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Black Friday 2018 tem recorde de reclamações; principal queixa é maquiagem de preço

Black Friday teve 20% mais queixas no Reclame Aqui que em anos anteriores, especialmente em celulares, TVs e passagens aéreas

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26/11/2018 às 13h05

A Black Friday 2018 teve 20% mais queixas registradas no Reclame Aqui se comparada a anos anteriores. Os produtos mais reclamados foram celulares, TVs e passagens aéreas; enquanto os principais motivos de reclamação foram propaganda enganosa — como maquiagem de preço — além de divergência de valores e problemas na finalização da compra.

Foto por rostichep/Pixabay

O Reclame Aqui fez um monitoramento da Black Friday entre 11h de quarta-feira (21) e 23h59 de sexta-feira (23). Foram 5.607 queixas no total, e boa parte disso se refere a cinco empresas: Americanas.com, Casas Bahia (online), Netshoes, Magazine Luiza (online) e iFood.

Elas estão no ranking das empresas mais reclamadas, que também inclui Ponto Frio (online), Carrefour (online), Americanas Marketplace, Extra (online) e Submarino. Esse top 10 responde por mais de 25% das queixas.

Quanto aos produtos mais reclamados, tivemos smartphones e celulares (11,6%), TVs (5,3%), passagens aéreas (4,7%), calçados (3,6%) e cartão de crédito (2,9%). Segundo o Reclame Aqui, o destaque fica para as passagens de avião, que ganharam força na Black Friday disputando espaço com o varejo.

Propaganda enganosa é maior queixa na Black Friday

E quanto aos motivos de reclamação, isso não mudou muito em relação aos anos anteriores. As lojas continuam fazendo propaganda enganosa e maquiagem de preço (14,2% das queixas), inflando valores antes da Black Friday para oferecer “desconto” durante o evento. Os outros principais motivos foram divergência de valores e problemas na finalização da compra, empatados com 7,6%.

O quarto motivo é o atraso na entrega (3,9%). Pode parecer curioso, mas os brasileiros fazem compras de “Black Friday” desde o início de novembro porque as lojas antecipam as ofertas. No entanto, elas ainda pecam em levar o produto até o cliente.

Nos primeiros anos da Black Friday no Brasil, começando em 2010, as queixas eram diferentes. Os sites não conseguiam aguentar a demanda e saíam do ar, interrompendo ou até mesmo impedindo o processo de compra. “Nos últimos anos, o perfil de reclamação mudou”, diz o diretor de operações Felipe Paniago em comunicado. “Agora, ao invés de problemas técnicos, o consumidor reclama de propaganda enganosa e maquiagem de preço.”

Em anos anteriores, o Reclame Aqui monitorava a Black Friday entre 18h de quinta-feira e 23h59 de sexta-feira. Considerando apenas esse período, o site recebeu 4,2 mil reclamações em 2018. Enquanto isso, foram 3,5 mil em 2017 e 2,9 mil em 2016.

Paniago também diz que o Reclame Aqui atingiu um recorde no volume de acessos, sinalizando que as pessoas estão pesquisando mais antes de comprar.

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