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Anatel apreende 126 mil produtos não homologados

Foram encontrados R$ 1,2 milhão em equipamentos de telecomunicação irregulares, entre cabos óticos e câmeras sem fio

Paulo Higa Por

A Anatel anunciou que realizou na quarta-feira (5) uma operação de fiscalização para apreender produtos de telecomunicação considerados irregulares. Segundo a agência, foram encontrados 126.737 equipamentos não homologados, com valor estimado em R$ 1,2 milhão, entre cabos óticos e câmeras sem fio.

As apreensões foram feitas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com a participação de 20 fiscais da Anatel. O foco estava em grupos que distribuíam equipamentos de telecomunicação sem a certificação da agência.

Fiscal da Anatel apreende produtos piratas (Foto: Divulgação/Anatel)

A operação encontrou 60 km de cabos óticos, 580 caixas de terminação ótica, 741 rolos de cabos de circuito fechado de TV, 78 bobinas de cabos de rede, 73 câmeras Wi-Fi, 6 caixas de cabos de rede e 9 EPON ONU, equipamento utilizado para fornecer conexão por fibra ótica (FTTH).

A agência diz que até 70% dos equipamentos de rede em uso nas empresas, especialmente em pequenos provedores, não são homologados, e que vem intensificando o combate à pirataria, com base em “denúncias encaminhadas por entidades representativas do setor produtivo e o trabalho de inteligência desenvolvido pela própria agência”.

Esta é a operação de maior volume contra produtos irregulares executada pela Anatel em 2018. Em maio, a agência lacrou 25 mil equipamentos não homologados, avaliados em R$ 18 milhões, nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia. Outros 28 mil produtos sem certificação, com valor estimado em R$ 700 mil, foram apreendidos em agosto, em Mauá (SP).

Além das ações contra os distribuidores, a Anatel vem fechando o cerco para consumidores que compram celulares, drones e outros eletrônicos em lojas online do exterior. A agência diz que esses produtos ficam apreendidos até que você pague uma taxa de R$ 200, e afirma que pessoas físicas são proibidas de importar smartphones pelos Correios.

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WENDELL F MEDEIROS

Uiiii.

Ficou com raivinha

Raimundo Nonato

Acabou de provar que é funcionário público da MAMATEL, só respondeu 5 meses depois, como de costume na agência

Vinícius Jorge

Não tenho formação em eletrônica, sou engenheiro químico com pós graduação na área de petróleo e cursando MBA, mas sou entusiasta de eletrônica (hobbysta) faz uns 14 anos ja e tô cagando pra sua certificação, não sou totalmente ignorante e sem nenhum tipo de formação como você fala... o que importa aqui é o seu argumento, que é idiota... homologação da Anatel, uma agencia estatal corrupta, não é garantia de nada, pois o único interesse dela é garantir a reserva de mercado a uma meia dúzia de gatos pingados as custas de todo o resto. Se o cara quer comprar algo importado "não homologado" que muitas vezes já foi homologado por certificadoras no exterior muitíssimo mais qualificadas que a ANALtel, o problema é dele, e não é você nem nenhum burocrata estatal que tem o direito que permitir ou proibir isso

WENDELL F MEDEIROS

Primeiramente, não sou funcionário da ANATEL, em segundo lugar, não sou corrupto para você vir com essa de mamatel (tá doido por um processo), em terceiro lugar cabos óticos precisam ser analisados e 98.8% dos dados devem passar sem sofrer alterações pela fibra para que seja garantido a transmissão.

O índice de reflectância também deve ser medido assim como o cabo deve ser devidamente isolado.

Isso só mostra que você não faz ideia do que diz.

WENDELL F MEDEIROS

Quem foi que lhe disse isso?

Me passa o nome que vou fazer uma denuncia formal.

WENDELL F MEDEIROS

E você? qual o argumento? porque nem formação parece que tem, né?

É igual médico, duvido alguém aqui querer se consultar com um médico sem diploma né?

Abraão Caldas

Volta para o ancapistão que é melhor.

Vinícius Jorge

Mais um que acha que o Estado é que tem que decidir o que é melhor pra fulano ou sicrano... com esse pensamento continuaremos sendo gado de político pra sempre

Juliano Reis

A regulação forte é nos padrões mínimos de qualidade, não nos quesitos minimos para entrar no ramo, como acontece aqui. Se o prestador se compromete a fornecer um serviço, esse serviço precisa NO MINIMO atender às exigências estipuladas pela lei. Daí, se ele quiser oferecer algo com mais qualidade pra mimar o cliente, vai dele.
Por isso a qualidade dos serviços é tão alta lá. Porque se a tua companhia telefônica não te atende bem, tem outras duzentas empresas ansiosas pra te dar o atendimento que tu merece. Aqui tu sai da Vivo e tem que escolher entre Oi, Claro e Tim, e essas quatro parece que competem pra ver quem consegue zoar mais com a cara do cliente.

Vinícius Jorge

Quais fabricantes nacionais? Não sabia que existem marcas brasileiras decentes de smartphone e drones, protecionismo num setor praticamente não existente a nível nacional é de cair o c da b

Vinícius Jorge

Há uma incoerência aí. Se o governo mantém uma regulação forte, não é livre mercado...

Eduardo Costa

Te roubam e quando decidem devolver, te cobram 200 reais pra fazerem o trabalho que eles já são muito bem pagos pra fazer, iê iê... Fazer o quê né? Nenhuma surpresa nesse país presídio que moramos que os ladrões ditem as regras....

Mateus Batalha

falou tudo!

JOSÉ AUGUSTO

Queria ver essa produtividade toda na hora de multar as operadoras de internet que oferecem velocidades inferiores ao que é contratado.

vampent mineruo

Nem todos são bons, mas cabe as pessoas entenderem sobre isso.
Mas pelo visto vc prefere um estado paternalista...

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