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MP investiga vazamento da Marriott que afetou 500 milhões de clientes

Rede de hotéis Starwood — dona do Sheraton, Four Points e Le Méridien — tinha brecha de segurança desde 2014

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04/12/2018 às 12h59

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) instaurou inquérito civil público nesta segunda-feira (3) para investigar o enorme vazamento da rede hoteleira Starwood Hotels and Resorts. A subsidiária da Marriott permitiu acesso não-autorizado a dados de 500 milhões de clientes. A brecha de segurança existia desde 2014.

Foto por Sean Davis/Flickr

Segundo o MP, este é “um dos maiores incidentes de segurança já relatados em âmbito mundial”. A Marriott diz que, para 327 milhões de hóspedes, o vazamento inclui nome, número do passaporte, endereço físico, e-mail, número de telefone, data de nascimento, datas de chegada e saída, data de reserva, entre outros.

“Os dados expostos, como número do passaporte e informações sobre a data de chegada e partida, permitem conhecer a movimentação de pessoas como diplomatas, adidos militares e de inteligência, negociadores, empresários, políticos, chefes de estado”, diz o promotor de Justiça Frederico Meinberg em comunicado.

Starwood vazou dados criptografados de cartão de crédito

Para alguns dos 327 milhões de hóspedes — a Marriott não diz quantos — os hackers também levaram números de cartão de crédito e datas de validade. Os dados estavam criptografados em AES-128; são necessários dois componentes para descriptografá-los, mas a empresa “não conseguiu descartar a possibilidade de que ambos foram levados”.

Para os outros 173 milhões de clientes, as informações vazadas incluem nome e “às vezes” endereço de correspondência e e-mail.

A rede da Starwood recebia acessos não-autorizados desde 2014. A empresa hoteleira — dona de marcas como Sheraton, Four Points e Le Méridien — foi comprada pela Marriott no ano seguinte. A brecha de segurança só foi descoberta em setembro de 2018.

Após a investigação, o MPDFT poderá propor ação civil coletiva em âmbito nacional ou regional (no Distrito Federal). A Marriott também está sendo investigada nos EUA pela procuradoria-geral do estado de Nova York.

Com informações: MPDFT.