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Saraiva fecha 20 lojas, incluindo toda a rede iTown para produtos da Apple

iTown era revendedora de produtos da Apple, como iPhones e MacBooks; Saraiva deixará de vender produtos de tecnologia

Felipe Ventura Por

A Saraiva anunciou nesta segunda-feira (29) o fechamento de 20 lojas, de acordo com o PublishNews. Isso inclui todas as 8 unidades da rede iTown, revendedora autorizada da Apple no Brasil para iPhones e MacBooks. A empresa também deixará de vender produtos de tecnologia, como celulares e laptops, oferecendo-os apenas via marketplace.

Loja da iTown no BarraShopping, Rio de Janeiro

Segundo o MacMagazine, a Saraiva fechou todas as 8 lojas da rede iTown de uma só vez, e a grande maioria dos funcionários foi dispensada. As unidades estavam localizadas no Rio de Janeiro, Natal, Salvador, Recife, Goiânia e Vitória.

O leitor Hallekeyxis Vaz publicou no Twitter uma foto da loja iTown em Goiânia. O aviso na fachada diz: “caros clientes, a loja iTown Flamboyant Shopping encerrou suas atividades. Em caso de assistência técnica, procure a Saraiva”.

O Tecnoblog telefonou para todas as lojas iTown no Brasil. Delas, apenas as unidades no Barra Shopping (Rio) e no Shopping Riomar Recife atenderam o telefone. As outras — no Natal Shopping, Shopping da Bahia, Salvador Shopping, Shopping Recife, Flamboyant Shopping e Shopping Vitória — não respondem mais.

Em comunicado, a Saraiva confirma que não venderá mais produtos de tecnologia. Os itens de telefonia e informática passarão a ser oferecidos apenas via marketplace, isto é, por lojas de terceiros. Isso significa que ela não vai mais manter um estoque próprio de celulares nem laptops.

https://twitter.com/hallekeyxis/status/1056902336315043841

Saraiva está endividada com mercado em crise

No caso da iTown, talvez seja um momento difícil para vender produtos da Apple, que se tornam cada vez mais inacessíveis no Brasil. O iPhone X foi lançado por R$ 6.999; o novo MacBook Pro começa em R$ 16.199. As margens de lucro podem ser altas, mas o volume de vendas deve ser pequeno para justificar uma loja restrita a essa atividade.

Além disso, a Saraiva está em apuros. Ela tem uma dívida de R$ 284 milhões que demoraria quase 12 anos para ser quitada, segundo a Folha. Um de seus fornecedores pediu a falência da empresa no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E ela não pode vender e-books da Bookwire, principal distribuidora no Brasil, porque não paga pelo catálogo desde janeiro.

O mercado editorial como um todo está em crise. A Livraria Cultura pediu recuperação judicial e encerrou as atividades da Fnac no Brasil, incluindo a loja online. A Laselva, por sua vez, quebrou. O faturamento das editoras brasileiras despencou 22% entre 2014 e 2017.

No comunicado ao Tecnoblog, a Saraiva diz que fechou lojas “ante os desafios econômicos e operacionais do mercado e indicadores que retratam uma mudança na dinâmica do varejo”. Agora são 84 lojas físicas no total; eram 103 no final do ano passado. A empresa nota que inaugurou quatro unidades este ano em Cuiabá, Rio de Janeiro e Olinda (PE).

Daqui em diante, a Saraiva vai focar sua atenção no mercado de livros, mas continuará a vender produtos de papelaria, games, filmes e música.

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Fagner Ribeiro

O Kidnle tem o forte apelo do preço. Mas a experiência no geral é ruim. No Kindle todos os livros são exatamente iguais, até nas fontes. Qual diferença de abrir o livro A na pagina 50 e o livro B na pagina 50 num Kindle? Nenhuma. No mundo físico cada livro é diferente. Tem fontes diferentes, diagramação diferente, margens estrutura, cor de página. Enfim, no mundo físico cada livro tem uma certa "identidade",que não acontece no grande mundo TXT dos e-books. Por isso que desapeguei e botei no OLX meu Kindle no início desse ano.

Felipe Liʍa

pessoal quer celular!

Felipe Liʍa

mas ate a SARAIVA ta "falindo"

Tiago Sousa

Tendencia é irem acabando e a Amazon dominar o Mundo, como faz la fora. Você entra em quase todos os sites como Americanas, Submarino, Shoptime, Magazine Luiza, dessas que nos temos Cartão de Credito deles e não consegui quase desconto nenhum porque só tem Marketplace, difícil você achar alguma coisa que o própria dona do site esteja vendendo, mas se acha algo ainda...

Rod

Credo

𝕵𝖆𝖈𝕶 ⚡𝖎𝖑𝖘𝖆𝖓

Descobri que na França há leis que obrigam a haver "preço fixo"... Talvez algo parecido fosse a solução por aqui.

Rafael Rocha

Resisti muito tempo para substituir CD's por música digital, mas o fato de o Play Music ter um catálogo muito grande (inclusive de singles antigos) finalmente me venceu. Ainda assim, sou do tipo que prefere mídia física. Jogos e blu-ray, por exemplo, não troco por digitais. E ainda prefiro os livros de verdade aos digitais... Embora não negue que além da questão espaço, também preserva mais o meio ambiente.

Rod

Fazer o que, pessoal quer sempre pagar menos.

Eduardo

Kindle é muito bom, mas há limitações em livros com gráficos entre outros detalhes em que tive que procurar livros impressos. Acho que há como unir o melhor dos dois mundos, físico e digital.

Eduardo

Eu tenho um Kindle da Amazon, mas confesso que prefiro imensamente um livro físico. É muito bom você dedilhar cada folha, sentir a textura e o cheiro de cada página, além de um bom conteúdo. O Kindle fica para emergências ou coisas corriqueiras.

Fred

Ainda bem que o site deles disse que já mandaram meu X1X pra transportadora... Depois que eu receber e estiver tudo OK, podem quebrar em paz

Victor Hugo

😂😂😂😂😂😂

Yamaha Mt-09
Wellington Gabriel de Borba

Não sei, para quem tem o hábito da leitura acho que os livros não acabam tão cedo. O que acontece é que de fato as outras mídias estão desaparecendo devido os equivalentes totalmente digital. Tanto é que todo mundo que conheço usa sem problema nenhum Netflix, Spotify, Youtube, usam os aplicativos de revistas. Mas livros, ninguém se acostumou muito com os digitais, de todo mundo que eu conheço que tem hábito da leitura, só uma pessoa que usa um Kindle.

Zanac_Compile

Não sei...
Só sei que livrarias estão com os dias contados, independente de cartel e tudo mais...
Praticamente...
Ninguém mais compra livros...
Ninguém mais compra revistas...
Ninguém mais compra CDs de músicas...
Ninguém mais compra DVD/Bluray...
Ninguém mais compra mídia de games...
E essas são as essências de uma livraria dessas. Tão quebradas !!

Eu entro na GEEK da Cultura e compro um livro legal pro meu guri, compro revistas em quadrinho, compro camiseta nerd, compro jogo de tabuleiro, consumo um monte de coisas ainda. Mas virou muito NICHO... tá morrendo.

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