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Vivo e Oi poderão reduzir investimento em orelhões para melhorar 4G

Plano Geral de Metas de Universalização permitirá que Oi e Vivo levem 4G para 1.470 distritos

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17/10/2018 às 14h38

Qual foi a última vez que você usou (ou mesmo viu) um orelhão? Eles estão em desuso por conta da popularização do celular, mas as operadoras Oi e Vivo são obrigadas a efetuar manutenções para manter os telefones públicos funcionando. Uma nova lei poderá realocar esses recursos para a expansão de rede 4G.

Foto por Barbara Eckstein/Flickr

O Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) deverá ser enviado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ainda essa semana para ser decretado pelo presidente Michel Temer. O plano deverá flexibilizar as regras de universalização e os investimentos serão direcionados para levar 4G para 1.470 distritos: cada um receberá uma estação rádio-base em até quatro anos. De acordo com o Teletime, o valor está estimado em R$ 600 milhões.

Não é a primeira vez que as operadoras tentam realocar os investimentos de orelhões: no passado, a Oi fez um piloto que transformava o telefone público em hotspot Wi-Fi. Essa era uma ideia que também foi abraçada pela própria Anatel, mas a proposta não vingou.

Os telefones públicos ainda são muito importantes em alguns vilarejos onde linhas móveis e fixas não chegam. Se a substituição pelo 4G for feita adequadamente, moradores desses locais serão beneficiados, uma vez que esses lugares também teriam acesso à internet e as pessoas poderiam falar entre si, algo difícil onde existe apenas um único orelhão.

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