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Xiaomi registra lucro e faz parceria para vender celulares da Meitu

Xiaomi vendeu mais de 100 milhões de celulares em 2018; ela dominou 10% do mercado global no terceiro trimestre

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26 semanas atrás

A Xiaomi divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre, registrando um lucro líquido de US$ 357 milhões no período. A empresa superou sua meta de vender 100 milhões de celulares no ano, e fechou uma parceria para vender smartphones da chinesa Meitu.

Wang Xiang, executivo responsável pelas operações da Xiaomi fora da China, disse em outubro que as vendas globais da empresa já ultrapassaram 100 milhões de celulares em 2018.

No terceiro trimestre, a Xiaomi vendeu 34 milhões de smartphones, dominando quase 10% das vendas globais. Ela ficou em quarto lugar no ranking da IDC, atrás apenas da Samsung, Huawei e Apple.

A empresa teve vendas totais de US$ 7,3 bilhões nesse período, crescimento de 49% em um ano. A maior parte desse valor veio da China, mas a receita no restante do mundo cresceu 113% em um ano. Ela vem se expandindo na Índia, com o Poco F1, e na Europa.

Xiaomi vai vender celulares da Meitu para selfies

A Xiaomi também anunciou que assumiu a marca Meitu. A companhia chinesa é conhecida por seus apps para “embelezamento” de fotos, e vende smartphones com câmeras otimizadas para selfies.

Pelos termos do acordo, a Meitu vai receber 10% dos lucros de todos os aparelhos vendidos com a marca, com um valor mínimo garantido de US$ 10 milhões por ano. A empresa vinha sofrendo prejuízos e reduziu o número de lançamentos (todos na China).

O aplicativo Meitu ficou brevemente famoso no Ocidente: ele traz filtros e efeitos para deixar selfies com um visual “fofinho”, incluindo maquiagem e olhos grandes. No entanto, este app envia uma quantidade exagerada de dados para servidores na China, incluindo sua lista de contatos, mensagens SMS e o IMEI do celular.

A parceria com a Meitu pode ajudar a Xiaomi a se expandir no mercado de smartphones. Em julho, ela estreou na bolsa de valores de Hong Kong, aumentando a pressão para a empresa crescer.

Com informações: TechCrunch, The Verge.

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