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5 fatos sobre jogos em 2018: GOTY para God of War, mobile games no topo e mais

Principais feiras, jogos mais populares e, é claro, o que foi a bola fora no ano em games

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28 semanas atrás

O ano de 2018 foi bem agitado para indústria de games, com lançamentos quebrando recordes de vendas, como Red Dead Redemption II, God of War e Pokémon Let’s Go. Também foram destaques a saída da Sony da E3, maior feira de jogos do mundo, o fiasco de Fallout 76, tido como o pior lançamento AAA do ano, e a recepção nada calorosa dos fãs ao anúncio de Diablo Immortal, na BlizzCon.

Os jogos de Battle Royale, como Fortnite e PUBG, foram os títulos com mais artigos publicados em 2018 no mundo, segundo dados da ICO Partners, mostrando que o gênero “todos contra todos” continuará forte em 2019. Os games para mobile seguem na liderança com 47% das vendas no ano, seguido por jogos para console (28%) e PC games (25%) – de acordo com informações da Newzoo.

Confira, a seguir, os principais destaques de jogos em 2018. Este especial faz parte das retrospectivas de 2018 feitas pelo Tecnoblog!

E3, Gamescom e BlizzCon “in a nutshell”

E3

A E3, que acontece anualmente em Los Angeles, é (ainda) considerada a maior feira de games do mundo. No entanto, as suas últimas edições têm sofrido com algumas saídas de importantes anunciantes, como a EA Games (ame você ou odeie, mas é uma publisher importante) e Microsoft – que possuem seus eventos próprios, na mesma época e região, mas fora do calendário oficial da feira.

A empresa mais recente a anunciar sua saída oficial da E3 foi a Sony. E como a Nintendo não faz mais conferências ao vivo, e apenas via Nintendo Direct, a feira agora não conta mais com o suporte das principais desenvolvedoras de consoles. Com isso, tudo indica que o tão esperado anúncio do PlayStation 5 (ou qualquer outro nome que ele venha a ter) será mesmo feito em um evento próprio da Sony, como o PlayStation Experience (PSX).

Apesar das baixas, vale ressaltar alguns destaques da E3 2018, como a confirmação do lançamento, no último dia 7 de dezembro, do mais que esperado Super Smash Bros. Ultimate (para Nintendo Switch), mais um trailer incrível de The Last of Us – Parte II (você pode conferir acima), finalmente algum gameplay para Cyberpunk 2077 (dos criadores de The Witcher 3: Wild Hunt), a data de lançamento, para 5 de outubro, do excelente Assassin’s Creed Odyssey, e um teaser da Bethesda mostrando que The Elder Scrolls VI está sendo desenvolvido, mas sem qualquer previsão de nada ainda.

Death Stranding, de Hideo Kojima, também ganhou novo trailer… Seguimos sem entender do que o jogo se trata.

Gamescom

A Gamescom, tido como o evento de games mais importante da Europa, acontece anualmente na cidade de Cologne, na Alemanha. Neste ano, o grande destaque ficou com a apresentação da placa de vídeo Nvidia RTX 2080. Em jogos, Life is Strange 2 trouxe bem mais do que foi mostrado na E3 e foi possível conhecer melhor a história dos irmãos Sean e Daniel. Os visitantes também puderam jogar uma demo de Sekiro: Shadows Die Twice.

No mais, a feira trouxe outras versões (ou a mesma coisa) do que foi visto na E3, como Elders Scrolls: Blades, Super Smash Bros. Ultimate, além do mesmo gameplay de Cyberpunk 2077, também apresentado na feira de Los Angeles.

BlizzCon

A BlizzCon, conferência anual da Blizzard, que acontece na cidade de Anaheim, na Califórnia, este ano teve um retorno não muito acalorado, pode-se assim dizer, dos fãs da empresa – que sempre marcam presença, massivamente, a cada nova edição do evento. Alguns anúncios “mais esperados” aconteceram, como a adição de um personagem único e exclusivo para Heroes of the Storm, além da apresentação de Ashe – nova combatente de Overwatch.

Warcraft III: Reforged / Divulgação

Warcraft III: Reforged / Divulgação

O ponto alto da cerimônia de abertura, não deveria ter sido esse (explicarei mais a frente), mas foi o anúncio de Warcraft III: Reforged, versão remasterizada do clássico game de estratégia em tempo real lançado, originalmente, em 2002. Hearthstone também teve seu lugarzinho ao Sol com a chegada da expansão Rastakhan Rumble.

Vale lembrar que o evento também serviu como despedida para Mike Morhaime, CEO e presidente da Blizzard. Morhaime é cofundador e fez parte da empresa desde 1991. Quem assume seu lugar agora é J. Allen Brack, que trabalhou como produtor executivo de World of Warcraft e atuou também como vice presidente sênior da franquia.

Eis que, então, chega o momento do último e mais importante anúncio da conferência. Por eliminação, só faltava falar algo da série Diablo, para fechar o dia com chave de ouro. E foi mesmo Diablo, mas não o quarto jogo da franquia, como a maioria esmagadora desejava, mas sim uma versão mobile do título, que ganhou o nome de Diablo Immortal. A recepção negativa do público não foi bem o que a Blizzard tinha em mente, no entanto.

The Game Awards 2018: vencedores e principais anúncios

O The Game Awards 2018 é conhecido como o Oscar dos jogos, mesmo existindo outras premiações do tipo, como o Golden Joystick Award e o Bafta Video Games Award. Neste ano, a disputa pelo Jogo do Ano foi bem acirrada com títulos de peso, como Assassin’s Creed Odyssey, Celeste (a surpresa da premiação), Marvel’s Spider-Man, Monster Hunter: World, Red Dead Redemption II e God of War.

Estes dois últimos eram, inclusive, os mais cotados para levar o GOTY. Tudo apontava para uma vitória do faroeste da Rockstar, que já havia levado quatro prêmios (melhor narrativa, melhor trilha sonora, melhor design de áudio e melhor performance), mas o vencedor da noite foi God of War, que além de melhor jogo do ano, também levou o troféu nas categorias: melhor jogo de ação/aventura e melhor direção. Foi emocionante ver no palco o brasileiro Rafael Grassetti, diretor de arte do game.

O TGA também é palco de trailers e anúncios inéditos, que intercalam as premiações. Em 2018, os destaques foram Far Cry: New Dawn (sucessor direto dos eventos ocorridos em Far Cry 5) que chega em 15 de fevereiro, o RPG The Outer Worlds (da Obsidian Entertainment) que bebe da fonte de Fallout: New Vegas, da mesma desenvolvedora.

Também vale destaque o anúncio de Mortal kombat 11, com um trailer sanguinário mostrando um combate entre Scorpion e Raiden, a sétima temporada de Fortnite e a chegada do modo construtor e, finalmente, um novo Dragon Age, mas a BioWare não deixou claro qual será o título oficial.

God of War / Divulgação

God of War / Divulgação

Os “high scores” do ano

Goste você ou não, é inegável o sucesso dos Battle Royales e esse foi o ano que Fortnite se consolidou no topo dos jogos do gênero, tirando PUBG do trono. O game venceu, inclusive, o GOTY pelo Golden Joystiq Awards. Mas os holofotes de 2018 também apontaram para outros dois gigantes: God of War e Red Dead Redemption II.

Em princípio, o Kratos repaginado e “sentimental” causou estranheza nos fãs mais ortodoxos do Deus da Guerra, mas como julgar o livro pela capa sempre foi o flagelo dos precipitados, o game superou as expectativas e consagrou-se como jogo do ano pelo The Game Awards.

A Rockstar, mais uma vez, mostrou que não veio ao mundo a passeio e, mesmo com uma polêmica sobre uma possível exploração dos seus funcionários, que teriam trabalhado de forma insana para concluir RDRII em tempo, é inegável que o jogo seja o melhor título, ao menos visualmente falando, já lançado para a atual geração de consoles. Assim como GoW, ele também tem suas falhas, mas o conjunto da obra entrega um ambiente riquíssimo, como nunca antes foi visto em um game da produtora.

Red Dead Redemption 2 / Divulgação

O que poderia ter dado muito certo, mas…

Precisamos falar sobre o Fallout 76… O jogo tinha tudo para ser ótimo, mas é entediante, extremamente bugado (até para os padrões da Bethesda) e, na minha humilde opinião, não deveria sequer ter sido lançado (não dessa forma quebrada). Não me entendam mal, eu sou uma grande fã da série. Joguei Fallout New Vegas e Fallout 4 por meses. Fallout 3 foram dois anos de jogatina!

No entanto, a ideia de um jogo da série 100% focado no multiplayer online me pareceu um tanto ousada para a desenvolvedora, sem muita experiência nesse terreno (The Elder Scrolls Online é só publicado pela Bethesda, mas não desenvolvido por ela).

Acredito que a empresa poderia ter seguido o exemplo da Rockstar, nesse caso: tanto GTA V quanto RDRII têm seus multiplayers online criados em universos similares ao jogo principal. Esse modelo é diferente do formato “arena”, como alguns jogos de ação singleplayer costumam fazer (Uncharted, The Last of Us, Mass Effect 3 e por aí vai).

Um Fallout 76 “normal”, offline, ou modo história, singleplayer, o que seja, poderia ter sido feito – com NPCs que realmente estivessem presentes no gameplay – e um modo online poderia ter sido desenvolvido à parte. Quem jogou GTA Online, assim que ele saiu, deve lembrar dos bugs bizarros que ele tinha. A Rockstar, na época, até deu dinheiro (em moeda do jogo, é claro) para compensar os jogadores pelos problemas.

Mas o pulo do gato da criadora do GTA é que ela tinha o modo singleplayer para que os jogadores não abandonassem o título, enquanto esperavam os ajustes no online. Você tinha para jogar, minimamente, o que você pagou. O online era o “plus”. Em Fallout 76, o online é justamente o que deveria ser o segundo modo de jogo, mas, na verdade, foi o que você pagou como oficial e não funcionou como prometido.

Não acredito que a Bethesda vá jogar a toalha tão cedo, mas certamente algo de muito extraordinário precisará ser feito para atrair de novo os jogadores que compraram o game (e não pediram o dinheiro de volta) e, possivelmente, conseguir outros mais. Até porque o mundo pós-apocalíptico deste jogo nunca esteve tão vazio.

2018 em números: jogos de sucesso, mais vendidos e curiosidades

Apesar do sucesso de Red Dead Redemption II, God of War, Assassin’s Creed Odyssey, Fortnite e Monster Hunter: World, por exemplo, 2018 foi o ano dos jogos mobile. Isso se formos levar em conta a quantidade de vendas por plataforma. Segundo uma pesquisa do Newzoo, 47% das vendas em jogos no ano foram em smartphones e tablets (37% e 10%, respectivamente), seguida por jogos para console (28%) e PC games (25%).

Dentre os jogos mobile, com o maior número de downloads no mundo, estão Helix Jump (328 milhões), Subway Surfers (231 milhões), PUBG Mobile (166 milhões), Rise Up (162 milhões) e Candy Crush Saga (151 milhões). Estas informações são da Apptopia. Candy Crush, inclusive, faz parte do top 5 jogos para smartphones e tablets mais rentáveis do ano, com 541 milhões de dólares em receita. Haja brigadeiro explosivo!

Fortnite / Divulgação

Fortnite / Divulgação

Algumas curiosidades desse ano…

1. Fortnite, PUBG, Overwatch, Red Dead Redemption II e God of War foram os games com mais artigos em 2018. Só Fortnite teve quase 70 mil artigos publicados;

2. Os jogos mais comentados no Twitter foram (em ordem decrescente): Fortnite, Call of Duty: Black Ops 4, Super Smash Bros. Ultimate, Red Dead Redemption II, Fallout 76 (falem mal, mas falem de mim), Dragon Ball FighterZ, Grand Theft Auto V, God of War e Splatoon 2;

3. O jogo com a melhor avaliação geral, no site Metacritc, foi Red Dead Redemption II (nota: 97). A pior avaliação geral foi para Wild West Online (nota: 29);

4. Inclusive, Red Dead Redemption II foi o game que mais faturou em apenas três dias após seu lançamento: 725 milhões de dólares! Esses três primeiros dias foram suficientes para RDRII vender mais que os oito anos do seu título antecessor;

5. O número de jogadores registrados em Fortnite (até o dia 27 de novembro de 2018) bateu a casa dos 200 milhões. Mais do que a população de muito país.

Com informações: Games Industry, ICO Partners, Fancensus, Newzoo

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