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TIM, Vivo e Claro podem comprar Nextel com nova regra da Anatel

Claro, TIM e Vivo não podiam comprar Nextel porque já estavam com máximo de frequência permitida pela Anatel

Felipe Ventura Por

A Anatel aumentou o limite máximo de espectro que uma operadora pode deter, conhecido como spectrum cap. Isso abre caminho para que TIM, Vivo e Claro possam comprar a Nextel no Brasil. A empresa acumula prejuízos e já vem se preparando para uma futura aquisição.

Loja Nextel

Amos Genish, CEO da Telecom Italia e fundador da GVT, vem estudando comprar a Nextel há algum tempo. O conselho de administração da operadora se reuniu em setembro para discutir o assunto. Rumores dizem que Vivo e Claro também estão interessadas.

No entanto, Claro, TIM e Vivo já estavam com o máximo de frequência permitida pela Anatel. Se elas comprassem a Nextel, teriam que devolver parte do espectro, e o negócio não valeria a pena.

A agência abriu uma consulta pública em março para discutir possíveis mudanças na regulamentação, já que isso diminuiria a concorrência. Como lembra o TeleSíntese, “quanto maior a quantidade de frequência em poder de uma operadora, menos empresas podem competir no mercado, visto que o espectro é um bem limitado e finito”.

Anatel aumenta spectrum cap para até 40%

A mudança do spectrum cap agora é oficial. Dessa forma, a Anatel está admitindo uma concentração no mercado de telefonia celular, ao permitir uma possível compra da Nextel e da paranaense Sercomtel.

Nas novas regras, cada operadora pode deter no máximo 35% das faixas de até 1 GHz em uma mesma cidade. Isso pode ser ampliado para 40% se a Anatel permitir, levando em conta a concorrência e o “uso eficiente do espectro”. O limite anterior era de 29%.

Enquanto isso, para as faixas entre 1 GHz e 3 GHz, as operadoras podem deter até 30% em cada município. Novamente, o limite pode ser expandido para 40% se a agência deixar. Antes, o spectrum cap era de 21%.

A Anatel se reserva ao direito de adotar limites menores, mais restritivos, em seus editais de licitação. E caso alguma operadora ultrapasse o spectrum cap, ela terá até 18 meses para se adequar.

A resolução da Anatel foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União.

Com informações: TeleSíntese.

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Yago G. Oliveira

Esse Amos adora vender operadora né..rs Bicho quando entra ja tem especulação venda

paulo yan

Exatamente, livre mercado. O que a Anatel fez foi justamente o contrário.

Mickão

Regular o funcionamento de um serviço tem pouco a ver com a falta de livre mercado. A regulação, basicamente, deve servir para estabelecer regras de operação e padrões de qualidade. A falta de livre mercado no Brasil ocorre devido a N razões das mais variadas naturezas (econômica, de infra estrutura, burocracia jurídica, trabalhista etc)

Cristina Nascimento

Concordo plenamente!

@Sckillfer

Poxa, que maravilha em Anatel? Obrigado mais uma vez, que bom que temos você para nos proteger dos cartéis

Cristina Nascimento

E vc já pro seu quarto, o professor tb. Não sabem brincar, não desçam pro play!

Cristina Nascimento

Vish, pára com isso vcs dois, q tá feio, eu ein!

Cristina Nascimento

Esses dois nessas preliminares aí, vão pra um motel terminar essa discussão, kkkkkkkk

Ednei P. de Melo

Putz, já "cagaram" com a venda da GVT e agora, é a vez da Nextel? &;-D

Eduardo Braga

Tem que se retratar com o outro lá

Bruno Sousa

kkkkkkkk

Renato Mota

Peço desculpa. Fiquei na ironia e perdi a noção, foi lastimável a minha postura e peço desculpa para todos por agir infantilmente

Renato Mota

Concordo com os preços abaurdos por carros ridículos, mas o meu texto foi parabéns mostrar que mesmo em países do G7 estamos com concentração do mercado, não só na telefonia mas também em outros setores

Renato Mota

Sim, concordo

Renato Mota

Sim, você tem razão na tributação, mas meu comentário foi que mesmo meses países temos concentração de empresas não só na telefonia mas em outros setores. Acredito que hoje com a globalização tornar o mercado igualitário é um grande desafio.
No caso brasileiro amém da tributação em cascata temos dificuldade na exonomja de escala.

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