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Huawei bate recorde de vendas de smartphones em 2018, apesar de punições dos EUA

Fabricante chinesa ultrapassou a marca dos 200 milhões de smartphones vendidos no ano, mais que os 153 milhões de 2017

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26/12/2018 às 18h22

Embora o ano não tenha sido nada fácil para a Huawei, que enfrenta fortes sanções dos Estados Unidos e teve sua diretora financeira presa no Canadá, a divisão de dispositivos móveis dos chineses tem o que comemorar. Em 2018, a empresa bateu seu próprio recorde ao produzir mais de 200 milhões de smartphones, atingindo as previsões divulgadas anteriormente.

Huawei Honor View 20

Trata-se de um aumento de mais de 30% em relação aos números de 2017, quando a empresa chinesa vendeu 153 milhões de aparelhos. Neste ano, a Huawei se consolidou como a segunda maior fabricante de smartphones, depois de ultrapassar a Apple, seguindo com o plano de liderar o setor até 2020.

Parte do sucesso é devido às boas vendas dos smartphones premium da marca, como a linha P20 e a Mate 20, que venderam 16 milhões e 5 milhões de unidades, respectivamente, de acordo com números publicados pelo Engadget. No começo do ano, o P20 Pro surpreendeu ao bater com folga nomes como Galaxy S9, iPhone X e Pixel 2 em um ranking de melhores câmeras em celulares.

Nova e Honor puxam as vendas da Huawei

Huawei Nova 4

Os maiores volumes estão na linha intermediária Nova, com aparelhos como o Nova 4, que tem preço equivalente a US$ 490 e vem com números de respeito, incluindo uma tela IPS de 6,4 polegadas, 8 GB de RAM, processador octa-core Kirin 970 da própria Huawei, câmera traseira de 48 megapixels e bateria de 3.750 mAh. Desde o primeiro Nova, apresentado em 2016, foram mais de 65 milhões de aparelhos vendidos.

Além disso, os resultados da Huawei são impulsionados pela submarca Honor, que possui uma linha de aparelhos focados em custo-benefício no segmento intermediário. O mais recente deles é o Honor View 20, uma espécie de Nova 4 com hardware atualizado, que compartilha o design (incluindo um notch circular na tela) e traz um processador Kirin 980, que promete superar o desempenho do Snapdragon 845.

Depois de comemorar as vendas em 2018, a Huawei vai precisar resolver uma série de problemas: seus aparelhos continuam sofrendo boicote nos Estados Unidos, que se aliou a outros países para conter a expansão global da empresa; a filha do fundador, que também é a CFO, está em liberdade condicional; e a marca continua no vem-não-vem no quarto maior consumidor de celulares do mundo — o Brasil.

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