda virtual ou convertê-los em moedas tradicionais como dólar, euro ou real.

Como posso comprar bitcoins?

O procedimento mais “simples” de adquiri-los é comprar bitcoins em sites especializados. No Brasil, os mais confiáveis são o Foxbit, o Mercado Bitcoin e o Bitcoin to You, que trabalham com uma quantidade mínima bem baixa para começar a investir.

Com um mínimo de R$ 100 já é possível adquirir frações e os três sites possuem alta liquidez, dessa forma você poderá vender suas moedinhas virtuais facilmente quando ela renderem. Como o valor da moeda virtual está nas alturas (1 BTC = R$ 24.132 – 10/10/2018) a maior parte dos investidores iniciantes só conseguirá adquirir algumas poucas frações.

Bank Bitcoin / Pexels

Como minerar bitcoins?

A segunda opção é minerar a criptomoeda, e há mais de um método para isso.

O primeiro e mais trabalhoso (e custoso) consiste em utilizar o software oficial e seu próprio computador para fazer os cálculos, o que consome uma grande quantidade de energia. A maioria dos usuários que preferem esse método montam computadores potentes com placas de vídeo de última geração, ou racks enormes para agilizar os cálculos e adquirir as frações de bitcoin mais rapidamente.

É desnecessário dizer que tal método exige um investimento enorme e o retorno financeiro nem sempre é satisfatório, mas muitos ainda se arriscam.

Pool de Bitcoin

A melhor opção para principiantes é ingressar num “pool” que reúne mineradores individuais, como o Slush. Quando um bloco de mineração é finalizado, todos aqueles que contribuíram com os cálculos recebem uma fração, descontada uma taxa. No entanto, é preciso escolher um proprietário de “pool” confiável: isso porque ele pode simplesmente escolher ficar com os bitcoins para si e não repassar nada, já que o sistema entrega as moedinhas diretamente para o proprietário original da pool.

Em suma, o mercado de BTCs pode ser tão arriscado quanto o de ações.

Ou mais, já que ele não é regulado.

Como faço para acompanhar a cotação do bitcoin?

Agora que você já tem suas criptomoedas, é hora de acompanhar o mercado para saber a hora de comprar ou vender. Há uma série de sites especializados em informar a cotação, entre os mais e menos confiáveis (incluindo o Google, basta digitar “bitcoin”).

bitcoin-002

Destaca-se o CoinMarketCap: um dos mais completos, que informa de maneira clara a cotação atual do bitcoin e de uma série de outras moedas virtuais. Na página inicial, lista quantas existem e acredite, são muitas. Veja também quanto vale o mercado atual e um ranking das moedas mais lucrativas, sendo uma poderosa ferramenta para quem quer investir a sério.

Já para quem deseja apenas saber quanto tem na carteira virtual em reais, uma boa pedida é usar o BitValor. A plataforma compara o valor da moeda brasileira com o BTC e os dólares comercial e turismo, além de informações sobre a Bolsa de Valores e o valor do ágio em relação ao mercado externo, entre outras coisas. É um bom auxílio para quem pretende viajar para o exterior e gastar suas criptomoedas durante as férias.

Sites como Blockchain.infoBitInfoCharts também são interessantes, ao oferecerem ferramentas como carteiras virtuais e consulta ao blockchain. De qualquer forma, quem pretende investir nesse mercado tem uma vasta gama de opções e ferramentas.

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